0 A Pedra da Gávea - Blog do Rodrigo - 1000 dias

A Pedra da Gávea - Blog do Rodrigo - 1000 dias

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A Pedra da Gávea

Brasil, Rio De Janeiro, Rio de Janeiro

1000dias no alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro

1000dias no alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro


O Rio de Janeiro é uma cidade com muitos superlativos. Um deles é o fato de estar no município o maior parque urbano do planeta! Estou falando do Parque Nacional da Tijuca, que se espalha pela cidade e foi criado em 1961, mas cujas origens estão no reinado do imperador Dom Pedro II, um século antes.

Parque Nacional da Tijuca, o maior parque dentro de uma cidade do mundo, no Rio de Janeiro

Parque Nacional da Tijuca, o maior parque dentro de uma cidade do mundo, no Rio de Janeiro


Mapa do Parque Nacional da Tijuca, maior parque urbano do mundo, no Rio de Janeiro. Ele é dividido em 4 setores e hoje nós fomos ao Setor Pedra da Gavea

Mapa do Parque Nacional da Tijuca, maior parque urbano do mundo, no Rio de Janeiro. Ele é dividido em 4 setores e hoje nós fomos ao Setor Pedra da Gavea


Naquele tempo, boa parte da vegetação nativa que cobria as montanhas do rio de Janeiro já havia sido devastada. Primeiro, para se aproveitar a madeira nas carvoarias e residências da cidade. E depois, para abrir espaço para plantações de cana-de-açúcar e, principalmente, café. O resultado foi que as fontes de água que vinham dessas montanhas e abasteciam a então capital federal começaram a secar. Felizmente, estudiosos da época conseguiram compreender a origem do problema. Mais felizmente ainda, nosso simpático imperador, antecipando a consciência ecológica que só apareceria muitas décadas mais tarde, resolveu fazer o replantio das florestas destruídas, quase que inteiramente com vegetação nativa. O resultado é essa maravilha que vemos ainda hoje, a maior área verde dentro de uma cidade no mundo. Já com 150 anos de idade, a mata cresceu e, para olhos leigos e desinformados, até parece uma floresta primária. Mas é secundária sim, plantada por Dom Pedro II e protegida desde então.

Nosso longo caminho pela orla carioca, do Leme até a Barra, na entrada do Parque Nacional da Tijuca, setor Pedra da Gavea

Nosso longo caminho pela orla carioca, do Leme até a Barra, na entrada do Parque Nacional da Tijuca, setor Pedra da Gavea


Com a Álvaro e o Valentín, no início da trilha para subir a Pedra da Gavea, no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro

Com a Álvaro e o Valentín, no início da trilha para subir a Pedra da Gavea, no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro


A criação do parque no inicio da década de 60 apenas federalizou e oficializou de vez essa proteção. Com quase 4 mil hectares de área, é o menor parque nacional do país, mas ao mesmo tempo, estando dentro da 2a grande metrópole brasileira, é o mais visitado do Brasil, com cerca de 2 milhões de turistas anuais.

Mapa da trilha para subir a Pedra da Gavea, no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro

Mapa da trilha para subir a Pedra da Gavea, no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro


Com o Álvaro e o Valentín no trecho de mata da trilha da Pedra da Gavea, no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro

Com o Álvaro e o Valentín no trecho de mata da trilha da Pedra da Gavea, no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro


O Parque Nacional da Tijuca não é uma área contínua, mas formado por quatro setores distintos. Serra dos Pretos Forros, ao norte, Floresta da Tijuca, onde estão as montanhas mais altas do município, Serra da Carioca, onde está o Corcovado, e o Setor da Pedra da Gávea e Pedra Bonita, essa última famosa por ser o ponto de onde se salta de asa delta no Rio de Janeiro.

Trilha da Pedra da Gavea, no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro

Trilha da Pedra da Gavea, no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro


Na trilha da Pedra da Gávea, no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro

Na trilha da Pedra da Gávea, no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro


Pois bem, na nossa outra passagem pela cidade, ainda no início dos 1000dias, nós demos um bom passeio na Serra da Carioca, quando fomos ao Corcovado e à Estrada das Paineiras (post aqui) e também à Pedra Bonita, para voar pelos ares do Rio (post aqui). Mas ficou faltando subir na Pedra da Gávea de onde, muitos nos disseram, se tem a melhor vista da Cidade Maravilhosa. Essa trilha já estava entalada na nossa garganta faz tempo, mas hoje, dia de muito sol e céu azul, condições ideais para se admirar a paisagem carioca, tivemos a nossa chance. Para melhorar, estamos numa segunda-feira! Ou seja, nada de concorrer com multidões! Então, acompanhados de nossos amigos espanhóis que estão visitando a cidade, o Álvaro e o Valentín, para lá seguimos, quase 20 kms pela orla carioca, do Leme até o início da Barra da Tijuca.

