0 Finalmente, Morretes, Marumbi e o Barreado - Blog do Rodrigo - 1000 dias

Finalmente, Morretes, Marumbi e o Barreado - Blog do Rodrigo - 1000 dias

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Finalmente, Morretes, Marumbi e o Barreado

Brasil, Paraná, Morretes

Fim de tarde na charmosa Morretes, próximo ao litoral do Paraná

Fim de tarde na charmosa Morretes, próximo ao litoral do Paraná


Morretes era para ter sido o primeiro destino da expedição 1000dias, lá no dia 27 de Março de 2010, há mais de quatro anos! Era, mas não foi! A história está bem explicada nos primeiros dois posts publicados no site, aqui e<[a href="http://www.1000dias.com/rodrigo/o-primeiro-destino/">aqui. Viríamos de trem e até já tínhamos comprado as passagens com bastante antecedência para garantir nossos lugares nessa viagem sempre tão concorrida. Mas não conseguimos fazer tudo o que devíamos para deixar Curitiba e acabamos por perder as passagens e adiar o início da viagem por um dia. E Morretes, teve de esperar 4 anos para que, enfim, os 1000dias pudessem passar por aqui…

Passeio em Morretes, cidade histórica próxima ao litoral do Paraná

Passeio em Morretes, cidade histórica próxima ao litoral do Paraná


Rua no centro histórico de Morretes, próximo ao litoral do Paraná

Rua no centro histórico de Morretes, próximo ao litoral do Paraná


A cidade histórica ocupa um lugar estratégico a meio caminho entre o oceano e a Serra do Mar. A região já era ocupada há centenas de anos pelos índios da etnia carijó quando os bandeirantes portugueses começaram a chegar em busca de ouro, em meados do século XVII. Rapidamente, tanto os índios como o metal precioso encontrado foram extintos, ao mesmo tempo que era fundado o povoamento que daria origem a Morretes.

Caminhando nas ruas centrtais de Morretes, próximo ao litoral do Paraná

Caminhando nas ruas centrtais de Morretes, próximo ao litoral do Paraná


Vendo a vida e o rio passarem em Morretes, próximo ao litoral do Paraná

Vendo a vida e o rio passarem em Morretes, próximo ao litoral do Paraná


Sem ouro, a economia passou a se desenvolver baseada no cultivo da erva-mate. A riqueza gerada fez a cidade chegar a rivalizar com o importante porto de Paranaguá. Tanto que, quando foi projetada e construída a estrada de ferro que liga o planalto paranaense ao mar, ela teve de passar por aqui também, antes de seguir até Paranaguá. Essa belíssima ferrovia foi uma das poucas que resistiu ao desmonte da malha ferroviária brasileira e, ainda hoje, é o caminho mais charmoso para quem quer viajar de Curitiba para Morretes.

Mapa da linha de trem entre Curitiba, Morretes e Paranaguá, mostrando também a localização da estação Marumbi(no Paraná - mapa da internet)

Mapa da linha de trem entre Curitiba, Morretes e Paranaguá, mostrando também a localização da estação Marumbi(no Paraná - mapa da internet)


Linha de trem centenária entre Curitiba, Morretes e Paranaguá, cortando a Serra do Mar paranaense (foto da internet)

Linha de trem centenária entre Curitiba, Morretes e Paranaguá, cortando a Serra do Mar paranaense (foto da internet)


Linha de trem centenária entre Curitiba, Morretes e Paranaguá, cortando a Serra do Mar paranaense (foto da internet)

Linha de trem centenária entre Curitiba, Morretes e Paranaguá, cortando a Serra do Mar paranaense (foto da internet)


Era por aí que queríamos ter vindo quatro anos atrás. Mas não diretamente! O trem faz uma parada na chamada “estação Marumbi”. Ali não há vila nem cidade, apenas a entrada do parque que protege uma região da Serra do Mar conhecida como Conjunto Marumbi. É a montanha mais famosa do estado, embora não seja a mais alta. Essa honra cabe ao Pico Paraná, na mesma Serra do Mar, mas um pouco mais ao norte. Nós estivemos lá durante os 1000dias numa memorável caminhada sob a chuva e o post dessa verdadeira aventura está aqui. Voltando ao Marumbi, é uma montanha com diversos picos. O mais alto e famoso deles tem o pomposo nome de Monte Olimpo. É uma homenagem dupla: à montanha grega moradia dos deuses e ao primeiro montanhista a chegar ao seu cume e que tinha, como sobrenome, a palavra Olimpo. Em plena efervescência da construção da ferrovia, em 21 de Agosto de 1879, Joaquim Olimpo de Miranda chegou pela primeira vez ao cume dessa montanha que virou o ícone do montanhismo paranaense.

Chegando à estação de trem Marumbi, entre Curitiba e Morretes, na Serra do Mar paranaense (foto da internet)

Chegando à estação de trem Marumbi, entre Curitiba e Morretes, na Serra do Mar paranaense (foto da internet)


O Marumbi e seu conjunto de picos, visto de Morretes em dia de céu azul, no Paraná (foto da internet)

O Marumbi e seu conjunto de picos, visto de Morretes em dia de céu azul, no Paraná (foto da internet)


As diversas rotas para se percorrer o conjunto Marumbi, na Serra do Mar paranaenses (mapa da internet)

As diversas rotas para se percorrer o conjunto Marumbi, na Serra do Mar paranaenses (mapa da internet)


Desde então, esse virou um programa preferido dos aventureiros do estado. Descer de trem até a estação Marumbi e subir ao cume do Olimpo. Eu já fiz isso outras vezes e é mesmo uma passeio incrível, embora bastante cansativo. Infelizmente, não conseguimos realizar essa aventura durante os 1000dias. A ideia era subir o Olimpo e depois caminhar até Morretes, alguns quilômetros à frente da estação Marumbi, numa bela trilha cortando a Mata Atlântica e passando por diversos riachos. Aliás, toda essa área, incluindo o conjunto Marumbi, fica dentro do município de Morretes. mas a sede da cidade já está praticamente ao nível do mar, embora ainda a mais de 20 quilômetros do oceano.

