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A Outra Argentina

Argentina, San Marcos Sierra

Chá no final da tarde em San Marcos Sierra, na Argentina

Chá no final da tarde em San Marcos Sierra, na Argentina


Nós, que já viajamos tanto pelo Brasil, sabemos muito bem a quantidade de lugares maravilhosos e dignos de visita que existem em nosso país. Ao mesmo tempo, tendo viajado por tantos países e conhecido tanta gente interessada em visitar o Brasil, sabemos que o nosso país é muito “menor” na cabeça de quase todos eles. Não estou falando de área, mas de atrações turísticas. Para eles, ou quase todos eles, o Brasil é o Rio, Salvador, Foz do Iguaçu, Pantanal e Amazônia. Quem sabe, até dá para ver em uma semana. Nós estivemos em todos esses lugares e adoramos! Mas há dezenas de outros lugares tão interessantes como esses mais famosos, e os estrangeiros não fazem a menor ideia disso.



O mesmo raciocínio vale para os outros países, principalmente os maiores, como México, Canadá, Estados Unidos e a Argentina que estamos visitando agora. Por isso, uma das nossas prioridades quando vamos a um país desses é nos informar e tratar de sair do lugar comum. Sim, vamos aos lugares famosos também, mas temos e queremos conhecer o “resto” do país. Afinal, se sabemos o que os gringos estão perdendo quando não vão à Chapada Diamantina, Jericoacoara ou Ilha do Mel, não queremos passar pelo mesmo aqui na Argentina! Buenos Aires, Bariloche, Mendoza, Patagônia e Salta são os preferidos de brasileiros na terra dos hemanos, mas bastou um mês por aqui que já tivemos gostinho da outra Argentina. E ainda vamos ver muito mais!

Caminhando na bucólica San Marcos Sierra, na Argentina

Caminhando na bucólica San Marcos Sierra, na Argentina


Por exemplo, a região das Missiones foi uma surpresa incrível, um dos pontos altos neste país. E nos últimos dois dias, a gente se maravilhou com os parques de Ischigualasto e Talampaya. Hoje seria o dia de conhecer mais uma dessas joias escondidas nas terras hermanas, a pequena cidade de San Marcos Sierras, encravada no meio das serras cordobenses. Chegamos aqui ainda ontem de noite, depois de viajar muitas horas diretamente de Talampaya. Bastou acordar cedo e caminharmos um pouco pelas pacatas ruas de terra do local para termos certeza que o esforço tinha valido a pena.

Igreja na praça de San Marcos Sierra, na Argentina

Igreja na praça de San Marcos Sierra, na Argentina


A pequena San Marcos ganhou fama nacional no final da década de 60 e início de 70 quando se tornou uma das mecas hippies do país. Como todos sabemos, esse era o movimento do “faça amor, não faça guerra” e tudo o que eles queriam era fugir do stress da cidade grande e encontrar um lugar bonito e perto da natureza que pudessem dividir com seus companheiros. Costumavam ter muito bom gosto, como atestam os nossos próprios hippies brasileiros, que naquela época chegaram à lugares como Arembepe ou São Thomé das Letras. Pois bem, os daqui chegaram a San Marcos, no alto da serra, cercado por vales férteis, rios encachoeirados e muita vegetação.

Árvores e casas coloridas em San Marco Sierra, na Argentina

Árvores e casas coloridas em San Marco Sierra, na Argentina


O movimento hoje já não é tão forte, mas a filosofia e aspectos saudáveis ficaram. A região é conhecida pela produção de comida orgânica e mel; a cidade continua pacata, casas coloridas e ruas de terra; nas esquinas, encontram-se muitas lojas de artesanato e restaurantes de comida natural; o ar é puro, o barulho que se ouve é o dos pássaros e o programa predileto é ir tomar banho de rio ou assistir o pôr-do-sol.

Arquitetura de San Marcos Sierra, na Argentina

Arquitetura de San Marcos Sierra, na Argentina


Fiona na pacata praça central de San Marcos Sierra, na Argentina

Fiona na pacata praça central de San Marcos Sierra, na Argentina


Enfim, tudo o que queríamos para passar um dia bem tranquilos e relaxados. A sensação é a de estarmos em alguma cidade do interior de Minas, talvez lá perto de Diamantina. Aliás, como nas cidades mineiras, aqui se come muito bem e a gente já percebeu isso logo no jantar de ontem quando encontramos uma pizzaria com massa caseira frequentada por vários dos bacanas da cidade.

