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Domingo no Parque - Blog do Rodrigo - 1000 dias

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Domingo no Parque

Chile, Parque Nacional Chiloé

Com a Fiona, na praia do Oceano Pacífico, no Parque Nacional Chiloé, costa oeste central da ilha, sul do Chile

Com a Fiona, na praia do Oceano Pacífico, no Parque Nacional Chiloé, costa oeste central da ilha, sul do Chile


Hoje, domingão, foi nosso último dia na ilha de Chiloé. Resolvemos aproveitar o dia de sol como muita gente fez pelo mundo afora em dias de domingo: ir ao parque. Não ao parque da esquina, mas a uma grande reserva que protege boa parte da costa oeste da ilha, o Parque Nacional Chiloé, região de florestas originais, dunas e praias quase selvagens.



Para chegar até lá saindo de Castro, primeiro precisamos seguir para o sul, onde aproveitamos para ver mais algumas igrejas (posts anteriores). Depois, a partir da pequena cidade de Chonchi, tomamos o rumo oeste e atravessamos a ilha num percurso de pouco mais de 30 km. No final do dia, a volta é pelo mesmo caminho, até Chonchi, Castro e para o norte, até o porto de Chacao, onde tomamos a balsa de volta ao continente. Essa é a rodovia 5, o finalzinho da famosa “Rodovia Panamericana” aqui no Chile, a mesma estrada em que já dirigimos tantas vezes nos países sul e centro americanos na costa do Pacífico. Enfim, uma velha conhecida nossa e da Fiona...

Pier no lago Huillinco, na região centro oeste da Ilha de Chiloé, no sul do Chile

Pier no lago Huillinco, na região centro oeste da Ilha de Chiloé, no sul do Chile


O belo lago Huillinco, na região centro oeste da Ilha de Chiloé, no sul do Chile

O belo lago Huillinco, na região centro oeste da Ilha de Chiloé, no sul do Chile


Mas, voltando ao nosso “domingo no parque”, no trecho entre Chonchi e a costa oeste de Chiloé, passamos pelos lindos lagos Huillinco e Cucao que, unidos por um canal, na verdade formam um único e o maior lago do arquipélago, mais de 100 km2. Têm origem nas antigas e enormes geleiras que chegavam até aqui, há 15 mil anos, sua água é salobra e a paisagem é de cartão postal.

O lago Huillinco, que junto com o lago Cacao, formam o maior sistema lacustre da Ilha de Chiloé, no sul do Chile

O lago Huillinco, que junto com o lago Cacao, formam o maior sistema lacustre da Ilha de Chiloé, no sul do Chile


Ao final dos lagos, já quase chegando à costa, uma parada estratégica. Um simpático restaurante na beira do lago anunciando “empanadas”. Nunca consigo resistir a uma placa dessas, ainda mais num lugar tão lindo. Fizemos então o nosso lanche, armazenando energia para as explorações que se seguiriam.

Um sinal que sempre me faz ter vontade de parar (chegando ao Parque Nacional Chiloé, na costa oeste da ilha, no sul do Chile)

Um sinal que sempre me faz ter vontade de parar (chegando ao Parque Nacional Chiloé, na costa oeste da ilha, no sul do Chile)


Chegando ao Parque Nacional de Chiloé, parada estratégica para nos alimentar de deliciosas empanadas (costa oeste de Chiloé, no sul do Chile)

Chegando ao Parque Nacional de Chiloé, parada estratégica para nos alimentar de deliciosas empanadas (costa oeste de Chiloé, no sul do Chile)


Um pouco mais adiante, logo após atravessarmos o pequeno rio que liga os lagos ao Oceano Pacífico, chegamos à entrada do parque. Ele é dividido em três seções, mas a parte norte e a parte central tem acesso bastante restrito. É apenas aqui no sul que turistas e visitantes podem fazer suas explorações sem a necessidade de permissões especiais ou agências especializadas.

Trilha em meio à mata nativa do Parque Nacional Chiloé, na costa oeste da ilha, no sul do Chile

Trilha em meio à mata nativa do Parque Nacional Chiloé, na costa oeste da ilha, no sul do Chile


Trilha em meio à mata nativa do Parque Nacional Chiloé, na costa oeste da ilha, no sul do Chile

Trilha em meio à mata nativa do Parque Nacional Chiloé, na costa oeste da ilha, no sul do Chile


Muita gente vem para acampar, outros apenas para caminhar ou passar um longo dia na praia. Logo na entrada, um centro de visitantes nos dá uma ideia geral dos ecossistemas protegidos (dunas e matas nativas) e da rica fauna da região. São mais de 100 tipos de pássaros, além de pequenos répteis e mamíferos. Entre eles, se destaca o “pudú”, a menor espécie de veado do mundo. Eles são encontrados nas encostas andinas do continente também e o fato de estarem aqui em Chiloé mostra que o arquipélago já foi unido com a América, seja por uma ponte de terra ou de gelo.