Fim de tarde na charmosa Morretes, próximo ao litoral do Paraná

Fim de tarde na charmosa Morretes, próximo ao litoral do Paraná


Hotel e restaurante tradicionais de Morretes, próximo ao litoral do Paraná

Hotel e restaurante tradicionais de Morretes, próximo ao litoral do Paraná


Uma deliciosa praça no centro de Morretes, próximo ao litoral do Paraná

Uma deliciosa praça no centro de Morretes, próximo ao litoral do Paraná


Bem, se não pudemos subir o Marumbi dessa e daquela vez, não deixaríamos de visitar Morretes antes do final da viagem. Afinal, as atrações por aqui não se restringem às montanhas. Muito pelo contrário! Uma passeio pelas ruas centenárias do centro histórico é encantador. O turismo propiciado e estimulado pela linha de trem ajudou a manter a cidade e suas construções históricas bem preservadas. Desde a primeira vez que estive aqui, ainda antes de me mudar para Curitiba, no início da década de 90, fiquei encantado com o charme de uma cidade que é tão pouco conhecida fora dos limites do estado.

Placa informativa sobre o rio Nhundiaquara, em Morretes, próximo ao litoral do Paraná

Placa informativa sobre o rio Nhundiaquara, em Morretes, próximo ao litoral do Paraná


O rio Nhundiaquara, que corta a cidade de Morretes, próximo ao litoral do Paraná

O rio Nhundiaquara, que corta a cidade de Morretes, próximo ao litoral do Paraná


O rio Nhundiaquara, que corta a cidade de Morretes, próximo ao litoral do Paraná

O rio Nhundiaquara, que corta a cidade de Morretes, próximo ao litoral do Paraná


Morretes é cruzada pelo rio Nhundiaquara, que desce diretamente da Serra do Mar tão próxima da cidade. É um rio bonito, de águas claras e frias, cheio de corredeiras. Praticar boia-cróss em suas águas é uma das grandes atrações da região. Mas apenas vê-lo passar pela cidade e caminhar pelos jardins em sua orla no trecho urbano já é o bastante para alimentar o espírito. Exatamente ao longo dessa mesma orla estão alguns dos restaurantes responsáveis por mais uma das atrações da cidade e que ajudam a atrair turistas e visitantes assíduos e a perpetuar a sua fama: o barreado, estrela máxima da culinária paranaense.

Hotel e restaurante tradicionais de Morretes, próximo ao litoral do Paraná

Hotel e restaurante tradicionais de Morretes, próximo ao litoral do Paraná


Praça ao lado do rio em Morretes, próximo ao litoral do Paraná

Praça ao lado do rio em Morretes, próximo ao litoral do Paraná


O rio Nhundiaquara, que corta a cidade de Morretes, próximo ao litoral do Paraná

O rio Nhundiaquara, que corta a cidade de Morretes, próximo ao litoral do Paraná


Foi atrás dele que viemos hoje. Do barreado e da caminhada pelas ruas de paralelepípedo e pela orla do Nhundiaquara. Estamos dormindo na vizinha Antonina, mas passamos o dia caminhando até o Salto do Saci e viemos nos presentear com esse prato tão tradicional e que há tanto tempo não comíamos, justamente no local onde ele é melhor preparado.

Barreado, especialidade da culinária de Morretes, próximo ao litoral do Paraná

Barreado, especialidade da culinária de Morretes, próximo ao litoral do Paraná


O famosa e delicioso 'Barreado', uma espécie de carne de panela cozida por muitas horas com bastante farinha e acompanhada de banana assada e laranja. Prato típico de Morretes, próximo ao litoral do Paraná

O famosa e delicioso "Barreado", uma espécie de carne de panela cozida por muitas horas com bastante farinha e acompanhada de banana assada e laranja. Prato típico de Morretes, próximo ao litoral do Paraná


De origem açoriana, o prato é feito usando carnes magras e de segunda. A carne é cozinhada por 20 horas seguidas em uma panela de barro e bem tampada, até que se desmanche por completo, tornando-se quase um caldo. A isso misturamos boa farinha, arroz, banana-da-terra assada e pedaços de laranja. Pimenta a gosto e, claro, uma boa pinga caseira para acompanhar.esse manjar dos deuses, digno daqueles que habitam a vizinha Olimpo. Aqui ficamos em Morretes por umas poucas horas, divididos entre o passeio e as fotos das ruas e do rio e o banquete num dos restaurantes. Só ficou mesmo faltando o Olimpo, mas não faltarão oportunidades. O que não poderia faltar era a própria Morretes e o barreado. Afinal, essa é uma expedição pelas Américas, mas que saiu do Paraná. Então, barreado e Morretes nos 1000dias!

O famosa e delicioso 'Barreado', uma espécie de carne de panela cozida por muitas horas com bastante farinha e acompanhada de banana assada e laranja. Prato típico de Morretes, próximo ao litoral do Paraná

O famosa e delicioso "Barreado", uma espécie de carne de panela cozida por muitas horas com bastante farinha e acompanhada de banana assada e laranja. Prato típico de Morretes, próximo ao litoral do Paraná

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