0 A Incrível Fauna da Península Valdés - Blog do Rodrigo - 1000 dias

A Incrível Fauna da Península Valdés - Blog do Rodrigo - 1000 dias

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A Incrível Fauna da Península Valdés

Argentina, Península Valdés

Encontro com guanacos, camelídeos muito comuns na Península Valdés, no litoral da  patagônia argentina

Encontro com guanacos, camelídeos muito comuns na Península Valdés, no litoral da patagônia argentina


As paisagens da Península Valdés, pelo menos as de seu litoral, são muito bonitas. Mas definitivamente não é isso que atrai milhares de turistas anualmente a essa remota região da Argentina. Há lugares muito mais bonitos e cênicos na Patagônia, especialmente na região dos Andes. Não. O principal atrativo da península é a rica fauna que habita essa região, numa diversidade e quantidade raramente encontrada em outros lugares do continente. No interior, são raposas, lebres, guanacos, lagartos coloridos, cobras e choiques, um parente das nossas emas. Nas praias, elefantes e lobos marinhos e os simpáticos pinguins. Nos ares, muitas espécies de pássaros destacando-se as gaivotas. E nos mares, golfinhos, orcas e as gigantescas baleias francas austrais.

Na entrada da Península Valdés, no litoral da  patagônia argentina, visita a um museu com muitas informações sobre as baleias que frequentam a região

Na entrada da Península Valdés, no litoral da patagônia argentina, visita a um museu com muitas informações sobre as baleias que frequentam a região


Na entrada da Península Valdés, no litoral da  patagônia argentina, visita a um museu com muitas informações sobre as baleias que frequentam a região

Na entrada da Península Valdés, no litoral da patagônia argentina, visita a um museu com muitas informações sobre as baleias que frequentam a região


De todos esses animais, talvez seja a presença das baleias o que mais atrai turistas a esta região. É o melhor lugar do mundo para se observar essas gigantes que vêm para cá durante o inverno em busca de águas mais cálidas para se reproduzir e criar seus filhotes durante seus primeiros meses. Começam a chegar em Maio e se vão no início de Dezembro. Hoje chegamos tarde para pegar algum dos barcos que levam turistas até perto das baleias (ouvimos falar que ainda estão saindo), mas temos esperanças de fazê-lo amanhã cedo. Mas tivemos um primeiro sabor desses magníficos animais logo que chegamos à península, no Centro de Visitantes que fica na entrada dessa região, no istmo Carlos Ameghino. Fotografias, esqueletos, desenhos, informações e a nossa vontade de vê-los só aumentou.

Os choiques ou ñandús, primos das nossas emas, aves muito comuns na Península Valdés, no litoral da  patagônia argentina

Os choiques ou ñandús, primos das nossas emas, aves muito comuns na Península Valdés, no litoral da patagônia argentina


Os choiques ou ñandús, primos das nossas emas, aves muito comuns na Península Valdés, no litoral da  patagônia argentina

Os choiques ou ñandús, primos das nossas emas, aves muito comuns na Península Valdés, no litoral da patagônia argentina


