0 De Volta à Estrada: De Boa Vista à Manaus - Blog do Rodrigo - 1000 dias

De Volta à Estrada: De Boa Vista à Manaus - Blog do Rodrigo - 1000 dias

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De Volta à Estrada: De Boa Vista à Manaus

Brasil, Roraima, Boa Vista, Waimiri Atroari, Amazonas, Presidente Figueiredo, Manaus

Literalmente, equilibrando-se sobre a linha do Equador, no sul de Roraima

Literalmente, equilibrando-se sobre a linha do Equador, no sul de Roraima


Estamos de volta à nossa vida normal, ou seja, na estrada! Depois de 10 dias descansando entre parentes no interior e no litoral de São Paulo, enfrentamos as mais de seis horas de voo de Guarulhos para Boa Vista, com parada em Manaus. Chegamos à cidade de madrugada e um táxi nos levou até a oficina do Ricardo, onde estava a Fiona. Nossa ideia já era botar o pé na estrada, afinal tínhamos um longo caminho pela frente.

Reencontro com o Ricardo e com a Fiona, em Boa Vista, em Roraima

Reencontro com o Ricardo e com a Fiona, em Boa Vista, em Roraima


A corrida é para chegar até Manaus no dia seguinte cedo, onde já estamos com outro voo marcado. Dessa vez, vamos para o meio da Amazônia, para a cidade de Tefé. Daí seguimos para a reserva de Mamirauá, para um hotel flutuante em meio a uma floresta alagada, na região do rio Solimões. Serão cinco dias no meio da floresta e da rica fauna da região, algo que já vínhamos planejando há muito tempo. Mas, antes disso tudo, tínhamos mesmo era de vencer os quase 800 km até a capital amazonense.

Estrutura de fiscalização no Parque Nacional Viruá, em Roraima

Estrutura de fiscalização no Parque Nacional Viruá, em Roraima


E para isso, a primeira coisa era conseguirmos pegar a Fiona. Para isso, tivemos que acordar o pobre Ricardo, antes das seis da manhã, em pleno domingão! Simpático e solícito como sempre, ele saiu da cama nesse horário para vir até a oficina para abrir os portões. Conversamos um pouco e nos despedimos, certo que ainda vamos nos encontrar por esse mundão. O Ricardo e a Carol não só recebem esses loucos viajantes que vêm de longe como, eles também, pretendem fazer a sua viagem, de carro, pelos continentes afora. Amigos pelo mundo não faltarão! Ricardo e Carol, mais uma vez, muito obrigado pela ajuda e trabalho que demos!

Visita ao Parque Nacional Viruá, em Roraima

Visita ao Parque Nacional Viruá, em Roraima


Bom, dia começando e nós na estrada. A mesma estrada que já havíamos feito no final de Abril de 2011, quando voltávamos das Guianas Já até podemos dizer que somos “experientes” nessa estrada, hehehe. Dentre as nossas lembranças, a entrada do Parque Nacional do Viruá, que da outra vez não pudemos nem entrar, pela pressa que tínhamos. Na época, pensamos: “Quando estivermos voltando da Venezuela, daremos uma olhada!”.

Dirigindo no Parque Nacional Viruá, em Roraima

Dirigindo no Parque Nacional Viruá, em Roraima


Pois é, esse dia chegou. Assim, tratamos de nos desviar da estrada principal e tomarmos o acesso de terra até a entrada do parque. O Viruá, como a grande maioria dos parques nacionais na Amazônia, não foi feito para receber turistas, mas apenas para proteção da fauna e flora locais. Motivo bem mais nobre, diga-se de passagem! Enfim, logo descobrimos isso, pelo estado precário em que se encontrava o posto de fiscalização do Ibama.

Estrada interrompida no Parque Nacional Viruá, em Roraima

Estrada interrompida no Parque Nacional Viruá, em Roraima


No meio do caminho da Fiona, tinha uma árvore! (Parque Nacional Viruá, em Roraima)

No meio do caminho da Fiona, tinha uma árvore! (Parque Nacional Viruá, em Roraima)


Quando chegamos ao portal de entrada, já estávamos em plena floresta amazônica, uma estrada de barro cada vez mais estreita nos levando através da mata. Essa foi a nossa experiência por lá, aliás: essa estrada barrenta cada vez mais precária até que, alguns quilômetros à frente, uma grande árvore caída interrompia o caminho. Tiramos algumas fotos, ouvimos o intenso barulho da floresta, sentimos a umidade, imaginamo-nos observados por uma curiosa onça pintada e nos demos por satisfeitos. Muito mais Amazônia nos espera ao longo da semana. E muitos quilômetros de estrada nos esperavam no resto do dia. Meia volta volver e pé na estrada!

