0 Os Grandes Lagos e o Dilúvio - Blog do Rodrigo - 1000 dias

Os Grandes Lagos e o Dilúvio - Blog do Rodrigo - 1000 dias

A viagem
  • Traduzir em português
  • Translate into English (automatic)
  • Traducir al español (automático)
  • Tradurre in italiano (automatico)
  • Traduire en français (automatique)
  • Übersetzen ins Deutsche (automatisch)
  • Hon'yaku ni nihongo (jidö)

lugares

tags

Arquitetura Bichos cachoeira Caverna cidade Estrada história Lago Mergulho Montanha Parque Patagônia Praia trilha vulcão

paises

Alaska Anguila Antártida Antígua E Barbuda Argentina Aruba Bahamas Barbados Belize Bermuda Bolívia Bonaire Brasil Canadá Chile Colômbia Costa Rica Cuba Curaçao Dominica El Salvador Equador Estados Unidos Falkland Galápagos Geórgia Do Sul Granada Groelândia Guadalupe Guatemala Guiana Guiana Francesa Haiti Hawaii Honduras Ilha De Pascoa Ilhas Caiman Ilhas Virgens Americanas Ilhas Virgens Britânicas Islândia Jamaica Martinica México Montserrat Nicarágua Panamá Paraguai Peru Porto Rico República Dominicana Saba Saint Barth Saint Kitts E Neves Saint Martin San Eustatius Santa Lúcia São Vicente E Granadinas Sint Maarten Suriname Trinidad e Tobago Turks e Caicos Uruguai Venezuela

arquivo

SHUFFLE Há 1 ano: Rio De Janeiro Há 2 anos: Rio De Janeiro

Os Grandes Lagos e o Dilúvio

Canadá, Toronto, Niagara Falls, Estados Unidos, Indiana, Gary, Illinois, Chicago

Admirando orla do lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

Admirando orla do lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


Nos últimos dias estivemos viajando por entre os maiores lagos de água doce do mundo, na fronteira entre o Canadá e os Estados Unidos. Uma região conhecida como “The Great Lakes”, verdadeiros oceanos no coração da América do Norte.

O enorme Lake Ontario, em Niagara-on-the-Lake, no Canadá

O enorme Lake Ontario, em Niagara-on-the-Lake, no Canadá


Ainda me lembro das aulas de geografia de 6ª série. Antes da prova, precisamos decorar o nome dos cinco lagos (que, a rigor, são quatro!). De nada adiantou a decoreba, pois essa questão nem caiu no exame.


Nosso caminho através dos Grands Lagos

O primeiro dos lagos que conhecemos foi justamente o menor deles, o Ontario. Tem “apenas” 19 mil quilômetros quadrados. O equivalente a um quadrado com 140 km de lado! Ou seja, caberiam muitas e muitas São Paulos e Rio de Janeiros aí dentro. É neste lago que está Toronto e foi do alto da CN Tower, a 350 metros de altura, que pudemos ter uma ideia da extensão do menorzinho dos Great Lakes. Mesmo lá do alto, não dá para ver o outro lado.

O lago Ontario em Niagara-on-the-Lake, no Canadá

O lago Ontario em Niagara-on-the-Lake, no Canadá


E é do outo lado que está Niagara-on-The Lake. Foi aí que pudemos nos aproximar do lago e testar sua temperatura. Para nossa surpresa, estava fria, mas não gelada. Completamente “nadável”. Há tanta água nos lagos que a temperatura deles não varia tanto como a de lagos menores. Mesmo no auge do inverno polar que se faz por aqui, o gelo que se forma na superfície não é espesso o suficiente para que uma pessoa patine sobre ele com segurança.

Testando a água do lago Ontario, em Niagara-on-the-Lake, no Canadá

Testando a água do lago Ontario, em Niagara-on-the-Lake, no Canadá


Ainda com uma longa viagem pela frente, tudo o que fizemos no Lago Ontario foi molhar as mãos e admirar sua magnitude. Depois, foi pé na estrada rumo aos Estados Unidos. Os lagos estão bem na fronteira desse país com o Canadá, o limite internacional passando no meio de quatro deles. Apenas o lago Michigan fica completamente em terras americanas.

Praia no lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

Praia no lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


Nosso caminho nos levou, ainda dentro do Canadá, ao longo da costa norte do Lago Erie (o segundo menor, com 25 mil quilômetros quadrados) até a fronteira entre os dois países, na estreita passagem de terra entre o Erie e o Lago Huron. Esse último, com 60 mil quilômetros quadrados (quadrado com 240 km de lado!), na verdade está unido com o lago Michigan, por um canal. Em tese, formam um só lago, o maior do mundo de água doce.

As havaianas chegaram até Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

As havaianas chegaram até Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


No dia seguinte, após uma passagem relâmpago pelo ponta norte do estado de Indiana (mais um para nossa lista!), chegamos à Chicago, na orla do Lake Michigan, praticamente do mesmo tamanho que seu irmão gêmeo, Huron. Foi aí que pudemos “aproveitar” mais dos lagos. Nessa época do ano, com as altas temperaturas, as praias ficam cheias de banhistas e nós fomos lá conferir.