Uma baleia adulta dessa espécie mede 15 metros e pesa 50 toneladas, podendo chegar aos 18 metros e até 80 toneladas! Estima-se que haja 10 mil delas aqui nos mares do sul, um número bem mais alentador do que há quatro décadas, quando chegaram a beira da extinção devido à caça humana. O nome dessa espécie em inglês é “right” que significa “certo”. O nome vem do fato de serem elas a espécie certa de se matar, pelo menos até meados do século XIX. Isso porque elas são mais lentas que as outras baleias, ficam mais tempo na superfície e são muito curiosas com relação aos barcos, sempre se aproximando sem medo. Assim, eram as mais fáceis de serem mortas, mesmo em uma época quando os barcos baleeiros ainda eram bem lentos possibilitando que baleias mais rápidas fugissem quando detectavam o perigo. De tal forma foi o massacre que ainda antes do início do século XX elas já estavam praticamente extintas no Atlântico Norte e no Pacífico Norte. Foi quando baleeiros americanos resolveram vir caçar aqui no sul. A atividade extremamente lucrativa logo atraiu outros países, inclusive o Brasil. Por toda a costa catarinense multiplicaram-se matadouros de baleias. Os mais ativos estavam em Imbituba. A caça foi tão grande que já na década de 30 ela deixou de ser lucrativa, pelo pequeno número de baleias que restavam. A maioria dos países abandonou a prática, mas até 1973 ainda se matavam baleias francas no Brasil. Finalmente a caça foi proibida mundialmente, mas a União Soviética continuou com a prática às escondidas, ajudada pelos japoneses. Foi só com a queda do comunismo que as baleias francas restantes puderam, enfim, respirar em paz. Desde então a população vem se recuperando a uma razão de 7% ao ano.

Os choiques ou ñandús, primos das nossas emas, aves muito comuns na Península Valdés, no litoral da  patagônia argentina

Os choiques ou ñandús, primos das nossas emas, aves muito comuns na Península Valdés, no litoral da patagônia argentina


Encontro com guanacos, camelídeos muito comuns na Península Valdés, no litoral da  patagônia argentina

Encontro com guanacos, camelídeos muito comuns na Península Valdés, no litoral da patagônia argentina


O interessante é que essas três populações de baleias francas nunca se encontram e, com isso, desenvolveram características distintas. Análises genéticas levam os cientistas a estimar que a separação já ocorreu há 1 milhão de anos. As águas equatoriais são simplesmente muito quentes para elas, impedindo que migrem de um hemisfério a outro. Morreriam assadas no meio do caminho devido à quantidade de gordura sob a pele. Já as populações do Atlântico Norte e do Pacífico Norte foram separadas quando América do Norte e do Sul se juntaram, formando o istmo do Panamá. A população aqui do Sul frequenta as costas de todos os continentes austrais, América do Sul, África e Oceania. Como são muito ligadas aos locais onde nasceram e cresceram, a tendência é que um indivíduo fique sempre no mesmo continente durante o inverno, encontrando-se todos eles na Antártida durante o verão. Para aqueles que preferem a nossa América do Sul, o local predileto para passarem o inverno vai da Península Valdés até a costa de Santa Catarina, passando pelo Uruguai.

Encontro com guanacos, camelídeos muito comuns na Península Valdés, no litoral da  patagônia argentina

Encontro com guanacos, camelídeos muito comuns na Península Valdés, no litoral da patagônia argentina


Encontro com guanacos, camelídeos muito comuns na Península Valdés, no litoral da  patagônia argentina

Encontro com guanacos, camelídeos muito comuns na Península Valdés, no litoral da patagônia argentina


Bom, tudo isso aprendemos no museu, mas o que queríamos mesmo era ver a fauna de perto, com os próprios olhos. Então, pé na estrada! No interior da península, as populações mais comuns são os guanacos e os choiques, também conhecidos como ñandus aqui na Argentina. São as nossas emas. Quando entramos em Valdés, cerca de uma da tarde, quase não os vimos. Como em todos os lugares do mundo, o melhor momento para se observar bichos é durante o amanhecer e o entardecer e não no meio do dia, quando está muito mais quente! Mas quando retornamos, pouco antes do pôr-do-sol, aí sim nós os vimos, às dezenas!

