0 Montevideo, a Capital Mais Austral das Américas - Blog do Rodrigo - 1000 dias

Montevideo, a Capital Mais Austral das Américas - Blog do Rodrigo - 1000 dias

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Montevideo, a Capital Mais Austral das Américas

Uruguai, Montevideo

A imponente estátua em honra ao General Artigas, o maior heroi nacional, na Plaza Independencia, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai

A imponente estátua em honra ao General Artigas, o maior heroi nacional, na Plaza Independencia, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai


Chegamos à última capital federal no circuito dos 1000dias por toda a América. Completamos nossa lista de países com o Uruguai e agora completamos a lista de capitais com Montevideo. Quer dizer, na verdade a lista de capitais não ficou assim, tão completa, como a de países. Agora que estamos na capital uruguaia, ficaram faltando a capital venezuelana, Caracas, e a de Turks e Caicos, Cockburn Town, para fecharmos todas as capitais do continente. Em Caracas estivemos, eu e a Ana, dois anos antes de começarmos os 1000dias. Por isso, quando tivemos de escolher, por questões de tempo, entre passar pela capital venezuelana ou conhecermos o sul do país, não titubeamos. As memórias de Caracas ainda estavam frescas na cabeça e até fiz um post de lá (veja aqui). Já a pequena capital de Turks e Caicos, que nem é um país de verdade, mas um território britânico no Caribe, essa deixamos para trás mesmo, preferindo visitar ilhas mais significativas do arquipélago. Faltava, então, a gloriosa Montevideo. Agora não mais!

Caminhando nas ruas do Centro Velho de Montevideo, no Uruguai

Caminhando nas ruas do Centro Velho de Montevideo, no Uruguai


Pouca gente se dá conta, mas Montevideo, no Uruguai, é a capital mais austral das Américas, superando Santiago e Buenos Aires

Pouca gente se dá conta, mas Montevideo, no Uruguai, é a capital mais austral das Américas, superando Santiago e Buenos Aires


Pouca gente se dá conta, mas Montevideo é a capital mais austral das Américas. Nossa intuição seria apostar nas capitais do Chile ou Argentina, talvez porque é nesses países que estão cidades como Ushuaia e Punta Arenas, ou regiões como a Patagônia e Terra do Fogo. Mas as suas capitais, Santiago e Buenos Aires, estão sim mais ao norte do que a capital uruguaia. Parafraseando aquele ditado famoso, “viajando e aprendendo!”.

O grande portal da Plaza Independencia, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai

O grande portal da Plaza Independencia, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai


Com os pais, aos pés da estátua de Artigas, na Plaza Independencia, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai

Com os pais, aos pés da estátua de Artigas, na Plaza Independencia, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai


Outra coisa que aprendi chegando aqui foi que Montevideo também foi fundada por portugueses. Achei que essa “honra” só cabia à Colonia del Sacramento. Mas não. Em Novembro de 1723 os portugueses de Colonia resolveram ampliar seus domínios às margens do Rio da Prata e aqui fundaram um forte. Os espanhóis, que já tinham de aguentar a incômoda presença lusitana em Colonia, resolveram que uma cidade já era demais e não quiseram dar nenhuma chance para que o novo povoado se desenvolvesse. Dois meses depois da construção do forte, uma expedição vinda de Buenos Aires tomou a instalação militar e, eles mesmos, começaram a povoar a nova cidade. Rapidamente Montevideo ganhou importância e ainda nesse século já rivalizava com a própria Buenos Aires como principal cidade espanhola na bacia do Prata. Por um século, desde a sua criação, ela ocupava a península que hoje é conhecida como Ciudad Vieja. Foi apenas depois da rápida ocupação inglesa de 1807 e da ocupação luso-brasileira de 1816-25 que a cidade passou a se expandir além dos antigos muros.

O grande portal da Plaza Independencia, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai

O grande portal da Plaza Independencia, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai


As principais atrações turísticas de Montevideo, capital do Uruguai, estão no Centro Velho. Nós ficamos hospedados na vizinhança mais interessante, Pocitos. Em Carrasco, área de classe média alta, há muitos hotéis e uma grande praia

As principais atrações turísticas de Montevideo, capital do Uruguai, estão no Centro Velho. Nós ficamos hospedados na vizinhança mais interessante, Pocitos. Em Carrasco, área de classe média alta, há muitos hotéis e uma grande praia


Hoje a cidade cresceu bastante. Das poucas famílias de 1730 para 60 mil pessoas em 1860 para 1,4 milhão nos dias de hoje. Se consideramos a região metropolitana, são 2 milhões de pessoas em um país com 3,3 milhões de habitantes. Relativamente, é como se houvesse uma cidade no Brasil com 120 milhões de pessoas! Mas, apesar de ter crescido tanto, é ainda na Ciudad Vieja, onde nasceu, que estão os principais atrativos turísticos da cidade. E foi para lá que nos encaminhamos hoje para nossas explorações, eu, a Ana e meus pais, que nos acompanham aqui no Uruguai. Nós estamos hospedados na região de Pocitos, a mais gostosa de Montevideo, por onde passeamos ontem, quando meus pais chegaram, e onde também ficaremos amanhã. No próximo post falo de lá, um bairro que tanto nos lembra o Rio de Janeiro de antigamente, no melhor dos sentidos. Mas hoje, queríamos história, e o lugar para isso é mesmo a Ciudad Vieja.

