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Dois Dias de Árdua Batalha

Saba, Windwardside, The Bottom, San Eustatius, Oranjestad_SE

Abatido, depois de uma noite com febre de mais de 40 graus (esperando o avião de Saba para St. Maarten)

Abatido, depois de uma noite com febre de mais de 40 graus (esperando o avião de Saba para St. Maarten)


Pois é, foi como o dito popular:"De onde menos se espera, é que não sai nada mesmo!". Nada de milagre para que eu pudesse mergulhar. Ao contrário, minha temperatura de manhã era de 39,3. A única vantagem é que acabaram-se todas as dúvidas: nada de mergulho para mim.

A Ana seguiu para o mergulho enquanto eu segui na cama. Mais um paracetamol para ver se a febre baixava. Ao menos, além da alta temperatura e consequente sensação de cansaço, não sentia mais nada. A temperatura baixou um pouco e eu pude ir tomar um café gostoso e desfrutar da vista maravilhosa. Engraçado que, mesmo esta vista, quando estamos tão debilitados, deixa de ser inspiradora. Pelo menos, não é tanto quanto a nossa cama, onde podemos nos deitar.

Quando a Ana voltou, já era duas da tarde. Fora a hora e pouco que tinha passado na varanda do El Momo, todo o resto tinha estado deitado. A Ana conseguiu negociar e fazer um terceiro mergulho, já que eu não tinha ido e tínhamos pago o pacote. Pelo menos isso. Ela também disse que os mergulhos não tinham sido tão bons como os anteriores. Será que foi para me animar?

Nova medição de temperatura e novo recorde. Agora, 40,4. Pois é, não me lembro de ter passado dos quarenta anteriormente. Tomei mais um anti-térmico, agora fornecido pelo motorista de táxi amigo nosso que nos leva para o porto todos os dias, compadecido pela minha ausência, e resolvemos que era hora de procurar um médico. Domingão, tudo fechado. A Ana até tinha ficado de comprar frutas e remédios na volta, mas não viu nada aberto. Ela foi falar com o Andres, dono do El Momo, que já acompanhava nossa história. Juntos, localizaram uma enfermeira de plantão no hospital que ficou de chamar o médico. O Andres emprestou o carro e seu assistente foi nos levar até The Bottom, capital da ilha, onde está o hospital.

Despedida do Andres e do El Momo, em Windwardside - Saba

Despedida do Andres e do El Momo, em Windwardside - Saba


Lá chegando, o médico rapidamente nos atendeu. Nova medida de temperatura, dessa vez no ouvido, após o anti-térmico, e deu 39,5. Rapidamente, ele descobriu a causa: inflamação nos dois ouvidos e na garganta. Pela cor das mucosas, "red as red can be!", ele ficou impressionado de eu não estar sentindo nada. Antibiótico imediatamente, três vezes ao dia.

No caminho de volta, ainda conseguimos achar um lugar para comer um pouco, apesar de eu já não sentir fome, só vontade de deitar. Chegar no hotel e na cama foi um grande alívio. Psicologicamente, estava melhor, pois agora parecia que tomava a medicação correta. Mas o fato é que eu me sentia completamente esgotado. Já tinha perdido o mergulho e agora, a bola da vez era a caminhada até o topo do Mt. Scenery, programada para o dia seguinte, pela manhã, já que de tarde voaríamos para St. Maarten e de lá para Sint Eustatius.

Pois bem, nova medição às sete da noite e estava novamente acima dos 40. Quanto tempo demora para antibiótico fazer efeito? Dormi e, perto das dez, acordei com muito frio, tremendo descontroladamente. A Ana me vestiu um casaco e, mesmo com dois edredons, continuava tremendo. Era a temperatura que aumentava... Sempre ouço dizer que, acima dos 40, tudo fica perigoso. A única coisa que me acalmava é que, aparentemente, continuava plenamente consciente. Tinha até um lado meu, afeito a recordes, que pensava: "Vamos lá! É só uma vez! Vamos bater o recorde de temperatura!". Dito e feito. Vinte minutos de tremação e tudo se acalmou novamente. Nova medida de temperatura: 41,6. E olha que eu desconfio que este nosso termômetro diminui a temperatura, pois quando estamos "normais", ele marca de 35,8 até 36,2. Enfim, muito preocupante mesmo! Ali, naquela hora, só pude tomar mais um paracetamol e um banho de chuveiro. Aliás, que esforço para chegar lá. O banheiro era fora do quarto. Ahhnn... tomei também a segunda dose do antibiótico.

