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Do San Martín à Ilha do Mel - Blog do Rodrigo - 1000 dias

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Do San Martín à Ilha do Mel

Brasil, Paraná, Curitiba, Ilha do Mel, Argentina, Buenos Aires, Bariloche

A Ana, sempre feliz por chegar à Ilha do Mel, no litoral do Paraná

A Ana, sempre feliz por chegar à Ilha do Mel, no litoral do Paraná


No dia 4 de manhã, anteontem, acordamos cedinho lá no refúgio San Martín, ao lado do lago Jakob, no meio das montanhas andinas da região de Bariloche. Tínhamos caminhado mais de 20 km no dia anterior, mas uma boa noite de sono nos deixou prontos para outro dia cheio. Ainda mais quando saímos do quarto e demos de cara com a natureza exuberante que nos cercava, ar puríssimo e gelado da manhã nos deixando ainda mais despertos.

Atravessando bosque no caminho de volta do refúgio San Martín, região de Bariloche, na Argentina

Atravessando bosque no caminho de volta do refúgio San Martín, região de Bariloche, na Argentina


Bebendo água do rio na volta do refúgio Jakob, região de Bariloche, na Argentina

Bebendo água do rio na volta do refúgio Jakob, região de Bariloche, na Argentina


Logo arrumamos e devoramos nosso café da manhã, deixando nossas mochilas mais leves. Ótima notícia, pois aqueles mesmos 18 km que percorremos ontem para chegar até aqui em 5 horas, hoje teríamos de enfrentar novamente, só que agora em muito menos tempo. Para nos ajudar, além de mochilas mais leves, estávamos indo para baixo! Além disso, já conhecíamos o caminho. A corrida era porque nossa amiga Rowan estava com voo marcado para o começo da tarde, lá no aeroporto de Bariloche. Então, sem mais delongas, pé na trilha!

Atravessando rio no retorno do refúgio Jakob, região de Bariloche, na Argentina

Atravessando rio no retorno do refúgio Jakob, região de Bariloche, na Argentina


Iniciamos o caminho, mas logo paramos na pedra sobre o lago de onde temos uma vista privilegiada do Jakob e do refúgio. Lindo! Com certeza saímos com o desejo de voltar. Na próxima vez, daqui seguiremos adiante, rumo ao próximo refúgio. É possível fazer um circuito por essas montanhas, três ou quatro dias sempre com paradas em refúgios ou campings. Mas, aparentemente, o mais bonito é mesmo esse aqui.. Bom, depois da despedida, pernas, para que te quero! Passamos rapidamente pela cachoeira onde ontem passamos mais de meia hora e descemos quase correndo a encosta íngreme que é a parte mais dura do caminho de vinda.

Tempo para rearrumar a mochila no retorno do refúgio Jakob, região de Bariloche, na Argentina

Tempo para rearrumar a mochila no retorno do refúgio Jakob, região de Bariloche, na Argentina


Depois, passamos pelo bosque onde almoçamos ontem e, sempre acelerados, chegamos mais perto do rio. Aí sim fizemos uma parada, a única da caminhada de hoje. Pausa para beber água e refrescar nossas faces e nucas na água gelada, além de encher nossas garrafas d’água. Mais uma maçã no estômago, menos peso na mochila, nossas últimas fotos e a próxima parada já foi na Fiona. Tempo total do percurso: 3 horas e 15 minutos!

Descanso ao lado do rio na trilha de volta do Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina

Descanso ao lado do rio na trilha de volta do Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina


Descanso e lanche ao lado do rio na trilha de volta do Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina

Descanso e lanche ao lado do rio na trilha de volta do Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina


Agora, já a bordo da nossa fiel companheira, seguimos para o centro da cidade. Antes de seguirmos para o aeroporto ainda deu tempo de passar no hostel que a Rowan tinha ficado dias atrás e tomar um banho pagando uma pequena taxa. O nosso voo era só de noite, mas fomos levá-la até lá com a ideia de voltar para a cidade depois. Mas eis que, ao chegar lá, conseguimos antecipar nosso voo e como já estávamos com a bagagem no carro, só tivemos que nos apressar para re-arrumar nossas malas. Muita coisa ficaria aqui e apenas um mínimo seguiria conosco. Em poucos dias estaremos de volta e, enquanto isso, a Fiona vai ficar no estacionamento do aeroporto com o resto da nossa bagagem. Foi uma correria danada, mas conseguimos embarcar para chegar em Buenos Aires muito antes do planejado.

