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Mais Mendoza. História, Câmbio, Vinhos...

Argentina, Mendoza

Caminhando no Parque General San Martín, em Mendoza, na Argentina

Caminhando no Parque General San Martín, em Mendoza, na Argentina


Mendoza está situada em um deserto. Os Andes barram toda a umidade que vem do Pacífico e quase não chega chuva por aqui. Ao mesmo tempo, é a cidade mais arborizada da Argentina, com mais de 100 mil árvores delineando suas amplas alamedas e praças. Como é que pode?

Muitas alamedas arborizadas em Mendoza, na Argentina

Muitas alamedas arborizadas em Mendoza, na Argentina


A solução para lidar com o clima seco foi dada pelos índios que habitavam a região, muito antes da chegada dos colonizadores espanhóis. Os Huarpes imaginaram e implantaram um sistema de irrigação de toda a área, utilizando-se da água dos rios formados pelo degelo nos Andes, através de canais e trincheiras abertas que continuam funcionando ainda hoje. São as chamadas “acequias” e ao seu lado, paralelas, estão as ruas e avenidas da cidade. O que aos olhos destreinados dos turistas pode parecer apenas valas que dividem as calçadas das ruas, são na verdade as veias e artérias da cidade, de onde bebem água as árvores que fornecem sombra e frescor para os mais de um milhão de habitantes da Grande Mendoza.

Canaletas de irrigação em Mendoza, na Argentina

Canaletas de irrigação em Mendoza, na Argentina


Horário oficial da irrigação nesta área da cidade, em Mendoza, na Argentina

Horário oficial da irrigação nesta área da cidade, em Mendoza, na Argentina


Em um inteligente e planejado sistema de rotatividade, a água é desviada para cada uma dessas acequias conforme um calendário pré-estabelecido. Assim, é muito mais comum vê-las secas do que cheias de água, mas as árvores verdes não deixam dúvidas que água corre sim por ali. Quem se aproveita também desse sistema são as dezenas de vinícolas, usando a mesma água para irrigar suas plantações. Como já bem sabemos, um fator fundamental para se obter parreiras e uvas de boa qualidade é a água, na quantidade e tempo exatos durante o crescimento da planta. Nada de chuvas imprevistas! Uma irrigação planejada é o ideal. Por isso o clima seco de uma irrigada Mendoza é o paraíso para esse tipo de cultura!

Uma das muitas praças de Mendoza, na Argentina

Uma das muitas praças de Mendoza, na Argentina


A cidade foi fundada em 1561 e sempre foi uma das principais do país na era colonial e no primeiro século de independência, quando disputava influência e riquezas mesmo com a capital Buenos Aires. Aqui foi organizado e daqui partiu o exército que San Martín liderou através dos Andes para liberar o Chile e o Peru do domínio espanhol. Enfim, eram tempos gloriosos para Mendoza.

Parque General San Martín, em Mendoza, na Argentina

Parque General San Martín, em Mendoza, na Argentina


Mas uma grande tragédia se abateu sobre a cidade bem no ano em que completava 300 anos de idade. Um terremoto avassalador botou todas as construções abaixo e matou milhares de pessoas. Com tempo e paciência, a cidade soube se erguer novamente, mas aprendeu a lição. Toda a sua arquitetura foi repensada para poder resistir a um novo terremoto. Nada mais de construções altas. Ruas e avenidas, agora, seriam mais largas. Uma rede de praças e espaços foi criada. Hoje, Mendoza é a cidade argentina com as calçadas mais amplas do país. Por isso, é tão agradável caminhar em suas ruas: muito verde, sombra e espaço para os pedestres.

Muitas flores no Parque General San Martín, em Mendoza, na Argentina

Muitas flores no Parque General San Martín, em Mendoza, na Argentina


Foi nessa deliciosa cidade que caminhamos na manhã de hoje. Primeiro, em busca de câmbio, uma atividade rotineira para turistas na Argentina de hoje. O câmbio oficial, aquele que conseguimos nos bancos, lojas e restaurantes, quando usamos nossos cartões, está muito mais baixo que o câmbio negro, ou “blue”, como eles chamam por aqui. Resultado de uma política econômica desastrosa do governo, mas que para nós, turistas, tornam o país muito mais barato. Desde que troquemos nossos dólares na taxa blue, claro! E não devemos trocar muito de cada vez. Primeiro, pela segurança! Mas principalmente porque, amanhã ou depois, é bem capaz de conseguirmos uma taxa melhor, já que o dólar continua subindo. Na prática, esses dois câmbios podem significar que um mesmo hotel nos custe 100 ou 60 reais, um mesmo vinho nos custe 50 ou 30 reais e por aí vai. Enfim, nas grandes cidades, nunca é difícil encontrar um “arbolito”, como se chamam os cambistas que atuam nas ruas mais movimentadas. Um pouco de cuidado para não pegar notas falsas e pronto: o país ficou, de repente, 40% mais barato!