A imponente estátua em honra ao General Artigas, o maior heroi nacional, na Plaza Independencia, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai

A imponente estátua em honra ao General Artigas, o maior heroi nacional, na Plaza Independencia, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai


A imponente estátua em honra ao General Artigas, o maior heroi nacional, na Plaza Independencia, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai

A imponente estátua em honra ao General Artigas, o maior heroi nacional, na Plaza Independencia, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai


Fomos com a Fiona até as proximidades da Plaza Independencia, encontramos um estacionamento e partimos para nosso passeio a pé, sem dúvida nenhuma a melhor maneira de se conhecer essa parte da cidade. O passeio começou na própria praça, a mais icônica da capital e onde está uma pomposa estátua do herói maior da nação, o General Artigas. Estátua típica de heróis da independência em qualquer país, sobre um cavalo e em trajes militares. Sob a estátua, o mausoléu em honra ao libertador, com dados e relíquias sobre a sua vida.

Visita ao mausoleu de Artigas, na Plaza Independencia, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai

Visita ao mausoleu de Artigas, na Plaza Independencia, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai


Visita ao mausoleu de Artigas, na Plaza Independencia, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai

Visita ao mausoleu de Artigas, na Plaza Independencia, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai


Artigas teve uma infância abastada em fazendas da família, mas acabou por se tornar um fora-da-lei que agia com roubo de gado e tendo sua cabeça a prêmio. Mas a guerra entre Espanha e Inglaterra, no contexto das guerras napoleônicas na Europa, possibilitou que ele se incorporasse ao exército e tivesse atuação destacada, tanto para desalojar os britânicos de Buenos Aires como de Montevideo. Poucos anos mais tarde, foi um dos principais líderes na guerra pela independência dos domínios espanhóis na região do Rio da Prata. O problema é que aqueles que lutavam pela independência também estavam divididos entre si, um grupo defendendo um governo forte e central, em Buenos Aires, e outro, no qual se destacava Artigas, que defendia ideias federalistas.

Nosso circuito caminhando pelo Centro Velho de Montevideo, no Uruguai. Fomos às principais atrações, como a Plaza Independencia, o Teatro Solis, a Catedral, a Plaza Zabala e, claro, o Mercado del Puerto

Nosso circuito caminhando pelo Centro Velho de Montevideo, no Uruguai. Fomos às principais atrações, como a Plaza Independencia, o Teatro Solis, a Catedral, a Plaza Zabala e, claro, o Mercado del Puerto


O Teatro Solis, o mais tradicional do país, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai

O Teatro Solis, o mais tradicional do país, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai


Um pomposo lustre ilumina o saguão de entrada do Teatro Solis, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai

Um pomposo lustre ilumina o saguão de entrada do Teatro Solis, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai


A facção realista, que lutava por manter os laços com a Espanha e tinham Montevideo como capital, foram vencidos. Artigas era o mais importante líder de uma união de províncias, incluindo aquelas que hoje formam o Uruguai e outras, dentro do território argentino. Preocupados com seu crescente poder, os unitaristas, defensores de um governo central forte, acabaram por fazer uma aliança tácita com os portugueses que ainda controlavam o Brasil. Estes temiam as ideias republicanas de Artigas e com a complacência de Buenos Aires, conquistaram o Uruguai. O grande líder fugiu para o Paraguai e aí viveu exilado pelo resto da vida, nunca mais pisando os pés no Uruguai que havia liberado da Espanha. Rivais e aliados, temendo a aura de liderança de Artigas, se combinaram para que ele nunca mais recuperasse sua influência enquanto estivesse vivo. Nem mesmo na guerra de independência do Uruguai contra o Brasil, dez anos mais tarde, ele seria chamado a participar. Apenas em meados do séc. XIX, pouco tempo após morrer com mais de 80 anos de idade, seu nome foi reabilitado na terra natal e seus restos transladados para o Uruguai. Hoje ele repousa sereno em seu panteão, na Plaza Independencia e, sem nenhuma dúvida, é considerado o grande herói da história do país.

