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Da Casa da Chica ao Armazém - Blog do Rodrigo - 1000 dias

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Da Casa da Chica ao Armazém

Brasil, Minas Gerais, Diamantina

Chica da Silva, em Diamantina - MG

Chica da Silva, em Diamantina - MG


Um dos personagens mais interessantes das Minas Gerais do século XVIII, auge do ciclo do ouro e mineração do Brasil colonial, foi a mulata Chica da Silva. Nasceu escrava, filha de um delegado com uma escrava, ganhou sua carta de alforria aos 17 anos de um amante com quem teve dois filhos e depois conquistou o coração do principal representante da corôa na região de Diamantina, tornando-se a mulher mais poderosa da sociedade local.

Fachada da casa de Chica da Silva em Diamantina - MG

Fachada da casa de Chica da Silva em Diamantina - MG


Sua casa é bem maior que a de JK e lendo sobre sua história descobrimos que ela não era flôr que se cheirasse. Não sei o quanto há de exagero no que se fala sobre ela, imagino que há muito, mas ela judiava bastante de seus próprios escravos, mandando arrancar todos os dentes de uma escrava de quem tinha ciúmes e castrar outro escravo que a olhou desrespeitosamente. Bom, histórias à parte, ela parecia ser linda, assim como ainda é o casarão onde ela morava. Visita obrigatória para quem visita Diamantina!

Placa indicativa em Diamantina - MG

Placa indicativa em Diamantina - MG


A estrada para Milho Verde não está em boas condições. Mas não por muito tempo. O governo mineiro está asfaltando a estrada desde Serro até Diamantina, tornando os pequenos arraiais desta região muito mais acessíveis. Para felicidade de muitos e tristeza de outros tantos. Certamente, boa parte do romantismo e senso de aventura será perdido. Mas, para os moradores, o acesso à saúde e a um turismo maior trará suas benesses. Aos poucos, o Brasil dos nossos pais está morrendo e sendo substituído pelos Brasil dos nossos filhos. É a marcha inexorável do tempo, para tristeza dos nostálgicos...

Aqui em Milho Verde o frio chegou e o sol partiu. Já fazia muito tempo que não víamos nuvens. Nem nós nem a região, que não vê chuva desde março. Almoçamos no meio da tarde uma comida bem caseira, esquentada no fogão à lenha e de noite fomos ao Armazém, o mais conhecido bar da região. Mais do que bar, é um espaço cultural. Da outra vez que estive aqui, há dez anos, já era lá que as pessoas se encontravam. A dona é a simpática Rita e ela vende dezenas e dezenas de tipos de pinga. Tem até uma com uma cobra dentro! Ficamos nas mais normais, como a de jaboticaba e a de laranja. Uma delícia!

Lá, conhecemos o Paulinho, amigo da Rita. Uma verdadeira figura que nos rendeu uma boa hora de papo, até descobrirmos que ele tinha sido escoteiro. Aí, outra hora de papo com a Ana, outra ex-escoteira convicta. De tanta conversa, nasceu a idéia para o dia de amanhã: vamos subir o maior pico da região e de toda a Serra do Espinhaço, o Pico do Itambé, com mais de dois mil metros de altura. Vamos aproveitar o friozinho e dar um tempo nas cachoeiras e revisitar as montanhas. Para o alto e avante!

Brasil, Minas Gerais, Diamantina,

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Blog da Ana Fachada da casa de Chica da Silva em Diamantina - MG

Chica da Silva e Milho Verde

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