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Visita à MINUSTAH - Blog do Rodrigo - 1000 dias

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Visita à MINUSTAH

Haiti, Port-au-Prince

As bandeiras da ONU, do Brasil e do Haiti tremulam na base da ONU em Port-au-Prince, capital do país

As bandeiras da ONU, do Brasil e do Haiti tremulam na base da ONU em Port-au-Prince, capital do país


Em 2003-2004, o caos tomou conta das ruas e cidade do Haiti. Uma revolta popular, apoiada (e organizada?) pelas classes mais abastadas contra o outrora popular presidente Aristides, um padre que havia se convertido de grande esperança para profunda decepção para uma parte importante da população do país. De cidade em cidade, os rebeldes foram tomando conta do país e se aproximando perigosamente da capital. Nas favelas e subúrbios de Port-au-Prince, já imperava a lei do mais forte ou, em outras palavras, haviam se convertido em uma terra sem lei.

Chegando á base da Minustah em Port-au-Prince, no Haiti

Chegando á base da Minustah em Port-au-Prince, no Haiti


Visita à base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti

Visita à base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti


De uma forma jamais explicada, o presidente renunciou e foi enviado para a África num avião americano. Até hoje, ele alega ter sido forçado a fazer isso pela CIA. De qualquer maneira, as turbas já batiam às portas do Palácio Presidencial. O novo governo provisório só tinha uma saída: pedir a intervenção de forças da ONU para ajudar a recuperar o controle sobre o país.

Visita à base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti

Visita à base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti


Foi formada, então, a MINUSTAH, a Missão da ONU para Estabilização do Haiti, formada com soldados do mundo inteiro. O maior contingente das tropas era sul-americana, principalmente brasileiras. Os nossos soldados estavam entre os primeiros a chegar e foram eles também os responsáveis pela mais difícil tarefa da retomada da ordem no país: a pacificação de Cite Soleil, a maior favela de Port-au-Prince, um território até então controlado por gangues armadas. Era o exército desenvolvendo o know-how que depois seria usado nas favelas cariocas. Com a diferença que, no Rio, os traficantes saíram em debandada, mudando de endereço, enquanto que em Cite Soleil houve sim, muitos enfrentamentos armados. A grande favela foi tomada e até hoje o Brasil mantém uma base no seu interior e continua fazendo o policiamento da região, mas conforme soubemos, a área continua vivendo momentos de tensão.

Veículos do batalhão de engenharia do Brasil, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti

Veículos do batalhão de engenharia do Brasil, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti


Veículos do batalhão de engenharia do Brasil, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti

Veículos do batalhão de engenharia do Brasil, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti


O escopo de atuação da MINUSTAH aumentou com o tempo, passando a envolver também a área de saúde e de obras de engenharia e infraestrutura. A grande provação veio com o terremoto de janeiro de 2010, quando mais de duzentas mil pessoas morreram e a capital veio, literalmente, abaixo. Entre os mortos, o número 1 e o número 2 da missão da ONU, um tunisiano e um brasileiro, respectivamente. Com eles, diversos soldados brasileiros, que no momento do choque se encontravam em prédios de alvenaria que vieram abaixo. Felizmente, a absoluta maioria do contingente se encontrava em contêineres transformados em casas, estruturas que balançaram um pouco, mas nada sofreram. A gigantesca destruição causada pelo terremoto fez com que a ONU decidisse enviar mais soldados, tanto para a manutenção da ordem como, principalmente, para ajudar nos esforços de resgate e reconstrução.

Conteiners em que moram os militares brasileiros na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti

Conteiners em que moram os militares brasileiros na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti


Hoje, três anos depois do terremoto, o contingente volta a diminuir. Felizmente, a situação política está muito melhor e os haitianos, aos poucos, refazem as instituições que deverão, algum dia, andar com as próprias pernas, como a Polícia Nacional. AO menos em teoria, a missão termina em 2016. Até lá, militares brasileiros e de outros países continuam se revezando em períodos de seis meses no país.