Saindo da mata, a vista começa a aparecer, na Trilha da Pedra da Gavea, no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro

Saindo da mata, a vista começa a aparecer, na Trilha da Pedra da Gavea, no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro


Com o Álvaro e o Valentín na Trilha da Pedra da Gavea, no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro

Com o Álvaro e o Valentín na Trilha da Pedra da Gavea, no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro


A paisagem montanhosa carioca vista na Trilha da Pedra da Gavea, no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro

A paisagem montanhosa carioca vista na Trilha da Pedra da Gavea, no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro


A Pedra da Gávea é o maior monolito rochoso ao lado do mar do mundo. Com a base formada de gnaisse e o topo de granito, o enorme bloco de pedra se ergue a 842 metros de altitude, ou seja, mais de 100 metros mais alta que o famoso Corcovado, já incluído aí também a altura do Cristo Redentor. Tão grande assim, não é de se estranhar que ela possa ser vista de quase toda a cidade. Tanto que sua forma característica já apareceu como pano de fundo em várias de nossas fotos, não importa o bairro onde estivéssemos. Ela só não é mais alta que as maiores montanhas na Floresta da Tijuca, como o Pico do Papagaio (quase mil metros de altura) e o campeão, o Pico da Tijuca, com 1.022 metros de altitude. Mas essas montanhas estão mais distantes do mar e formam um grande maciço ou aglomerado, ao contrário da Pedra da Gávea, que se posiciona sem concorrentes próximos, o que lhe aumenta muito a imponência.

A longa praia da Barra vista da Trilha da Pedra da Gavea, no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro

A longa praia da Barra vista da Trilha da Pedra da Gavea, no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro


Trilha da Pedra da Gavea, no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro

Trilha da Pedra da Gavea, no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro


Alpinistas escalam parede na Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro

Alpinistas escalam parede na Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro


Do mar, é o primeiro ponto que se vê para quem chega ao Rio de Janeiro. Tanto que teria sido aí que os fenícios teriam deixado inscrições comemorativas de sua passagem pela região, 3 mil anos atrás. Essas inscrições tornaram-se famosas já no início do séc. XIX, uma prova de que aquele intrépido povo comerciante da antiguidade teria chegado até aqui, do outro lado do Atlântico. Os escritos foram até traduzidos e ainda hoje alimentam essa improvável lenda urbana. Mas estudiosos mais sérios afirmam que se trata apenas de uma falsificação grosseira criada naqueles tempos para inflar o orgulho da nação que acabava de nascer com a independência de Portugal. Tanto que não há registros anteriores dessas inscrições. Outra questão é que a própria inscrição faz referência ao povo “fenício”. O problema é que os fenícios não se chamavam de fenícios. Esse termo só foi criado pelos gregos tempos depois. É como encontrar alguma moeda romana dos tempos de Julio Cesar com a inscrição “45 a.C.”, sendo que Jesus não havia nem nascido ainda…

Subindo o trecho conhecido como 'Carrasqueira', na Trilha da Pedra da Gavea, no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro

Subindo o trecho conhecido como "Carrasqueira", na Trilha da Pedra da Gavea, no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro

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Cada vez mais altos na Trilha da Pedra da Gavea, no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro. Lá embaixo, a praia da Barra da Tijuca

Cada vez mais altos na Trilha da Pedra da Gavea, no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro. Lá embaixo, a praia da Barra da Tijuca

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Bom, alheios a essas histórias milenares, o que nos interessava mesmo era fazer a trilha e chegar até lá em cima. O carro fica estacionado já na entrada do parque onde termina a estrada e começa a trilha. Não é um caminho longo, cerca de 1.670 metros de comprimento. Mas não se engane pela curta distância, o problema maior está na altitude que se ganha. O início da trilha se encontra abaixo dos 200 metros de altura, ou seja, são quase 700 metros para cima! Para subir o Pico da Tijuca, por exemplo, é possível chegar de carro até os 650 metros de altitude! Com todo essa ganho de altitude, o tempo estimado para a subida fica entre 2 e 4 horas, dependendo da saúde e disposição que quem está subindo.