Interior da Catedral Metropolitana, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai

Interior da Catedral Metropolitana, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai


Visitando a Catedral Metropolitana, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai

Visitando a Catedral Metropolitana, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai


Detalhe do piso da Catedral Metropolitana, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai

Detalhe do piso da Catedral Metropolitana, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai


Após essa aula de história, retomamos nosso passeio pela Ciudad Vieja. A próxima parada foi no Teatro Solis, o mais tradicional de Montevideo. O pomposo edifício remonta da metade do séc. XIX, uma época em que a economia local fervilhava com as exportações de carne. Grandes prédios neoclássicos se espalhavam pela cidade e o Solis é um dos mais renomados exemplos. Recentemente, milhões foram investidos para devolver-lhe a antiga glória. Nós só o vimos pelo lado de fora e seu saguão de entrada, mas assistir a algum espetáculo por lá será sempre um bom motivo para voltar a Montevideo.

Visita à tradicional livraria no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai

Visita à tradicional livraria no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai


Cruzando a movimentada Plaza Zabala, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai

Cruzando a movimentada Plaza Zabala, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai


Continuamos a caminhar e a próxima parada foi em uma livraria tradicional da cidade. Sempre gostamos de visitar livrarias nos países que visitamos, uma boa maneira de perceber a quantas anda a cultura no país. A literatura em espanhol, tanto de obras próprias como as traduzidas de outras línguas como o inglês e francês, é infinitamente mais vasta que a literatura em português. Percebe-se logo isso visitando as livrarias de Buenos Aires ou esta, aqui de Montevideo. Aproveitei para comprar dois livros de história, que tanto gosto, enquanto meu pai comprou um de fotos e textos relatando a visão uruguaia da Copa de 50, daquele fatídico 2 x 1, conhecido como “Maracanazo”. Meu pai esteve presente naquele jogo, então, para ele, é ainda mais interessante (e penoso?) ver a alegria dos jornais uruguaios da época.

Produtos 'made in Brasil' a venda no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai

Produtos "made in Brasil" a venda no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai


quitanda no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai

quitanda no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai


Cães aguardam ansiosos por seu dono, em quitanda no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai

Cães aguardam ansiosos por seu dono, em quitanda no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai


A fome começava a apertar e nós também apertamos o passo. Passamos rapidamente pela feira que ocupa sempre a simpática Plaza Zabala e nos dirigimos à atração preferida dos brasileiros que visitam a capital uruguaia: o Mercado del Puerto. A cidade está cheia de gremistas que vieram para um jogo da Libertadores e a maioria deles estava no famoso mercado. Aliás, já faz tempo que ele deixou de ser um mercado de verdade e hoje é ocupado apenas por restaurantes.

Visita ao Mercado del Puerto, uma das principais atrações do Centro Velho de Montevideo, no Uruguai

Visita ao Mercado del Puerto, uma das principais atrações do Centro Velho de Montevideo, no Uruguai


Visita ao Mercado del Puerto, uma das principais atrações do Centro Velho de Montevideo, no Uruguai

Visita ao Mercado del Puerto, uma das principais atrações do Centro Velho de Montevideo, no Uruguai


Os verdureiros desalojados hoje ocupam as cercanias do prédio histórico. Aí encontramos até mesmo bananas vindas diretamente do Brasil. Mas não eram bananas que procurávamos, mas uma refeição de verdade. Nós e todos os gremistas na cidade. Com o Mercado del Puerto ali em frente, isso não era um problema!

Interior do famoso e imperdível Mercado del Puerto, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai

Interior do famoso e imperdível Mercado del Puerto, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai


Interior do famoso e imperdível Mercado del Puerto, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai

Interior do famoso e imperdível Mercado del Puerto, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai


O famoso relógio do Mercado del Puerto, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai

O famoso relógio do Mercado del Puerto, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai


O prédio tem quase 150 anos e é o primeiro no continente construído sobre uma estrutura de ferro, uma técnica que ainda engatinhava, mesmo na Europa. A Torre Eiffel, por exemplo, só seria construída 20 anos mais tarde, em 1889. Assim que ficou pronto, virou ponto de encontro na capital e por aqui passeavam juntos gente como Carlos Gardel e Enrico Caruso, em busca de um bom café. Hoje, como disse, todas as vendas se foram e o espaço é só dos restaurantes e das centenas de turistas que vem se refestelar com um legítimo e suculento “asado uruguayo”. Foi o que fizemos, programa obrigatório para quem não é vegetariano e vem conhecer a capital do país. Uma delícia! Difícil é só escolher entre a cerveja Patricia e o vinho Tannat, porque as carnes, na dúvida, que venham todas!