A noite foi dormida em pedaços. Uns cento e cinquenta pedaços. Mas foi. E, aparentemente, o pico de febre de ontem foi o canto do cisne. Hoje, acordei com 37 e meio. E assim ficou o dia inteiro, um pouco para cima, um pouco para baixo. O que não melhorou foi a sensação de cansaço. A subida do Mt. Sceney, obviamente, foi para o espaço. A minha caminha era infinitamente mais atrativa. De qualquer maneira, ele esteve encoberto o dia inteiro, como que para diminuir nosso remorso.

Sala de espera para embarque no aeroporto de Saba - Caribe

Sala de espera para embarque no aeroporto de Saba - Caribe


Agora, o que estava em jogo era nosso vôo. Com a febre já bem baixa, achamos que dava. A Ana, junto com o Andres, já fechou uma reserva num hotel em Oranjestad, capital de Sint Eustatius. Arrumou nossas várias mochilas enquanto eu, da cama, dava apoio moral. Voltou ao hospital de carona para pagar a consulta e comprar a medicação, já que ontem estava tudo fechado mesmo. Providenciou o táxi para nos levar ao aeroporto. Aí, ela já não podia mais fazer as coisas por mim. Fiz o esforço para descer até o táxi, enfrentar o caminho para o aeroporto, aguardar na deliciosa sala de espera (ao ar livre, muito legal mesmo!), voar para St. Maarten, aguardar uma hora e meia no aeroporto de lá, e voar para Sint Eustatius.

Nesse meio tempo, sem esquecer dos antibióticos, a febre sumiu e o cansaço melhorou um pouco. Tanto que, do aeroporto, fui corajoso o suficiente para, com os protestos da Ana, dispensar o táxi e caminhar os cerca de 400 metros até nosso hotel. Aqui, o valoroso prêmio alvejado já há quase 4 horas: uma cama limpinha nos esperando!

E assim foram esses meus dois últimos dias. Nem só de flôres vive um viajante. Mas, como já diziam os gauleses: depois da tempestade, virá a bonança. Amém!

Chegada à ilha de Sint Eustatius, mais conhecida como Statia (Caribe).

Chegada à ilha de Sint Eustatius, mais conhecida como Statia (Caribe).

Saba, Windwardside, The Bottom, San Eustatius, Oranjestad_SE, Sint Eustatius

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Comentários (2)

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  • 03/06/2013 | 17:09 por Paulo Pereira

    Era algo que tinha para perguntar, dado que comecei há cerca de um mês a acompanhar esta epopeia. Ainda não tinha feito a pergunta, e agora nem preciso. Uma viagem de 1000 dias (que já foram ultrapassados) tem que ter precalços. Doenças, etc. Como se vive/aguenta isso em viagem, longe do conforto, num País estranho? Pelo que li, com a dose certa de sofrimento e estoicismo. Mais uma aventura para contar:)

    Resposta:
    Olá Paulo

    Temos nossos percalços sim. Felizmente, foram bem poucos até agora. Essa febre aí foi a maior que tive, nã só na viagem, mas na vida inteira! Mas, como vc mesmo disse, mais uma aventura para contar, hehehe! De uma maneira geral, os nossos corpos simplesmente sabem que esas não é a melhor hora de ficar doentes e não ficam! Simples assim!

    Um grande abraço para vc

  • 13/04/2011 | 10:54 por Guto Junqueira

    Puxa, isso sim foi um febrão! Enfim, em 1000 dias, é normal ficar adoentado ao menos uma semaninha. Se cuida, dá um trato legal nos ouvidos e se prepare para as próximas aventuras! Abraços, muita saúde e nada de recordes de temperatura corporal!

    Resposta:
    Grande Gutão
    Pois é, febraozão! Completamente surreal!
    Mas já passou e as aventuras recomeçaram, pois ninguém é de ferro, hehehe!
    Quanto ao recorde, agora, só na próxima encarnação!
    Abraços

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