São Conrado visto do alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro

São Conrado visto do alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro

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No alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro

No alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro

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Admirando a vista do alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro

Admirando a vista do alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro

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Logo no início, uma placa nos mostra o mapa da trilha e os principais pontos de referência. Um deles, logo no início, é uma pequena cachoeira. Deixamos para passar por lá na volta, o lugar ideal para tomar um banho depois de todo o esforço da subida. Preferimos seguir em frente e encarar logo o longo e íngrime trecho de subida na mata. Como já disse, era uma segunda-feira e a trilha estava totalmente vazia. Mas subindo pela mata não é difícil perceber o efeito da passagem das multidões durante os finais de semana. A trilha está se erodindo e a manutenção não tem sido eficiente. Com certeza, deveria ser determinado um número máximo de visitantes diários que a trilha possa comportar. Enquanto a medida não é implementada, o negócio é vir para cá em dias de semana e que não estejam chovendo!

A magnífica vista do Rio de Janeiro que se tem  na parte alta da Trilha da Pedra da Gavea, no Parque Nacional da Tijuca

A magnífica vista do Rio de Janeiro que se tem na parte alta da Trilha da Pedra da Gavea, no Parque Nacional da Tijuca


A magnífica vista do Rio de Janeiro que se tem  na parte alta da Trilha da Pedra da Gavea, no Parque Nacional da Tijuca

A magnífica vista do Rio de Janeiro que se tem na parte alta da Trilha da Pedra da Gavea, no Parque Nacional da Tijuca


Embora esteja erodida, o caminho não é difícil de seguir. Digo, não há bifurcações. Subimos, subimos e subimos, sempre na sombra da mata. Por fim, por volta dos 500 metros de altitude, chegamos a uma grande rocha chamada Pedra do Navio e, um pouco mais adiante, à Praça da Bandeira. Aí a subida amaina um pouco e chegamos à única bifurcação do caminho. Placas sinalizam a direção correta. Os outros caminhos são trilhas menos conhecidas que se juntam aqui para subir até o cume.

Morro dos Dois Irmãos e Arpoador vistos do alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro

Morro dos Dois Irmãos e Arpoador vistos do alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro


A Lagoa Rodrigo de Freitas, Leblon, Ipanema e Copacabana vistos do alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro

A Lagoa Rodrigo de Freitas, Leblon, Ipanema e Copacabana vistos do alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro


A mata finalmente se abre, as árvores começam a escassear e temos nossas primeiras vistas mais amplas. É a Barra da Tijuca que aparece atrás da folhagem, lé embaixo. Quando vemos o mar é que temos a noção da altitude que ganhamos, ou do quanto já subimos trilha acima!. A partir daí a trilha contorna a montanha no sentido anti-horário e passamos a ver também as ilhas oceânicas e o bairro de São Conrado. O que vemos tamém, agora com a visão bem limpa, é o trecho final da montanha, um bloco de rocha maciço, quase sem vegetação. Uma enorme parede que atrai alpinistas mais experimentados. Ainda bem que a trilha não segue por ali, mas passamos um bom tempo admirando dois escaladores ganhando altitude na rocha bem lentamente.

No alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro

No alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro


No alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro. O Corcovado, mais baixo do que nós, aparece ao fundo

No alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro. O Corcovado, mais baixo do que nós, aparece ao fundo


Esbanjando vitalidade no alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro

Esbanjando vitalidade no alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro


Por fim, seguimos adiante e chegamos ao trecho mais temido dessa trilha: a Carrasqueira. É um trecho onde a trilha acaba e devemos subir um barranco de pedra e terra com uns 20 metros de altitude e inclinação próxima dos 70 graus. É aqui que muita gente desiste e resolve voltar. Pior é quando decidem tentar, mas travam no meio do caminho. Depois, para descer ou subir, é um parto, só com muita ajuda e estímulo. Há boas agarras nas rochas para os pés e mãos e o segredo está em não pensar e nem olhar para baixo. Para quem faz isso, não vai ver apenas os 20 metros até a base da Carrasqueira, mas também os outros 600 metros até o mar, lá embaixo. Fascinante para alguns, amedrontador para outros. Se houver uma queda, dificilmente passaremos do nível da Carrasqueira, mas não é isso que os olhos e as penas trêmulas parecem pensar quando veem São Conrado lá embaixo.

Caminhando em trilha no topo da Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro

Caminhando em trilha no topo da Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro


1000dias no topo da Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro

1000dias no topo da Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro


Enfim, com todo o cuidado, vencemos esse obstáculo. Depois da Carrasqueira, tudo parece fácil e não demora muito para chegarmos ao cume e às vistas mais incríveis que eu já tive do Rio de Janeiro. A área no topo da montanha é bem grande e nós ficamos andando de um lado para o outro, vendo a Barra para o oeste, o Corcovado, o Pão de Açúcar, Niteroi, a Baía da Guanabara e as praias de Copacabana e Ipanema para o leste e as ilhas de Cagarras para o sul. Simplesmente, deslumbrante!