O Pinguim de Magalhães, muito comum na Península Valdés, no litoral da  patagônia argentina

O Pinguim de Magalhães, muito comum na Península Valdés, no litoral da patagônia argentina


O Pinguim de Magalhães, muito comum na Península Valdés, no litoral da  patagônia argentina

O Pinguim de Magalhães, muito comum na Península Valdés, no litoral da patagônia argentina


Essas duas espécies eram o prato principal do cardápio dos aonikenks, os nativos que viveram por aqui durante milhares de anos até o final do século XIX. Por isso, o medo dos humanos já está incrustado nos genes e eles não querem saber de intimidade conosco, não. Basta o carro se aproximar para eles saírem em disparada. No final de tarde, é muito comum ver grandes grupos deles cruzando a estrada. Os choiques são mais arredios e realmente se parecem muito com nossas emas, praticamente do mesmo porte. Já os guanacos, são os maiores camelídeos das Américas, muito mais pesadas que lhamas, vicunhas e alpacas, suas primas que moram no altiplano andino. Grandes que são, saltam tranquilamente sobre as cercas das estâncias que existem por aqui. Depois, do alto de colinas e já em segurança, olham para nós curiosos.

Pinguim de Magalhães, a expécie mais comum na Península Valdés, no litoral da  patagônia argentina

Pinguim de Magalhães, a expécie mais comum na Península Valdés, no litoral da patagônia argentina


Pinguins de Magalhães sobem encosta na Península Valdés, no litoral da  patagônia argentina

Pinguins de Magalhães sobem encosta na Península Valdés, no litoral da patagônia argentina


Ainda no meio do dia, logo que chegamos ao litoral leste da península, nossa primeira parada foi em uma das mais famosas pinguineras de Valdés. Depois de tantos pinguins nos mares antárticos, esse encontro não era o que mais nos empolgava nessa vista à Península Valdés, mas o fato é que a espécie que frequenta a região é distinta das que vimos nessas últimas semanas. Os que aqui vêm na época da reprodução são os pinguim-de-magalhães. Eles não chegam à Antártida ou Geórgia do Sul, mas frequentam sim as Malvinas. Até vimos alguns poucos por lá, mas bem de longe. A chance de vê-los mais de perto foi mesmo aqui, mais uma espécie para a nossa “coleção”. O nome da espécie vem de seu descobridor, o português Fernão de Magalhães, que aqui passou em 1520 na sua famosa viagem de descoberta do caminho das Índias através do Oceano Pacífico. Pinguins eram desconhecidos dos europeus e fico imaginado que devam ter ficado bem curiosos com essas pequenas aves aquáticas.

Pinguins de Magalhães em praia da Península Valdés, no litoral da  patagônia argentina

Pinguins de Magalhães em praia da Península Valdés, no litoral da patagônia argentina


Pinguim de Magalhães em sua toca em praia na Península Valdés, no litoral da  patagônia argentina

Pinguim de Magalhães em sua toca em praia na Península Valdés, no litoral da patagônia argentina


Os indivíduos da espécie voltam sempre ao mesmo lugar, ano após ano, para terem seus filhotes. O vínculo do casal se renova a cada estação, sempre os mesmos parceiros. Colocam e chocam dois ovos e, salvo algum acidente, os dois filhotes chegam à idade adulta. Os ovos são chocados por 40 dias e os pais se revezam nessa tarefa, um deles sempre no mar para se alimentar. Depois, são outros 30 dias tomando conta dos filhotes, novamente os pais se dividindo em turnos de caça e de babá. Ritual que deve durar até o final da vida, algo em torno de 25 anos, a grande maioria deles passado em alto mar, em grandes grupos de caça.

Placa informativa em trilha na Península Valdés, no litoral da  patagônia argentina

Placa informativa em trilha na Península Valdés, no litoral da patagônia argentina


Lagarto amarelo sem metade do rabo, em trilha na Península Valdés, no litoral da  patagônia argentina

Lagarto amarelo sem metade do rabo, em trilha na Península Valdés, no litoral da patagônia argentina


Aqui na Península Valdés, longe da neve e do gelo com os quais tanto nos acostumamos em ver os pinguins vivendo, eles fazem pequenos buracos nas encostas para se proteger do calor ou do vento e, claro, proteger seus ovos e filhotes de outras aves predadoras. Mais velhos, quando chegam a pesar 5 kg e medir 70 cm, já sabem tomar conta de si próprios! Vimos algumas dezenas deles aqui nas encostas e também nas praias logo abaixo, nada que lembrasse as gigantescas colônias dos mares do sul com centenas de milhares de indivíduos. Estar ali, para nós, serviu para matar a saudade dessas pequenas e simpáticas aves que fizeram parte do nosso cotidiano num passado tão recente, mas que já nos parece tão distante...