Nossa rota aérea, voando no dia 4 de tarde entre Bariloche e Buenos Aires, e no dia 5, entre a capital argentina e Curitiba, no Paraná

Nossa rota aérea, voando no dia 4 de tarde entre Bariloche e Buenos Aires, e no dia 5, entre a capital argentina e Curitiba, no Paraná


Já tínhamos comprado essas passagens antes mesmo da nossa viagem à Antártida. Estamos voltando para o Brasil para irmos a um casamento na Ilha do Mel. Viagem bem rápida para logo retomarmos os 1000dias. Naquela época, pouco mais de um mês atrás, calculamos que estaríamos em Bariloche, então compramos a passagem daí para Curitiba, com pernoite em Buenos Aires. Na volta para a Argentina, não precisaremos dormir na metrópole portenha, seguindo no mesmo dia para Bariloche. Enfim, já deixamos também reservado uma noite num hostel da cidade e o transporte para o distante aeroporto de Ezeiza.

No aeroporto internacional de Buenos Aires, esperando a hora de embarque para Curitiba, rumo ao casamento dos padrinhos na Ilha do Mel

No aeroporto internacional de Buenos Aires, esperando a hora de embarque para Curitiba, rumo ao casamento dos padrinhos na Ilha do Mel


No aeroporto internacional de Buenos Aires, esperando a hora de embarque para Curitiba, rumo ao casamento dos padrinhos na Ilha do Mel

No aeroporto internacional de Buenos Aires, esperando a hora de embarque para Curitiba, rumo ao casamento dos padrinhos na Ilha do Mel


Chegamos à Buenos Aires perto das 6 da tarde e ainda reencontramos por uma última vez a Rowan. Depois de tantas despedidas, parece que essa foi a última. Vai deixar saudades, essa energética escocesa! Daí, um táxi para o albergue. O Aeroparque, aeroporto regional de Buenos Aires, está do lado do centro, super mão na roda. Em poucos minutos estávamos instalados novamente num quarto com dois beliches, mas ocupado apenas por nós.

Já encontramos vários outros convidados do casamento na barca para a Ilha do Mel, no litoral do Paraná

Já encontramos vários outros convidados do casamento na barca para a Ilha do Mel, no litoral do Paraná


A família da Laura (a noiva!) veio no mesmo barco que a gente para a Ilha do Mel, no litoral do Paraná

A família da Laura (a noiva!) veio no mesmo barco que a gente para a Ilha do Mel, no litoral do Paraná


Dia 5, ontem, despertamos cedo, tomamos nosso café e seguimos de metrô até o hotel de onde sairia o transporte para Ezeiza. Por coincidência, quase ao lado do hotel em que ficamos na véspera da saída à Antártida. Deu uma saudade! Bom, deixamos a saudade para trás e fomos para o aeroporto de onde embarcamos para Curitiba. Voo tranquilo, pelo menos até os minutos finais, onde tivemos de enfrentar muito vento e fortes chuvas. O avião tremia muito, justo no momento de aproximação do aeroporto. Deu aquele frio na barriga. Bem que a estatística diz de 80% dos acidentes ocorrem a 15 minutos de casa. A gente que foi até o Alaska e Patagônia, só faltava se estatelar justo em Curitiba! Mas não foi dessa vez... ufa!!!

A Ana e sua mãe na barca para a Ilha do Mel, no litoral do Paraná

A Ana e sua mãe na barca para a Ilha do Mel, no litoral do Paraná


Do aeroporto para o centro da cidade no eficiente transporte público. O problema foi daí para casa, pois todos os táxis tinham sumido. Aparentemente, a tal chuva que tinha nos assustado lá encima foi ainda mais forte aqui embaixo. Todos os táxis foram se esconder em casa enquanto árvores caídas interrompiam ruas. Só nos restou caminhar, carregando nossa bagagem. Com dois terços do caminho para trás, apareceu finalmente um táxi! Enfim, lar, doce lar! Mais tarde chegava o pai da Ana e juntos fomos jantar. É sempre bom voltarmos a nossa cidade!

