0 As Praias do Leste e do Sul de Bombinhas - Blog do Rodrigo - 1000 dias

As Praias do Leste e do Sul de Bombinhas - Blog do Rodrigo - 1000 dias

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As Praias do Leste e do Sul de Bombinhas

Brasil, Santa Catarina, Bombinhas

Caminhando na praia deserta do Cardoso, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

Caminhando na praia deserta do Cardoso, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina


Depois da nossa caminhada pelas praias do norte de Bombinhas (post anterior), resolvermos pedir ajuda para a Fiona no nosso segundo dia na cidade. Afinal, nosso destino dessa vez era bem mais distante: as praias que do lado leste da península, como Mariscal, Zimbros, Canto Grande e, especialmente, a praia da Tainha.

Em Bombinhas, no nosso 2o dia (em azul), fomos de carro até Tainha, passando por Mariscal e Zimbros. No 3o dia, fizemos a caminhada (vermelh) pelas praias da costa sul da penínsulha

Em Bombinhas, no nosso 2o dia (em azul), fomos de carro até Tainha, passando por Mariscal e Zimbros. No 3o dia, fizemos a caminhada (vermelh) pelas praias da costa sul da penínsulha


Vista do alto do Morro dos Macaccos, a caminho da praia da Tainha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

Vista do alto do Morro dos Macaccos, a caminho da praia da Tainha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina


O formato da península de Bombinhas, quando visto lá de cima, é bem interessante. Além da área principal, onde estão as praias de Bombas e Bombinhas, a península se alonga bastante na direção sudeste. Ela vai se afinando, formando uma espécie de istmo cada vez mais estreito. No lado norte (ou nordeste!) desse istmo, estão as praias de Mariscal, Canto Grande e Conceição. São praias que estão voltadas para o oceano, quase que para o mar aberto. Por isso a rebentação é bem mais forte, atraindo surfistas e um público mais jovem. O outro lado do istmo, o lado sudeste, está voltado para o chamado “mar de dentro”, uma grande baía de águas calmas que mais parece uma lagoa. É a praia de Zimbros. Não é a toa que aí ficam ancorados todos os barcos de pescadores ou iates de bacanas. Aí também é realizada a travessia aquática (para nadadores) de Bombinhas, com distâncias de 1.500 e 3.000 metros, que tantas vezes no passado eu e a Ana já participamos.

A rústica estrada para a praia da Tainha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

A rústica estrada para a praia da Tainha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina


A pequena baía onde se encontra a praia da Tainha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

A pequena baía onde se encontra a praia da Tainha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina


Lá na extremidade desse istmo, onde o mar de fora e o mar de dentro quase se tocam, está uma das mais antigas comunidades da península, chamada de Canto Grande. Quem se hospeda por aí está sempre a menos de dois quarteirões do mar. Se quer sossego, vai passar o dia no mar de dentro. Se quer um mar mais agitado, segue para o mar de fora. Com mercados, peixarias, restaurantes e farmácias, é uma comunidade praticamente autossuficiente. Já o bairro mais ao norte,. Conhecido como Mariscal, é muito mais recente e está se desenvolvendo rapidamente. É impressionante a diferença que fez desde que o conheci, dez anos atrás. São loteamentos e mais loteamentos, uma praia que costumava ser selvagem e hoje caminha para se tornar uma nova Bombinhas.

Vista da praia da Tainha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina. Ao fundo, a ilha de Florianópolis

Vista da praia da Tainha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina. Ao fundo, a ilha de Florianópolis


Fazendas de ostras no litoral de Bombinhas, litoral de Santa Catarina

Fazendas de ostras no litoral de Bombinhas, litoral de Santa Catarina


Mas, o mais interessante da geografia desse istmo é que, lá no seu final, onde parece que ele iria terminar, há um grande morro e o istmo se abre novamente. É uma área protegida por um parque municipal e atrás do morro está uma das mais belas surpresas de Bombinhas: a praia de Tainhas. Para chegar até lá, ou se pega uma longa trilha ou se enfrenta uma estrada de terra, pedras e buracos com quase 3 km de extensão a partir da praia da Conceição. A estrada sobe e desce o morro e em dias de chuva forte fica quase intransitável. Mas é um esforço que definitivamente vale a pena. A praia da Tainha, de águas límpidas e muito frequentada por golfinhos, é um colírio para os nossos olhos, desde o momento que a vemos pela primeira vez, ainda no alto do morro, até a hora da triste despedida, depois de uma boa caminhada de ponta a ponta e de um mergulho recompensador em suas águas.