O Major Renato nos recebe na base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti

O Major Renato nos recebe na base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti


Visita à base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti

Visita à base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti


Nós encontramos alguns desses militares gozando de seu dia de folga (um domingão!) na praia Obama, com um tradicional churrasquinho ao lado do mar. Passamos algumas horas conversando e nos divertindo, eles nos mimando com cerveja gelada e picanha saborosa. Ao final, convidaram-nos para visitar a base brasileira, setor de engenharia, que é o batalhão ao qual pertencem. Conseguimos marcar essa visita para a terça de tarde e seguimos para a MINUSTAH depois do almoço no hotel Oloffson, no centro da cidade, sempre nos locomovendo de moto, eu a Ana e o motorista, pelas ruas e avenidas de Port-au-Prince.

Monumenro aos militares brasileiros mortos no terremoto de 2010, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti

Monumenro aos militares brasileiros mortos no terremoto de 2010, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti


Na base, fomos recebidos por um de nossos amigos e depois, ciceroneados pelo Major Renato que, gentilmente, nos mostrou as instalações e equipamentos do batalhão de engenharia, além de nos contar várias histórias. Por exemplo, nos contou sobre como foi no dia do terremoto, quando ele estava aqui, na primeira vez que serviu no Haiti. Ele fazia um cooper na base, no final de tardem quando sentiu o chão tremer. A princípio, achou que era a explosão de algum paiol e até se jogou no chão, com medo dos estilhaços que viriam da tal explosão. Toda a cena foi filmada pelo circuito interno de câmeras da base. Depois de alguns segundos, ele se levanta e percebe que as dezenas de contêineres que formam a base haviam se movido. Foi quando percebeu a enorme nuvem de poeira que vinha da direção do centro da cidade e percebeu que o buraco era muito mais embaixo.

Monumenro aos militares brasileiros mortos no terremoto de 2010, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti

Monumenro aos militares brasileiros mortos no terremoto de 2010, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti


Visitamos o pequeno ambulatório da base, o pátio onde estão dezenas de veículos pesados para obras de infraestrutura, os contêineres transformados em dormitórios e até o monumento em homenagem aos brasileiros mortos durante a missão (nenhum deles em combate!). Aprendemos um pouco da rotina desses homens que vieram trabalhar tão longe de sua pátria, familiares e amigos e que formam um pequeno Brasil no coração do Haiti. Para nós, no meio de tanta gente falando português, foi como estar na terrinha novamente, viajar rapidamente por diversos estados e sotaques (tem soldados dos quatro cantos do Brasil por ali), sentir de perto o jeito de ser dos brasileiros. Enfim, além de um grande aprendizado, também foi muito agradável. Foi uma forma de fechar com chave de ouro nossa visita à capital haitiana. Amanhã cedo, deixamos a cidade para trás e voamos para o norte do país, para a cidade de Cap-Haitien.

Fim da visita à base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti

Fim da visita à base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti

Haiti, Port-au-Prince,

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No Centro de Port-au-Prince

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Brasil no Haiti

Comentários (2)

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  • 16/05/2013 | 11:38 por Rubens

    Parabéns pela bela reportagem no Haiti, importante mostrar a missão dos brasileiros que lá estão.
    Vale lembrar da grande perda que foi para nós a morte da Dra. Zilda Arns no terremoto de 2010 em Porto Príncipe.
    Abraço!

    Resposta:
    Oi Rubens

    Pois é, os brasileiros tem uma missão super importante no Haiti!

    Já a Dona Zilda, levou um azar danado, chegou no país na véspera do terremoto. sabe que, numa grande coincidência, encontramos uma freira que esteve com ela em Port-au-Prince. Foi no Panamá. Ela se emocionou muito ao falar da brasileira. Trabalhava na sua organização. Uma pena o que aconteceu com ela...

    Abs

  • 15/05/2013 | 16:44 por Paulo Pereira

    Folgo em saber que o Haiti está a recuperar, mesmo que de forma lenta. Foram dois rudes golpes, em cerca de 5 anos, que levou o País à beira do abismo.
    Boa reportagem, dando a conhecer um pouco da rotina desses homens que, deixando para trás a sua zona de conforto, foram ajudar na restauração da paz e ordem. Respeito!

    Resposta:
    Oi Paulo

    Exatamente. Eles fazem um belo e importante trabalho aqui no Haiti. Muito orgulho dos nossos conterrâneos!

    Um grande abraço

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