No ponto mais alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro, admirando a vista para o lado da Barra da Tijuca

No ponto mais alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro, admirando a vista para o lado da Barra da Tijuca


No alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro, admirando a vista da Barra da Tijuca

No alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro, admirando a vista da Barra da Tijuca


Tínhamos levado lanche lá para cima e comemos como reis. Foi engraçado ver o Corcovado abaixo de nós, como se estivéssemos voando. Para o norte, o Pico da Tijuca era nitidamente mais alto. Lá no fundo, as montanhas da Serra dos Órgãos, nosso próximo destino, elas sim muito mais altas do que nós. Oa s nossos pés, a Barra da Tijuca, praia enorme com o Recreio lá no fundo. A urbanização relativamente recente e bem organizada no início do bairro e as muitas lagoas ao longo de toda a sua extensão nos saltavam aos olhos.

Barra da Tijuca vista do alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro

Barra da Tijuca vista do alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro


As lagoas da Barra da Tijuca vistas do alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro

As lagoas da Barra da Tijuca vistas do alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro


Conosco, lá no alto, uns 10 outros felizardos. Será que esse povo não trabalha? Hehehe, olha só quem fala! Conversamos com alguns. Um deles me disse que passar a noite ali é a coisa mais linda do mundo, céu estrelado ou lua cheia, Ver os fogos de reveillon, então, nem se fala. Ficamos com vontade. Mais um programa para futuro. Só não podemo esquecer de trazer um bom saco de dormir, pois de noite fica bem frio.

No alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro, admirando o Maciço da Tijuca, ponto mais alto da cidade

No alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro, admirando o Maciço da Tijuca, ponto mais alto da cidade


Com o Álvaro e o Valentín no alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro. Ao fundo, o Maciço da Tijuca

Com o Álvaro e o Valentín no alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro. Ao fundo, o Maciço da Tijuca


Mais de hora lá no alto, chegou a triste hora de descermos. Uma última volta para ter uma visão de 360 graus da cidade. Realmente, é uma questão difícil determinar de onde se tem a vista mais bela do Rio. Mas não tenho dúvidas que o alto da Pedra da Gávea é um dos mais sérios concorrentes a este título. É claro que tudo depende da clareza do dia e hoje tivemos um dia espetacular. Então, pleo menos para os 1000dias, o título fica mesmo por aqui, com a Pedra da Gávea, a mais bela vista da mais bela cidade do mundo. Não é pouco…

O Valentín no alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro

O Valentín no alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro


ilhas Cagarras vistas do alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro

ilhas Cagarras vistas do alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro


Bom, chega de babação de ovo, vamos descendo. Só relaxamos quando passamos novamente pela Carrasqueira. Apesar do nosso temor, descer o barranco de pedras se mostrou mais fácil do que subi-lo. Talvez porque já conhecíamos o caminho e sabíamos exatamente o que nos esperava. O fato é que descemos e, depois disso, logo estávamos na mata novamente, na Praça da Bandeira e na Pedra do Navio. Depois, já quase lá embaixo, o barulho gostoso de água corrente e a pequena cachoeira para um banho rápido e restaurador. Pleo menos hoje, não havia muita água. Mas já estava bom demais para nos refrescar. Ainda mais quando imaginamos que estamos tomando um banho de cachoeira praticamente no coração da cidade. Incrível!

Trecho da trilha no alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro

Trecho da trilha no alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro


A comunidade da Rocinha vista do alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro

A comunidade da Rocinha vista do alto da Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro


De volta para o carro, já era quase fim de tarde. Aproveitamos os últimos momentos do dia para irmos à praia ali do lado, conhecer a famosa Barraca do Pepê. Esse era o apelido de uma figura conhecidíssima no Rio de Janeiro, o esportista Pedro paulo Lopes. O Pepê foi um dos pioneiros do surfe na cidade, ainda no início da década de 70, quando era adolescente (ele nasceu em 1957) e acabou por se tornar um dos 20 melhores surfistas do mundo no final daquela década.

