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Do Nível do Mar Para o Nível do Céu - Blog do Rodrigo - 1000 dias

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Do Nível do Mar Para o Nível do Céu

Peru, Puerto Maldonado, Cusco

Encontro com lhamas na subida dos Andes na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru

Encontro com lhamas na subida dos Andes na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru


Hoje deixamos Puerto Maldonado para trás e retomamos a nossa “volta” por Peru e Bolívia. Um circuito com cerca de 3 mil quilômetros de extensão saindo do Brasil pelo Acre, na cidade de Assis Brasil, e voltando ao país por Rondônia, na cidade de Guajara-Mirim. No caminho, um pouco de tudo: a Amazônia peruana, as cidades incas de Cusco e Machu Picchu, as belezas do lago Titicaca com suas ilhas flutuantes, a confusão contagiante da capital boliviana de La Paz e uma das mais temidas estradas do continente, a Carretera de La Muerte, também na Bolívia. No meio disso tudo, a incrível beleza dos Andes e do altiplano, o planalto mais alto das Américas. Enfim, um prato cheio para qualquer aventureiro. E o melhor de tudo: esse circuito pode ser feito de carro, por nós, brasileiros. Basta um pouco de disposição, um mês de calendário e a vontade de conhecer paisagens e culturas completamente diversas das que estamos acostumados aqui no Brasil!


Nosso roteiro planejado por Peru e Bolívia, saindo do Brasil pelo Acre e voltando por Rondônia. No caminho, Cusco, a região do Titicaca, La Paz e a famosa Estrada da Morte

É claro que nós não poderíamos deixar esse circuito de fora dos 1000dias! Já tínhamos estado no Peru e Bolívia nessa viagem, mas deixamos as regiões cobertas por esse roteiro para fazer agora, justamente quando tínhamos planejado conhecer os estados do Acre e Rondônia, pontos de entrada e saída desse roteiro. Para melhorar mais ainda, vamos receber uma “visita”, o Gustavo, diretamente de Curitiba, que vai voar para Cusco para passar 10 dias conosco explorando as atrações da região. Com datas para chegar e partir, tratamos de adaptar nosso caminho e calendário a elas, o que não é difícil em uma região com tantas alternativas. Planos feitos, começamos o tal circuito há uma semana, saindo de Porto Velho para uns dias no Acre e, de lá, já em território peruano, para Puerto Maldonado. Mas aí, a Ana caiu de cama e tivemos de botar as barbas de molho por alguns dias. Agora, com ela recuperada, tratamos de refazer o roteiro, sempre levando em conta as datas do Gustavo e recomeçamos a trip. Primeira tarefa: deixar a Amazônia para trás, onde está Puerto Maldonado, e subirmos os Andes, em direção à cidade de Cusco.

Encontrando as primeiras lhamas! Realmente, já estamos altos, na subida dos Andes na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru

Encontrando as primeiras lhamas! Realmente, já estamos altos, na subida dos Andes na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru


Encontro com lhamas na subida dos Andes na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru

Encontro com lhamas na subida dos Andes na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru


A distância da fronteira do Brasil até Cusco é de quase 700 km. Uma distância mais curta que de Curitiba ao Rio de Janeiro! Pouca gente se dá conta, mas estamos muito perto desse mundo completamente diferente do nosso! Bem, desses 700 km, já tínhamos feito 230 km, a distância até Puerto Maldonado. Até aí, só mudou a língua, pois a paisagem e a altitude ainda são as mesmas da Amazônia brasileira. Estávamos curiosíssimos para conhecer a estrada que nos levaria dos 200 metros para os 4 mil metros de altitude, tudo isso nos meros 470 km que faltavam para Cusco.

Encontro com lhamas na subida dos Andes na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru

Encontro com lhamas na subida dos Andes na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru


Como de costume, começamos a viagem do dia mais tarde que o recomendável, mas nada que a Fiona não pudesse recuperar. Já imaginava começar a ver os Andes lá no horizonte logo no início da viagem, mas para minha surpresa, só havia mata e mato no horizonte, nada de montanhas. E assim foi durante algumas horas. Já tínhamos dirigido por mais de 200 km e a altitude continuava a ser de 300 metros. Comecei a achar que essa história dos Andes eram balela, conversa para boi dormir.

Encontro com crianças que vivem a mais de 4 mil metros de altitude na subida dos Andes na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru

Encontro com crianças que vivem a mais de 4 mil metros de altitude na subida dos Andes na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru


Foi quando, finalmente, começamos a subir um vale e as montanhas apareceram lá na frente. Não pareciam tão altas, mas é que, na verdade, não conseguíamos ver o que havia por trás delas. Pois elas subiam, subiam e subiam. Estávamos a 200 km de Cusco e, finalmente, chegávamos aos 500 metros de altitude.