1000dias na metade do mundo, sobre a linha do Equador, no sul de Roraima

1000dias na metade do mundo, sobre a linha do Equador, no sul de Roraima


O próximo ponto de referência na estrada foi o ponto onde cruzamos a linha do Equador. Nós já tínhamos estado no hemisfério sul nesses últimos dez dias, mas agora foi a vez da Fiona voltar para esse lado do planeta. Mais uma marca importante nesses 1000dias: o hemisfério norte ficou definitivamente para trás. Um misto de tristeza e alegria no coração, se é que é possível essa combinação tão antagônica. Mas é possível sim, posso garantir! Tristeza pelo sentimento de que essa aventura está chegando ao fim. Alegria por termos chegado até aqui, sãos e salvos, infinitamente mais ricos de experiências e conhecimentos do que antes.

Literalmente, equilibrando-se sobre a linha do Equador, no sul de Roraima

Literalmente, equilibrando-se sobre a linha do Equador, no sul de Roraima


Foi nossa quarta vez no Equador. A primeira foi lá em Macapá, onde há um grande monumento valorizando a posição geográfica da capital, uma das principais atrações turísticas da cidade. A outra foi aqui mesmo, uma pequena lembrança ao lado da estrada. A terceira foi lá em Quito, capital do Equador. Aí sím a linha do Equador é valorizada (ou sobrevalorizada...). Centenas de turistas, uma grande infra estrutura, um parque onde se cobra entrada, restaurantes e lojas e muitas coisas mais. Finalmente, a quarta e derradeira vez, aqui na BR-276, pausa para algumas fotos e comemorações para seguirmos em frente.

Atravessando os rios amazônicos no sul de Roraima

Atravessando os rios amazônicos no sul de Roraima


A longa estrada que liga Roraima ao Amazonas

A longa estrada que liga Roraima ao Amazonas


Já mais perto da fronteira com o estado do Amazonas, mais um ponto de referência: a reserva indígena Waimiri-Atroari. É aqui que precisamos chegar antes do fim da tarde, pois a estrada fica fechada depois do pôr-do-sol. Da outra vez, passamos aqui bem na hora limite e assistimos a um maravilhoso entardecer dentro da reserva, o sol vermelho se refletindo nas terras alagadas. Foi fantástico! Dessa vez, não foi tão bonito, mas não dá para reclamar da paisagem. Sempre com cuidado para não fotografar ou filmar muito, já que os índios não gostam muito disso.

Logo no início da Reserva, o pedido para que não se filme ou fotografe (fronteira entre  Roraima e Amazonas)

Logo no início da Reserva, o pedido para que não se filme ou fotografe (fronteira entre Roraima e Amazonas)


Quando saímos da Reserva, já estamos no Amazonas. Menos de uma hora depois e chegamos à Presidente Figueiredo, a terra das cachoeiras aqui no estado. Passamos dois belos dias por aqui, em 2011, e resolvemos pernoitar na cidade dessa vez. No dia seguinte, a uma hora de distância de Manaus, nossa ideia já era seguir até o aeroporto, sem passar pelo centro da cidade. Mais fácil e simpático dormir numa cidade pequena que na capital!

Alagamento da floresta causado pela represa de Balbina, no Amazonas

Alagamento da floresta causado pela represa de Balbina, no Amazonas


E assim foi. Voltamos à simpática Pousada das Pedras, do nosso amigo Fernando, que fez muita festa aos nos rever. Por uma grande coincidência, era seu aniversário e havia festa na pousada. Mais tarde, comemoramos também a vitória do Brasil na Copa das Confederações. Depois, fomos dormir cedo, afinal nossa noite tinha sido bem curta no avião para Boa Vista. No dia seguinte, horário bem calculado, saímos no último minuto para Manaus. Chegamos encima da hora no aeroporto, aonde a Fiona vai nos esperar por uma semana, e embarcamos rumo à Tefé. A volta será de barco, dormindo em redes, tudo para complementar nossa experiência amazônica que começa a partir de agora!

Nossa pousada preferida em Presidente Fiqgueiredo, no Amazonas, onde já havíamos ficado da outra vez

Nossa pousada preferida em Presidente Fiqgueiredo, no Amazonas, onde já havíamos ficado da outra vez

Brasil, Roraima, Boa Vista, Waimiri Atroari, Amazonas, Presidente Figueiredo, Manaus, Parque, Viruá, Amazônia

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Comentários (1)

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  • 30/07/2013 | 11:08 por jose luiz

    também gosto de aventuras, em duas rodas, parabéns pelos registros, passando por Imperatrz-MA, visite-nos, 99 9144-5339 vivo / 8119-2397 tim, forte abraço

    Resposta:
    Olá José Luiz

    Sempre encontramos aventureiros em duas rodas nessas nossas andanças! Adoramos essa tribo!

    Já passamos pela região de Imperatiz nessa nossa jornada pelo continente, mas após essa Aventura, não faltarão motivos para voltar a essa região. Será um prazer encontrá-lo, tanto por aí como em alguma Estrada perdida e esquecida do nosso país!

    Um grande abraço

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