Uma gaivota voa solitária nos céus da Península Valdés, no litoral da  patagônia argentina

Uma gaivota voa solitária nos céus da Península Valdés, no litoral da patagônia argentina


Gaivotas sobrevoam o litoral da Península Valdés, na  patagônia argentina

Gaivotas sobrevoam o litoral da Península Valdés, na patagônia argentina


Gaivotas sobrevoam o litoral da Península Valdés, na  patagônia argentina

Gaivotas sobrevoam o litoral da Península Valdés, na patagônia argentina


Outros animais que também nos fizeram recordar desse passado foram os elefantes e lobos marinhos. Mas aqui eles ficam muito mais distante do que estávamos acostumados a vê-los e, sinceramente, pouco nos empolgou. Ao contrário de outros visitantes, visivelmente felizes de poder ver esses animais com seus binóculos ou máquinas fotográficas. A honrosa exceção foi ver dois elefantes-marinhos, mãe e filho, cruzarem arduamente uma longa extensão de terra e pedras que separava o mar de um canal interno onde eles estavam antes. Acho que foram quase 500 metros, vencidos com muita paciência e esforço sob um sol inclemente e nenhuma vegetação para que pudessem esfriar suas barrigas. Aquelas pedras deviam estar quentes! Por 15 minutos observei seu esforço, o filhote ficando para trás e a mãe às vezes esperando-o, às vezes se adiantando impaciente. Mas foi ótimo vê-los chegar, enfim, à praia e ao oceano azul e refrescante. Se eu já respirei aliviado, imaginem eles!

O magnífico visual da Península Valdés, no litoral da  patagônia argentina, com suas colônias de elefantes marinhos

O magnífico visual da Península Valdés, no litoral da patagônia argentina, com suas colônias de elefantes marinhos


Após se arrastarem por meio quilômetro, dois elefantes marinhos ficam satisfeitos de chegarem ao mar, na Península Valdés, no litoral da  patagônia argentina

Após se arrastarem por meio quilômetro, dois elefantes marinhos ficam satisfeitos de chegarem ao mar, na Península Valdés, no litoral da patagônia argentina


Para vermos esses animais, temos de caminhar até mirantes que também propiciam belíssimas vistas da paisagem litorânea da Patagônia Caminhar por esses caminham nos propiciam mais chances de ver animais, como cobras ou lagartos. Infelizmente, não tivemos a sorte (azar?) de cruzar com uma cobra, mas com lagartos amarelados sim. Muitos deles já sem o rabo, deixado para trás para confundir algum predador. Não tem importância, o rabo cresce novamente! Um olho para baixo, na trilha, outro no céu, buscando os pássaros que dominam os ares da península. Antigamente, até mesmo condores eram vistos por aqui, mas esses foram caçados até a extinção. O principal pássaro, então, é a gaivota, muito mais adaptada aos ambientes praianos que os condores. Solitárias ou em grupo, elas são um colírio para os nossos olhos ao vê-las contra o azul do céu ou um azul ainda mais profundo, do mar.