Encontro com crianças que vivem a mais de 4 mil metros de altitude na subida dos Andes na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru

Encontro com crianças que vivem a mais de 4 mil metros de altitude na subida dos Andes na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru


Pois, a partir daí, não paramos mais de subir. Ultrapassamos a altura da nossa Curitiba (900 m), a mais alta capital brasileira, e continuamos a subir. Ultrapassamos a altura de Campos do Jordão (1.750 m), a mais alta cidade brasileira, e continuamos a subir. Ultrapassamos o Pico da Neblina (3.000 m), a mais alta montanha do nosso país, e continuamos a subir. Ultrapassamos a altura de Cusco (3.400 m) e não paramos de subir!!! Não, ainda tinha muita montanha para subir! Tivemos certeza que estávamos altos quando, ao nosso redor, se viam rebanhos de lhamas, e não mais de vacas! Esses animais tipicamente andinos são a certeza que estávamos no caminho certo!

Encontro com crianças que vivem a mais de 4 mil metros de altitude na subida dos Andes na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru

Encontro com crianças que vivem a mais de 4 mil metros de altitude na subida dos Andes na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru


O altímetro passou batido pelos 4 mil metros! Lhamas e alpacas de todas as cores nos saudavam. Crianças curiosas nos saudavam. A fisionomia delas também não mentia: estávamos nos Andes! Ultrapassamos os 4.500 metros, a neve e o frio lá fora gritando: “Vocês estão chegando!”. O motor da Fiona já não responde tão rápido, embora ela mantenha nosso conforto do lado de dentro. Já não usamos ar condicionado, mas calefação! Não somos apenas nós que sentimos falta de ar, mas o motor da nossa companheira também. Menos oxigênio, menos combustão. Mas ela se esforça e continua subindo. Finalmente, chegamos ao ponto mais alto da estrada!

Chegando ao ponto mais alto da estrada, na subida dos Andes na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru

Chegando ao ponto mais alto da estrada, na subida dos Andes na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru


Sair dos 300 metros e chegar aos 4.700 metros de altitude em poucas horas, não é para qualquer um. É comum sentir dores de cabeça e náuseas, mas nossos corpos já tem, em sua memória, os registros dessa altitude e os efeitos não são tão fortes em nós. Mas somente porque estamos passando por lá rapidamente, sem fazer esforço (que fica todo com a Fiona). Mas se fôssemos ficar por ali algumas horas, a dor e o mal estar viriam seguramente! É uma certeza fisiológica. Então, nada de enrolar lá encima. Descemos para algumas fotos, alguns minutos de admiração com aquele cenário fantástico e exótico e começamos a descer em direção á Cusco.

As magníficas paisagens andinas na subida da cordilheira na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru

As magníficas paisagens andinas na subida da cordilheira na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru


As magníficas paisagens andinas na subida da cordilheira na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru

As magníficas paisagens andinas na subida da cordilheira na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru


Ainda são mais de 100 km de estradas. Aos poucos, a luz do dia é substituída pela escuridão da noite. Adeus paisagens. É o preço da nossa saída tardia. O corpo e o cérebro agradecem os metros que descemos. É como mergulhar no oxigênio. Até a Fiona já rende mais novamente. Por fim, já de volta aos “civilizados” 3.500 metros de altitude, lá estão as luzes de Cusco, a gloriosa capital do Império Inca. Tão perto do nosso Brasil. Agora, só falta achar um hotel para um merecido descanso depois de termos saído da altitude do mar e chegarmos à altitude dos céus. Aliás, os anjos daqui têm caras de lhamas, hehehe.

As lhamas, perfeitamente adaptadas às grandes altitudes andinas do altiplano peruanos na Carretera Transoceanica,viajando à Cusco, no Peru

As lhamas, perfeitamente adaptadas às grandes altitudes andinas do altiplano peruanos na Carretera Transoceanica,viajando à Cusco, no Peru

Peru, Puerto Maldonado, Cusco, Bichos, Estrada, Estrada do Pacífco, Rodovia Transoceânica

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Dias de Planejamento e Espera. Em Cusco!

Blog da Ana Chegando ao ponto mais alto da estrada, na subida dos Andes na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru

Interoceânica Sur, da Amazônia aos Andes

Comentários (1)

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  • 23/08/2013 | 16:00 por Rubens Werdesheim

    Cusco é realmente apaixonante . Penso às vezes que Cusco estava para o antigo império espanhol como Salvador esteve para o antigo império português.As igrejas , a economia mineradora , a incumbência de ser a capital além -mar...e por aí vai .E falando com guias locais percebi que "Inca" era uma casta, que tinha ótimos arquitetos e espetaculares engenheiros hidráulicos ! Essa estrada deve ser de arrepiar !

    Resposta:
    Oi Rubens

    Cusco é mesmo espetacular, gente do mundo inteiro convivendo numa cidade com mais de 700 anos de rica história.

    Vc está certíssimo, a palavra inça se referia apenas ao imperador daquele império, seus irmãos e descendentes. Uma casta familiar! Mas, devido a um erro dos primeiros historiadores, o termo passou a se referir a toda a civilização

    Grande abraço

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