A densa mata nativa do Parque Nacional Chiloé, na costa oeste da ilha, no sul do Chile

A densa mata nativa do Parque Nacional Chiloé, na costa oeste da ilha, no sul do Chile


Um Pudú, a menor espécie de veado do mundo, no Parque Nacional Chiloé, na costa oeste da ilha (foto de Jorge Navarro)

Um Pudú, a menor espécie de veado do mundo, no Parque Nacional Chiloé, na costa oeste da ilha (foto de Jorge Navarro)


Os pudús têm apenas 45 centímetros de altura nas costas e 85 centímetros de comprimento. Pesam cerca de 12 quilos e não são animais sociais, vivendo sós em florestas densas onde se escondem de predadores como raposas, corujas e pumas. Machos, que são os únicos com chifres, só se encontram com fêmeas para copular. Os filhotes, um ou dois, vivem com a mãe até um ano de idade, embora já se pareçam adultos antes disso. Nós tínhamos muita esperança de encontrar algum deles por aqui hoje, mas não tivemos sorte. De qualquer maneira, coloquei no post uma foto e um vídeo de turistas que foram mais afortunados do que nós.



Entre as trilhas disponíveis, resolvemos fazer uma com poucos quilômetros chamada de El Tepual. É uma trilha interpretativa que travessa uma mata nativa de árvores baixas, retorcidas e folhagem densa. Não deve ser fácil para os pudús caminhar entre elas, e muito menos para os predadores que os caçam. Para nós, foi um pouco mais fácil, a trilha já aberta e quase toda construída numa longa passarela. Placas informativas nos ensinam sobre a fauna e flora da região.

Trilha em meio à mata nativa do Parque Nacional Chiloé, na costa oeste da ilha, no sul do Chile

Trilha em meio à mata nativa do Parque Nacional Chiloé, na costa oeste da ilha, no sul do Chile


A enorme praia na costa oeste de Chiloé, de face para o Oceano Pacífico, no Parque Nacional da ilha

A enorme praia na costa oeste de Chiloé, de face para o Oceano Pacífico, no Parque Nacional da ilha


Depois da caminhada, voltamos para a Fiona e seguimos pela estrada, já dentro da área do parque, na direção norte. Aos poucos, a estrada se junta à praia e, ao final, é sobre a areia que dirigimos. Nós e centenas de locais, todos aproveitando o domingo de sol nessa pela e quase interminável praia, chamada também de Cucao. Faixa de areia bem larga e piso plano e firme, uma verdadeira autoestrada. Rumamos alguns quilômetros para o norte, longe da muvuca, e aí passamos algum tempo admirando a grandeza do Oceano Pacífico. Algumas pessoas enfrentavam a água fria, outras remavam seus caiaques na boca do rio, mas nós preferimos ficar mesmo apenas na contemplação.

A enorme praia na costa oeste de Chiloé, de face para o Oceano Pacífico, no Parque Nacional da ilha

A enorme praia na costa oeste de Chiloé, de face para o Oceano Pacífico, no Parque Nacional da ilha


Pessoas aproveitam o domingo de sol para passar o dia no Parque Nacional Chiloé, na costa oeste da ilha, no sul do Chile

Pessoas aproveitam o domingo de sol para passar o dia no Parque Nacional Chiloé, na costa oeste da ilha, no sul do Chile


Por fim, hora de retornar e enfrentar o longo caminho de volta. Atravessamos a ilha novamente até Castro e seguimos até o extremo norte de Chiloé, local de embarque na balsa em direção ao continente, de Chacao para Pargua, naquele barco chique que tem até wifi. Talvez nossa última balsa dos 1000dias. Será? Ainda não tenho certeza, mas a enorme ilha que ficava para trás certamente não será nossa última. Sei de pelo menos mais uma pela frente, não tão grande como Chiloé, mas certamente tão bela e interessante quanto. Belezas diferentes, claro! Falo da Ilha de Florianópolis, local que ainda não passamos nesses 1000dias, mas que certamente não será esquecido! Afinal, para quem quer conhecer toda a América, que pecado seria não passar por Floripa!

Balsa atravessa o canal de mar que separa a costa norte da ilha de Chiloé do continente, entre Chacao e Pargua, no sul do Chile

Balsa atravessa o canal de mar que separa a costa norte da ilha de Chiloé do continente, entre Chacao e Pargua, no sul do Chile

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As Palafitas de Castro

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Chegando à Região dos Lagos

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