Elefantes marinhos descansam em praia na Península Valdés, no litoral da  patagônia argentina

Elefantes marinhos descansam em praia na Península Valdés, no litoral da patagônia argentina


Hoje não apareceram orcas e os elefantes marinhos estavam tranquilos em praia no norte da Península Valdés, no litoral da  patagônia argentina

Hoje não apareceram orcas e os elefantes marinhos estavam tranquilos em praia no norte da Península Valdés, no litoral da patagônia argentina


Ver todos esses animais juntos ou numa península tão pequena é realmente incrível, mas há algo que tornam a Península Valdés um lugar único no mundo para os amantes da vida animal. Baleias orca (que na verdade são golfinhos!) são encontradas em diversas partes do planeta, mas foi apenas aqui que elas desenvolveram uma maneira muito peculiar de caça. Em inglês, existe uma palavra para descrever essa técnica: “beaching”. “Beach” significa “praia” e é isso que a palavra inglesa tenta descrever: as orcas simplesmente vêm à praia para caçar seu alimento preferido, filhotes de elefantes ou lobos marinhos, dependendo da época do ano. Elas nadam com força em direção à praia e tiram quase todo o seu corpo para fora da água, praticamente encalhando na areia. Mas não encalham! São experientes e, com pequenos movimentos, viram seu corpo ainda fora da água em direção ao mar e voltam para água. Com um pouco de sorte, segurando sai vítima nas poderosas mandíbulas. É um espetáculo e tanto!

Lobos marinhos não parecem se preocupar com as orcas em praia da Península Valdés, no litoral da  patagônia argentina

Lobos marinhos não parecem se preocupar com as orcas em praia da Península Valdés, no litoral da patagônia argentina


Um lobo marinho nada tranquilo no mar da Península Valdés, no litoral da  patagônia argentina

Um lobo marinho nada tranquilo no mar da Península Valdés, no litoral da patagônia argentina


Nós chegamos um pouco cedo para assistir a esse show da natureza, infelizmente. Os melhores meses vão de Janeiro a Abril. Mas com um pouco de sorte, pode acontecer agora também. Ontem mesmo um grupo de orcas foi avistado por aqui, mas apenas patrulhando as praias, sem o “beaching”. Então, lá no fundo, tínhamos nossas esperanças. Até fomos para uma reserva na ponta nordeste da península, onde é mais comum essa técnica de caça. Lá estavam os elefantes e lobos marinhos na praia dando sopa, mas nenhuma orca por perto.

As famosas orcas que vem caçar elefantes e lobos marinhos na praia, uma das principais atrações da Península Valdés, no litoral da  patagônia argentina

As famosas orcas que vem caçar elefantes e lobos marinhos na praia, uma das principais atrações da Península Valdés, no litoral da patagônia argentina



Nós ficamos ali até o último minuto antes do fechamento da reserva. Acabamos por ficar amigos do Carlos, o guarda parque que mora por ali. Ele nos contou dezenas de histórias que presenciou com seus próprios olhos. Muitas vezes, completamente só, o drama da vida ali, na sua frente, sob a luz da lua cheia ou do sol do meio dia. Ele nos disse para voltarmos em Abril, quando as orcas ainda estão ali e os turistas já se foram. Disse até que poderíamos levar nossas barracas para passar dois ou três dias direto naquele lugar, Chances de se observar algo serão de 100%, ele no garantiu. A tentação foi grande. Mais ainda quando ele resolveu mostrar os vídeos que tinha gravado em seu próprio celular. Não apenas das orcas caçando filhotes na praia, mas também de batalhas titânicas entre orcas e elefantes marinhos adultos, já na parte mais profunda do mar. Esse é provavelmente a maior batalha entre animais na face da terra (no caso, na face do mar!). Um elefante marinho adulto chega a medir oito metros e pesar 8 toneladas. Ou seja, é páreo para uma orca de 10 metros e 10 toneladas. Tanto que quando algum embate assim ocorre, as orcas acabam se juntando num grupo. Aí, o pobre elefante não tem a menor chance. Bem, a gente teve de se contentar com os vídeos de celular do Carlos, pois as orcas não estavam com fome hoje. E algum dia voltaremos aqui em Abril, para tentar ver algo ao vivo! Abaixo, segue um vídeo do encontro das orcas com um elefante marinho adulto. Escolhi esse porque tem final feliz, hehehe.

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