Sorvete para aguentar o calor em Mendoza, na Argentina

Sorvete para aguentar o calor em Mendoza, na Argentina


Salada de frutas refrescante no Parque General San Martín, em Mendoza, na Argentina

Salada de frutas refrescante no Parque General San Martín, em Mendoza, na Argentina


Com dinheiro no bolso, fomos caminhar nas ruas sombreadas, praças e no principal parque de Mendoza, o General San Martín. Para combater o calor, além da sombra das árvores, um sorvete das inúmeras sorveterias ajuda bastante. E também uma refrescante salada de frutas nos jardins do parque.

Visita à vinícola La Rural, em Mendoza, na Argentina

Visita à vinícola La Rural, em Mendoza, na Argentina


Depois, hora de seguirmos viagem. Não sem antes mais uma parada em uma das vinícolas ao redor de Mendoza. Já que estamos aqui, temos de aproveitar! Dessa vez, foi em uma das mais famosas, a La Rural. Como eu estava dirigindo, tive de me conter e dar só uns golinhos. Quem curtiu foi a Ana, sempre aproveitando para aprender mais sobre essa bebida que tanto admiramos. Até compramos uma garrafa para levar aos nossos amigos que visitaríamos na nossa próxima cidade: San Juan.

Wine tasting na vinícola La Rural, em Mendoza, na Argentina

Wine tasting na vinícola La Rural, em Mendoza, na Argentina


Wine tasting na vinícola La Rural, em Mendoza, na Argentina

Wine tasting na vinícola La Rural, em Mendoza, na Argentina


Pois é, hoje começamos nossa longa jornada para cruzar o país de oeste a leste, rumo a Buenos Aires. Queremos chegar lá com tempo para aproveitar a cidade e pegar nosso barco rumo à Antártida, no dia 3 de Novembro, daqui a duas semanas. Contagem regressiva para um dos nossos maiores sonhos desde que saímos de Curitiba, há mais de três anos. As passagens estão compradas, ainda vou falar muito disso daqui para frente, e perder essa viagem não é uma opção!

O charmoso museu da vinícola La Rural, em Mendoza, na Argentina

O charmoso museu da vinícola La Rural, em Mendoza, na Argentina


Ou seja, tudo planejado para os próximos dias. Temos muitos amigos para visitar nesse caminho, como em San Juan, Córdoba e Villa Nova. Amigos que conhecemos na estrada e que agora, nos aguardam ansiosamente em suas casas. Além disso, queremos passar por parques e montanhas, cidades históricas e metrópoles. Uma programação apertada e intensa que começa com San Juan, onde dormimos hoje. Assunto para o próximo capítulo!

Argentina, Mendoza, Arquitetura, história, Vinho

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San Juan, Perón e Evita

Comentários (1)

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  • 29/08/2014 | 01:05 por Carlos Rivera

    Quem procura um excelente guia / motorista em Mendoza, pode procurar a - DAMIAN ALMEIDA- damian.almeida86@hotmail.com que não vai se arrepender. Absolutamente impecável em todo os sentidos.. Solicitei um roteiro personalizado nas vinícolas que eu queria e aconteceu tudo melhor que esperado! Damian tem muito bom gosto, é simpático, educado, enfim: TOP em todos os sentidos.. visitamos vinicolas impecavel almoçamos em lugares especialíssimos – . Pode ir de olhos fechados – Pessoa de confiança. Recomendo a todos!

    Resposta:
    Oi Carlos

    Muito obrigado por deixar essa dica. É sempre bom ter um bom guia em lugares assim, para poder filtrar entre as incontáveis possibilidades que ali existem, algumas melhores, outras nem tanto. Outra coisa boa é se o guia tem transporte próprio, pois aí podemos tomar nossos vinhos tranquilamente sem ter medo da lei seca dos hermanos!

    Um abs

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