Chegando à praia da Tainha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

Chegando à praia da Tainha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina


Explorando as enormes pedras no canto direito da praia da Tainha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

Explorando as enormes pedras no canto direito da praia da Tainha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina


Esse, então, foi o nosso programa de ontem. De Fiona, saímos de Bombas e percorremos os 12 quilômetros de asfalto, sempre pela costa, até a praia da Conceição. No caminho, Mariscal e Canto Grande. Mas o que queríamos mesmo era a Tainha. Então, diretamente para a estrada de terra que cruza o morro dos Macacos. Lá de cima, uma bela vista para todos os lados. Para o norte, o lindo desenho do istmo que separa Zimbros de Mariscal. Para o sul, a ilha do Arvoredo e, mais além, a silhueta inconfundível da ilha de Florianópolis. E para baixo, a pequena baía onde está a deliciosa praia da Tainha. Lá chegando, uma cerveja e um pastel no restaurante logo na entrada da praia e depois, caminhada até as enormes pedras que marcam suas extremidades. Aí passamos algumas horas, entre mergulhos e banhos de sol. Uma delícia!

Explorando as enormes pedras no canto direito da praia da Tainha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

Explorando as enormes pedras no canto direito da praia da Tainha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina


A isolada praia da Tainha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

A isolada praia da Tainha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina


Na volta, um caminho diferente. Depois de uma parada na praia da Conceição (que é a ponta sul do Canto Grande), fomos percorrer a orla de Zimbros ao invés de Mariscal. Todos os caminhos levam à Roma e acabamos por chegar no morro que separa essas praias de Bombinhas. De lá para Bombas foi rapidinho, o mesmo percurso que havia nos tomado uma hora caminhando na noite da véspera, a Fiona o fez em 10 minutos. De volta ao nosso apartamento, a Ana nos brindou com a chave de ouro para fechar nosso dia: um delicioso macarrão com molho de camarão que havíamos comprado fresquinho, pela manhã. Como é bom ter nossa própria cozinha! E como é bom ter alguém com dotes culinários! Para mim, ao final, cabe a louça para lavar! Depois do banquete, lavo tudo feliz da vida!

Praia da Conceição, observando, ao longe, a praia do Mariscal, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

Praia da Conceição, observando, ao longe, a praia do Mariscal, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina


Praia do Canto Grande, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

Praia do Canto Grande, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina


Já o dia de hoje, nosso terceiro e último na cidade, foi novamente de caminhadas. Mas a Fiona ajudou um pouco também! Já tínhamos visto as praias do norte e do leste da península, faltavam as do sul. São as praias menos frequentadas de Bombinhas, o que as faz muito especiais!. Lá do final de Zimbros, seguindo para a direção oeste (rumo ao continente), uma sequência de pequenas praias ao longo do costão e acessadas apenas por trilhas fazem a alegria daqueles mais aventureiros. Mas para se chegar ao início dessa trilha, a ajuda da Fiona é imprescindível!

Um delicioso macarrão com molho de camarão, obra-prima da Ana no nosso apartamento (da tia Wal) em Bombas, litoral de Santa Catarina

Um delicioso macarrão com molho de camarão, obra-prima da Ana no nosso apartamento (da tia Wal) em Bombas, litoral de Santa Catarina


Um delicioso macarrão com molho de camarão, obra-prima da Ana no nosso apartamento (da tia Wal) em Bombas, litoral de Santa Catarina

Um delicioso macarrão com molho de camarão, obra-prima da Ana no nosso apartamento (da tia Wal) em Bombas, litoral de Santa Catarina


E então, lá fomos nós, subindo e descendo o morro de carro, dessa vez diretamente de Bombas, para chegarmos a Zimbros. Daí até o final da estrada, onde encontramos um lugar para deixar a Fiona e seguir a pé. Nós já conhecíamos o início da trilha de outras vezes que aqui estivemos, mas nunca havíamos ido até as praias mais distantes. Agora, em plenos 1000dias, chegava a hora de conhecer essas últimas praias da nossa querida Bombinhas!