Praia de lago também tem vendedor de sorvete, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

Praia de lago também tem vendedor de sorvete, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


Com a água bem verde e com temperatura parecida com as praias do Rio, passamos uma boa hora por lá, estendidos na areia e dando mergulhos. A nossa volta, uma loja de havaianas (como se estivéssemos em uma praia tropical!) e tiozinhos empurrando seus carrinhos de sorvete. “Nossa, será mesmo que estamos em Chicago?”, era o que a gente se perguntava! No mar (quer dizer, lago) em frente, salva-vidas em barcos a remo impediam que banhistas se aventurassem a mais de 20 metros da orla. Foi a parte chata do programa.

Lago Michigan e salvavida em praia de Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

Lago Michigan e salvavida em praia de Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


Banho de chuveiro para afastar o calor em praia de Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

Banho de chuveiro para afastar o calor em praia de Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


Mas foi fácil resolver isso. Seguimos caminhando em direção ao centro da cidade, a skyline de Chicago crescendo até o céu sobre a orla do lago e atravessamos uma longa baía, toda de concreto. Aí as pessoas anda de bicicleta, caminham, correm e tomam sol. Aliás, com o sol que estava fazendo, não havia melhor lugar na cidade para se estar. Principalmente porque, do alto da “praia de concreto”, podíamos nos atirar no lago e nadar sem que nenhum salva-vidas viesse nos encher o saco.

Caminhando pela orla do lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

Caminhando pela orla do lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


Vão ser as melhores memórias dos Grandes Lagos que vamos guardar. Ainda conhecemos a orla do Lake Michigan mais ao norte, na cidade de Milwaukee. Mas ali, a água não é tão verde como em Chicago. Vai ser engraçado acompanhar (de longe!) as imagens do próximo inverno na cidade e imaginar que nós nadamos tranquilamente nas praias do lago...

Nadando no lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

Nadando no lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


Faltou conhecer apenas o Lake Superior, o maior dos grandes lagos, com 82 mil quilômetros quadrados. Fica mais ao norte e, como todos os outros, também foi formado na última era glacial. Quando as geleiras foram retrocedendo, há 15 mil anos atrás, deixaram no seu rastro esses “pequenos” lagos, prova inconteste da enormidade daqueles titânicos lençóis de gelo que cobriam metade do continente.

Saltando nas refrescantes águas do lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos. se fosse no inverno...

Saltando nas refrescantes águas do lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos. se fosse no inverno...


Só por curiosidade, não foi apenas esses lagos que as geleiras deixaram para trás. Não. Na verdade, ocupando boa parte da região central do Canadá, além da parte norte das Great Plains americanas, ficou um lago ainda maior. Maior que todos os grandes lagos somados. Maior até que o Mar Cáspio, na Ásia. Estou falando do lago Agassiz, que hoje já não existe. Toda a sua água “vazou” para o oceano, no mar de Labrador, costa norte do Canadá.

Nadando no lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

Nadando no lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


Foi um evento titânico! As geleiras que retrocediam ainda formavam uma espécie de dique, represando as águas do gigantesco lago. Quando o dique natural se rompeu, o lago se esvaziou rapidamente, num evento que pode ter durado poucos anos. O resultado foi uma mudança gigantesca para todo o planeta. Toda aquela quantidade de água doce jogada no mar de uma só vez acabou “desligando” a Corrente do Golfo, mudando os padrões de chuva por todo o mundo, além de aumentar o nível do mar em cerca de dois metros. O curioso é que isso levou a um resfriamento global, há cerca de 12 mil anos, e o dique natural de gelo se refez, possibilitando que o lago se enchesse outra vez. Quando novamente o dique se rompeu e o lago “esvaziou”, nova mudança radical no nível dos oceanos e padrão de chuvas global. Esse segundo evento foi há cerca de 9 mil anos e, muitos cientistas creem, pode estar ligado à criação do mito do dilúvio em diversas culturas humanas espalhadas pelo planeta, desde a Suméria (de onde a Bíblia copiou a história do dilúvio a da arca de Noé) até tribos isoladas na Amazônia.

Saltando nas refrescantes águas do lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos. se fosse no inverno...

Saltando nas refrescantes águas do lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos. se fosse no inverno...


Aahnnnnn, como seria bom poder viajar no tempo, e não apenas pelas Américas...

Um pulo para o Lake Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

Um pulo para o Lake Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

Canadá, Toronto, Niagara Falls, Estados Unidos, Indiana, Gary, Illinois, Chicago, história, Lake Ontario, Niagara on the Lake, Lake Michigan, Great Lakes

Veja todas as fotos do dia!

A nossa viagem fica melhor ainda se você participar. Comente!

Post anterior Barco abarrotado de turistas se aproxima das Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos

Expectativas e Bicentenário

Post seguinte Com o Tio Célio e os sobrinhos Lari e André, no parque Millenium, em Chicago, Illinois, nos Estados Unidos

Encontro Familiar em Chicago

Blog da Ana Os estranhos efeitos do reflexo embaixo do 'feijão', no parque Millenium, em Chicago, Illinois, nos Estados Unidos

Um Loop em Chicago

Comentários (1)

Participe da nossa viagem, comente!
  • 25/08/2012 | 13:56 por Lina

    Que joia!! Entao voce acabou conseguindo nadar no lago....

    Resposta:
    Oi Lina

    Nadamos sim, e estava uma delícia! Difícil imaginar como fica no inverno...

    mas agora, nada de vento e temperatura muito boa!

    beijos

Blog da Ana Blog da Rodrigo Vídeos Esportes Soy Loco A Viagem Parceiros Contato

2012. Todos os direitos reservados. Layout por Binworks. Desenvolvimento e manutenção do site por Race Internet