Reabastecendo a água na Trilha da Pedra da Gavea, no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro

Reabastecendo a água na Trilha da Pedra da Gavea, no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro


Banho merecido numa pequena cachoeira na Trilha da Pedra da Gavea, no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro

Banho merecido numa pequena cachoeira na Trilha da Pedra da Gavea, no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro


Banho merecido numa pequena cachoeira na Trilha da Pedra da Gavea, no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro

Banho merecido numa pequena cachoeira na Trilha da Pedra da Gavea, no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro


Foi ele também um dos primeiros praticantes de voo livre na cidade. Também nesse esporte ele se destacou, sagrando-se campeão mundial da modalidade no Japão, em 1981. Mesmo com toda a fama, os esportes não davam muito dinheiro naquela época e ele esteve que se virar por aqui para poder sobreviver. Acabou abrindo a barraca de lanches na praia que começava a se urbanizar de verdade na quela época, a Barra da Tijuca. Notabilizou-se por popularizar na cidade o estilo de vida de comida natural, muitas frutas e alimentos integrais. Sua barraca logo se tornou um point de surfistas, atletas e praticantes de voo livre.

O ex-jogador e futuro senador romário dá uma entrevista na Barraca do Pepê, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro

O ex-jogador e futuro senador romário dá uma entrevista na Barraca do Pepê, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro


O ex-jogador e agora senador Romário dá uma entrevista na Barraca do Pepê, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro

O ex-jogador e agora senador Romário dá uma entrevista na Barraca do Pepê, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro


Infelizmente, chama que arde mais forte se apaga mais rápido, diz o o ditado. Pepê voltou ao Japão dez anos mais tarde para tentar o bicampeonato mundial e faleceu em um acidente no esporte que tanto amava. Acabou por virar uma lenda carioca. Até o pedaço da praia onde está a sua barraca ganhou o seu nome (ou apelido) e ainda hoje reúne a mais bela e sarada juventude do Rio, além de artistas globais que batem ponto por aí.

Depois da Pedra da Gavea, um delicioso coco gelado na Barraca do Pepê, na barra da tijuca, no Rio de Janeiro

Depois da Pedra da Gavea, um delicioso coco gelado na Barraca do Pepê, na barra da tijuca, no Rio de Janeiro


Depois da subida da Pedra da Gavea, descanso merecido na praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro

Depois da subida da Pedra da Gavea, descanso merecido na praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro


Hoje, quem lá estava era mais uma das lendas cariocas, o baixinho Romário, em plena campanha para se tornar senador pelo estado. Se tiver o voto das torcidas que já representou (Flamengo, Vasco e Fluminense), se elege até Papa por aqui. Senador, vai ser fichinha para ele.

Um lindo fim de tarde na praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro

Um lindo fim de tarde na praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro


Um lindo fim de tarde na praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro

Um lindo fim de tarde na praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro


Tomamos nosso coco gelado e admiramos um fantástico pôr-do-sol que coloriu de vermelho e laranja os céus desse bairro que há tempos se tornou a meca da nova burguesia da cidade. Para nós, foi o final de dia perfeito para um dia perfeito. Mais um dia carioca para não esquecermos nesse P.S. dos 1000dias!

Uma das mais famosas barracas de praia no Rio de Janeiro, o Pepê, na Barra da Tijuca

Uma das mais famosas barracas de praia no Rio de Janeiro, o Pepê, na Barra da Tijuca

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Comentários (1)

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  • 28/08/2015 | 22:54 por Isabel

    Muito bacana a escalaminhada para a Pedra da Gávea! E sensacionais as fotos! Fiz isso há anos!!! Não tenho mais coragem de fazer e infelizmente não tenho fotos para documentar. Me lembro da vista inesquecível, dos aviões que passavam lá embaixo e, obviamente, da Carrasqueira.....
    Da próxima vez, convido-os para conhecer pico culminante do RJ, que todos pensam ser o Pico da Tijuca, mas, na verdade, por pífios 3 metros, é o Pico da Pedra Branca, localizado no Parque Estadual da Pedra Branca.
    Localizado na Zona Oeste do Rio, o PEPB possui área quase 3 vezes maior que o PNTijuca, circundado pelos bairros de Jacarepaguá, Campo Grande, Bangú, Guaratiba, Vargem Grande, Recreio dos bandeirantes, Barra da Tijuca, Realengo e Grumari.
    Reduto importante de espécimes da mata atlântica, bem como manancial de nascentes, o Parque possui duas bonitas represas - Camorim e Pau-da-Fome, além de capelas históricas e resquícios de antigas fazendas.
    Esses dados foram retirados do site do Clube dos Aventureiros "www.clubedosaventureiros.com" .
    O carioca mal conhece esse Parque, sendo programa predileto o mote "praia, sol, samba, futebol". Digo isso sendo eu carioca também, mas com um pouco mais de curiosidade na cabeça e "formiga" nos pés, hehehehehe!!!!
    Estou doida para acompanhar as novas aventuras de vcs!!!
    Grande beijo
    Isabel

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