Abundância e variedade de carnes nos restaurantes do Mercado del Puerto, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai

Abundância e variedade de carnes nos restaurantes do Mercado del Puerto, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai


Abundância e variedade de carnes nos restaurantes do Mercado del Puerto, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai

Abundância e variedade de carnes nos restaurantes do Mercado del Puerto, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai


Almoçando em restaurante do Mercado del Puerto, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai

Almoçando em restaurante do Mercado del Puerto, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai


Depois do ponto alto e mais nutritivo do dia, começamos a caminhada de volta à Fiona. Voltamos pelas ruas peatonais (para pedestres), aproveitando para admirar a arquitetura dos antigos prédios neoclássicos e também para observar a arte nas ruas, desde murais pintados nas paredes até os artistas se apresentando nas ruas. Dia de semana normal por aqui, também é interessante ver o ritmo normal das pessoas, gente saindo do trabalho na hora do almoço para comer na esquina ou, já perto do final da tarde, alguns bares começarem a se encher para o happy-hour. É aí que nos sentimos menos turistas e um pouco mais “uruguaios”, sensação que perseguimos em todos os países e cidades que visitamos.

Arte nas ruas do Centro Velho de Montevideo, no Uruguai

Arte nas ruas do Centro Velho de Montevideo, no Uruguai


Música exótica nas ruas do Centro Velho de Montevideo, no Uruguai

Música exótica nas ruas do Centro Velho de Montevideo, no Uruguai


Só despertávamos desse “sonho uruguaio” quando cruzávamos com alguma placa celebrando uma vitória militar contra os brasileiros. Por aqui, precisamos nos acostumar com a ideia que nós somos (ou fomos) imperialistas e opressores, ou seja, os bandidos da história. Quando o Brasil se tornou independente de Portugal, nós “herdamos” a Província Cisplatina que os portugueses haviam conquistado de Artigas anos antes. A paz durou pouco e logo Dom Pedro I estava enfrentando uma rebelião aqui no sul, mais uma luta de independência do Uruguai. Foram três anos de batalhas até que as forças brasileiras aceitassem a derrota, em 1828. A Argentina, que ajudou os uruguaios em sua guerra de libertação, sonhava com a anexação, mas aí também, já seria demais. Sob os auspícios da Inglaterra, Brasil e Argentina reconheceram a independência do novo país.

Prédios neoclássicos nas ruas do Centro Velho de Montevideo, no Uruguai

Prédios neoclássicos nas ruas do Centro Velho de Montevideo, no Uruguai


Homenagem à mais famosa batalha na luta de independência do Uruguai contra os imperialistas brasileiros, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai

Homenagem à mais famosa batalha na luta de independência do Uruguai contra os imperialistas brasileiros, no Centro Velho de Montevideo, no Uruguai


Mas o nosso imperialismo não terminou por aí. Nem o dos argentinos. Pelas próximas quatro décadas, foram sucessivas intervenções desses dois países na política local, hora apenas por ameaças, hora com ações militares efetivas. Blancos e Colorados, as duas facções políticas locais que disputavam o poder, não hesitavam em pedir ajuda externa contra seus rivais. E Brasil e Argentina brigavam dentro do país para manter suas respectivas “esferas de poder”. Foi apenas com o término da Guerra do Paraguai que os uruguaios ganharam um pouco de sossego e alívio externo.

O belo parque Rodó, em Montevideo, capital do Uruguai

O belo parque Rodó, em Montevideo, capital do Uruguai


Pedalinhos em lago do Parque Rodó, grande área verde na área entre o centro e Pocitos, em Montevideo, capital do Uruguai

Pedalinhos em lago do Parque Rodó, grande área verde na área entre o centro e Pocitos, em Montevideo, capital do Uruguai


Enfim, nós, os imperialistas de outrora, chegamos de volta à Fiona. Antes de voltarmos à nossa querida Pocitos, ainda deu tempo de dar uma parada no parque Rodó, um dos mais belos da capital. Depois da selva urbana da Ciudad Vieja, passear por seus jardins e bosques foi um merecido descanso mental. Aa lado do lago por onde passeavam pedalinhos, aproveitamos o ar puro e o silêncio, buscando digerir todas as informações de um dia intenso. A noite se aproximava e mais um belo jantar em algum dos muitos restaurantes de nossa vizinhança preferida nos aguardava. Se no almoço havia sido patrícia, agora seria tannat!

Pedalinhos em lago do Parque Rodó, grande área verde na área entre o centro e Pocitos, em Montevideo, capital do Uruguai

Pedalinhos em lago do Parque Rodó, grande área verde na área entre o centro e Pocitos, em Montevideo, capital do Uruguai

Uruguai, Montevideo, história, cidade

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