Uma das muitas piscinas naturais na região de San Marcos Sierra, na Argentina

Uma das muitas piscinas naturais na região de San Marcos Sierra, na Argentina


Hoje, começamos com um café da manhã bem natureba que logo emendamos com uma caminhada pelas ruas pacatas e a bucólica praça central. Aí, descolamos um mapa das atrações nas redondezas e, já a bordo da Fiona, tratamos de ir buscá-las. A minha saudade de Minas só seria satisfeita depois de um bom banho de rio! Ainda mais depois da aridez dos parques onde estivemos nos dois dias anteriores.

Um delicioso mergulho em um dos rios da região de San Marcos Sierra, na Argentina

Um delicioso mergulho em um dos rios da região de San Marcos Sierra, na Argentina


No caminho para o rio, demos carona para três hippies da atualidade. Eles (no caso, elas!) continuam vindo para cá para frequentar alguma das muitas comunidades alternativas que se espalham por aqui. Algo no estilo Alto Paraíso, lá de Goiás. Dizem que a região é muito “energética” e, como não poderia deixar de ser, as visões de duendes e discos voadores não são incomuns. Também tem muito bom gosto esses simpáticos seres de outros planetas ou dimensões!

Uma das muitas piscinas naturais na região de San Marcos Sierra, na Argentina

Uma das muitas piscinas naturais na região de San Marcos Sierra, na Argentina


Nós nos divertimos uma boa hora numa piscina natural formada por um dos rios da região. Na alta temporada, certamente teríamos concorrência por lá, tendo até de pagar entrada. Mas hoje, estávamos sós e a sensação de estar em Minas ficou ainda mais forte, sol brilhando, céu azul, águas limpas e com temperatura agradável.

Um delicioso mergulho em um dos rios da região de San Marcos Sierra, na Argentina

Um delicioso mergulho em um dos rios da região de San Marcos Sierra, na Argentina


Essa sensação ficou ainda mais forte quando voltamos para a cidade e nos instalamos em um dos restaurantes em frente à praça. Passamos mais de hora por ali, começando com um chá e pulando para cerveja, tudo acompanhado de saudáveis sanduíches, só vendo a vida passar bem devagar à nossa frente.

Chá no final da tarde em San Marcos Sierra, na Argentina

Chá no final da tarde em San Marcos Sierra, na Argentina


O cruzeiro de San Marcos Sierra, na Argentina

O cruzeiro de San Marcos Sierra, na Argentina


Por fim, eu me animei e fui fazer uma das caminhadas mais populares da cidade, que é subir o Morro do Cruzeiro. A Ana ficou lá embaixo enquanto eu acelerei morro acima até a pequena cruz de madeira que há no topo, razão do nome do tal morro. Cheguei bem a tempo de ver a beleza do fim de tarde, as últimas luzes iluminando a pequena cidade totalmente arborizada ali embaixo.

Do alto do cruzeiro, o final de tarde na arborizada San Marcos Sierra, na Argentina

Do alto do cruzeiro, o final de tarde na arborizada San Marcos Sierra, na Argentina


Do alto do cruzeiro, o final de tarde na arborizada San Marcos Sierra, na Argentina

Do alto do cruzeiro, o final de tarde na arborizada San Marcos Sierra, na Argentina


No dia seguinte, já de saída para Córdoba, ainda passamos em outra atração famosa da cidade, o único Museu Hippie do mundo. Aí se pode ver roupas da época, as capas dos discos mais famosos e painéis explicativos sobre o modo de vida desses amantes da paz. Infelizmente para nós, hoje era o dia de descanso deles e ficamos só na vontade. Como também ficamos na vontade de passar mais uns dias tranquilos por ali, mas o nosso compromisso em Buenos Aires não pode esperar. De qualquer forma, saímos felizes por ter conhecido mais esse pedacinho tão bonito dessa outra Argentina, justamente a que mais queremos conhecer!

O famoso Museu Hippie de San Marcos Sierra, na Argentina

O famoso Museu Hippie de San Marcos Sierra, na Argentina

Argentina, San Marcos Sierra, trilha, Rio

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