Praia do Cardoso, início da nossa trilha pelas praias mais isoladas de Bombinhas, litoral de Santa Catarina

Praia do Cardoso, início da nossa trilha pelas praias mais isoladas de Bombinhas, litoral de Santa Catarina


A praia de Zimbros vista da praia do Cardoso, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

A praia de Zimbros vista da praia do Cardoso, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina


As primeiras delas, como já disse, já conhecíamos. São a praia do Cardoso e da Lagoinha. Por estarem mais perto do início da trilha, ainda é comum encontrar alguns gatos pingados por aqui. São praias espremidas entre a mata verde e o morro por trás e o mar tranquilo pela frente. Do Cardoso se vê bem a praia de Zimbros e suas construções do outro lado da baía. No mar, muitas daquelas “fazendas de ostras”, uma das especialidades aqui do litoral catarinense. Já na praia da lagoinha, o grande diferencial é a própria pequena lagoa que se forma na boca de um rio. Água doce e água salgada quase vizinhas, para quem quiser ficar tomando sol sem sal no corpo é um ótimo lugar e ainda relativamente próximo do início da trilha.

Fazenda de ostras na praia do Cardoso. AO fundo, a praia de Zimbros, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

Fazenda de ostras na praia do Cardoso. AO fundo, a praia de Zimbros, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina


A praia Triste, na nossa trilha pelas praias do sudoeste de Bombinhas, litoral de Santa Catarina

A praia Triste, na nossa trilha pelas praias do sudoeste de Bombinhas, litoral de Santa Catarina


É a partir daí que temos de caminhar mais, enfrentando o morro e a mata. Caminhada sempre na sombra e sem chance de errar. Basta seguir adiante com o barulho do mar sempre a nossa esquerda, atrás das árvores. Cruzamos alguns riachos de água refrescante, subimos e descemos algumas vezes até que chegamos à praia Triste. A praia é linda e totalmente selvagem, muito parecida com o que deve ter sido há milhares de anos, sem intervenção humana. Não tenho ideia de onde vem esse nome, praia Triste. Talvez pelo sentimento de solidão, pois o normal é não ver ninguém por ali.

A bela e selvagem praia Triste, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

A bela e selvagem praia Triste, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina


A caminho da praia Vermelha, a mais isolada de Bombinhas, litoral de Santa Catarina

A caminho da praia Vermelha, a mais isolada de Bombinhas, litoral de Santa Catarina


Nós travessamos a praia e seguimos adiante. Ainda queríamos alcançar a próxima, a chamada praia Vermelha. São mais uns 40 minutos de caminhada, mas esse é um dos trechos mais belos da trilha, bosque amplo e muitos pontos de observação. Por fim, depois de uma curva, lá apareceu a praia vermelha, ainda meio escondida pelas árvores. Um oásis no meio da mata e do verde. Poucos minutos mais tarde e chegávamos à praia, recepcionados pelos latidos de dois cachorros.

Chegando à praia Vermelha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

Chegando à praia Vermelha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina


Casa do Seu Osnildo, o único habitante da praia Vermelha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

Casa do Seu Osnildo, o único habitante da praia Vermelha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina


Eles são os guardiões da praia e da única casa por ali, pertencente ao seu Osnildo. Ele já mora na praia Vermelha há 15 anos, o caseiro de uma grande propriedade que existe por ali. Morando em local tão isolado, acho que sua grande diversão é receber os poucos visitantes que ali chegam. Ele nos tratou muito bem e até nos convidou para sua choupana. Disse que a vida por lá é bem tranquila, mas também tem seus perrengues. Volta e meia aparece algum “vagabundo” que foge da cidade e da polícia, gente que mexe com drogas. Mas que ele não tem medo não e logo mostra que a praia tem dono. Disse também que aqui ele está mais perto de Governador Celso Ramos do que de Bombinhas e é para lá que ela vai quando precisa de suprimentos. Consegue ir até de bicicleta. Se fosse para ir até Bombinhas pela trilha, no mesmo caminho que viemos, a bicicleta mais atrapalharia do que ajudaria.

A linda e selvagem praia Vermelha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

A linda e selvagem praia Vermelha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina


A linda e selvagem praia Vermelha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

A linda e selvagem praia Vermelha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina


Bom, depois da nossa visita social, fomos aproveitar a praia também. Caminhamos, tomamos banho, curtimos a natureza exuberante que nos cercava. Era a nossa despedida de Bombinhas. Agora, só nos restava o caminho de volta, um mergulho rápido em cada praia do caminho, o reencontro com a Fiona e a volta para casa, em Bombas. Não sem antes dar mais uma paradinha em Zimbros para nos fartar com um delicioso pastel. Amanhã, estrada novamente, sempre rumo ao norte. Nossa próxima parada será na metrópole dessa parte do Brasil, a famosa e badalada Balneário Camboriú. E Curitiba vai ficando cada vez mais perto...

Caminhando pela praia Vermelha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

Caminhando pela praia Vermelha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

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