Chegando na nossa querida Ilha do Mel, no litoral do Paraná

Chegando na nossa querida Ilha do Mel, no litoral do Paraná


Chegando à Ilha do Mel, no litoral do Paraná

Chegando à Ilha do Mel, no litoral do Paraná


Hoje de manhã a Ana foi o cabelereiro, já nos preparativos para o casamento. E eu fui ao banco comprar o máximo de dólares possível. Não para o casamento, mas para nossa volta à Argentina. A economia do país de Cristina Kirchner vai de mal a pior, cheia de imperfeições e regulações esdrúxulas. Uma das consequências é que o dólar no câmbio negro, que lá eles chamam de “blue”, aquele que compramos ou vendemos nas ruas, tem uma taxa muito melhor que o câmbio oficial, que é a taxa que obtemos quando pagamos coisas no cartão ou sacamos do caixa automático. Resumindo, é mil vezes melhor viajar com dólares no bolso e trocar por lá do que usar o cartão. Os preços simplesmente caem pela metade! E como ainda vamos passar um bom tempo por lá, o negócio é levar dólares em cash. Um dos dois únicos países nesses 1000dias onde ocorre essa situação. O outro é a Venezuela. Qualquer semelhança certamente não é mera coincidência!

O Rafa (o noivo!) veio buscar a avó da Laura de limusine, na chegada à Ilha do Mel, no litoral do Paraná

O Rafa (o noivo!) veio buscar a avó da Laura de limusine, na chegada à Ilha do Mel, no litoral do Paraná


A vó da Laura (a noiva) já instalada em sua limusine na Ilha do Mel, no litoral do Paraná

A vó da Laura (a noiva) já instalada em sua limusine na Ilha do Mel, no litoral do Paraná


Enfim, a Ana de visual novo e eu com dólares no bolso, estava na hora de seguirmos para a nossa amada Ilha do Mel. Fomos com a Patrícia, mãe da Ana, que é médica da Laura (a noiva!) e também foi convidada para o casamento. Quando chegamos ao píer em Pontal do Sul, onde se pega o barco para a Ilha do Mel, tivemos aquela sensação maravilhosa de estar voltando para um dos nossos locais prediletos no planeta. Afinal, foi aí que ficamos pela primeira vez, foi o local que escolhemos para nos casar e foi onde começamos os nossos 1000dias. Difícil imaginar algum lugar mais importante na nossa história. E impossível não nos emocionar a cada vez que retornamos!

Nossa charmosa casinha na Ilha do Mel, no litoral do Paraná (a casa foi emprestada por uma amiga da Patricia, mãe da Ana)

Nossa charmosa casinha na Ilha do Mel, no litoral do Paraná (a casa foi emprestada por uma amiga da Patricia, mãe da Ana)


No barco já encontramos diversos convidados para o casamento de amanhã. Entre eles a avó da Laura, uma fofa, e também o irmão dela, o Beto, com a namorada. Assim, já vamos sentindo o clima da cerimônia da qual seremos padrinhos amanhã. Na chegada à Ilha, lá estava o noivo, o Rafael, trazendo a “limusine” para buscar a vó da Laura. Na Ilha não há carros nem qualquer veículo motorizado, apenas bicicletas e carrinhos de mão. Esses últimos são mais usados para transportar carga pelas trilhas da ilha. Mas tem um carrinho de mão especial, até com poltrona e amortecedor, perfeito para levar pessoas. O mesmo que eu levava a Ana numa vez que ela machucou o pé e não podia mais andar. Nele o Rafa colocou a vó da Laura, a tal limusine, e se mandou correndo para a pousada. E nós seguimos para uma casinha bem simpática que uma amiga da Patrícia emprestou para ela. Para nos sentirmos ainda mais em casa nessa ilha que é a nossa casa. Só para ficar ainda um pouco mais emotivo: amanhã, o casamento será exatamente no mesmo lugar e no mesmo horário que casamos eu e a Ana, 5 anos e 7 meses atrás. Como diria o chato do Galvão: “Haaaaaja coração!”.

Sentados no mesmo banco do primeiro beijo, 7 anos, 5 meses e 2 semanas antes, na sempre amada Ilha do Mel, no litoral do Paraná

Sentados no mesmo banco do primeiro beijo, 7 anos, 5 meses e 2 semanas antes, na sempre amada Ilha do Mel, no litoral do Paraná

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Comentários (1)

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  • 06/01/2015 | 17:02 por Sheila Moralles

    Que lindoooooooo!!! Adivinha de onde acabei de voltar?! Dessa Ilha maravilhosa...realmente a propaganda ainda não faz jus a energia que existe nesse lugar. Confesso que quando via as fotos achava ela linda, gostaria muito de conhecer, mas achava que poderia deixar para depois. Eis, que surge a oportunidade de passar o ano-novo lá, voltei apaixonada por cada metro quadrado!!! Só indo para ver.

    Resposta:
    Oi Sheila

    Que legal que vc conheceu a "nossa" ilha!!!

    Agora vc entende pr escolhemos nos casar por lá, né?

    Viajamos, viajamos, mas é lá que nos sentimos em casa!

    Um beijão para vc!

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