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Estradas Patagônicas - Blog do Rodrigo - 1000 dias

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Estradas Patagônicas

Argentina, Los Altares

Chegando a bela região de Bariloche, nos Andes argentinos

Chegando a bela região de Bariloche, nos Andes argentinos


Ontem de tarde, depois do nosso chá galês em Gaiman (ver último post), estava na hora de pegar estrada novamente. Tínhamos um longo caminho até Bariloche, 850 km cruzando a Patagônia, primeiro de leste a oeste e depois de sul a norte, já pertinho dos Andes. Para quem conhece a Patagônia, sabe que essa é uma das regiões mais desabitadas do continente. Mas, mesmo aqui, há lugares mais e menos populados. A costa do Atlântico e a região andina têm sim suas cidades importantes. Já o interior, justamente a região que precisávamos cruzar, aí não vive quase ninguém. É uma região de estâncias, algum tipo de gado e muito, mas muito pouca gente mesmo.

Cenário da estrada cortando as longas extensões patagônicas, do interior rumo aos Andes, na Argentina

Cenário da estrada cortando as longas extensões patagônicas, do interior rumo aos Andes, na Argentina


Como já disse em outros posts, nessa época o dia vai longe por aqui, perto das 10 da noite (ou no caso, da tarde). Então, mesmo já sendo depois das 5 da tarde quando saímos de Gaiman, ainda tínhamos muitas horas para dirigir com a ajuda da luz do dia. De nada adianta cruzar uma região linda e grandiosa como a Patagônia se o fazemos de noite! Embora o Googlemaps mostre diversas estradas cruzando a Patagônia de leste a oeste, na verdade poucas delas são asfaltadas. Um bom mapa de papel ajuda bastante nessa hora e nos dá uma visão muito melhor do todo. Ali onde estávamos, nossa única opção era fazer a travessia patagônica pela rodovia 25, pelo menos até onde vai o asfalto. Aí, onde começa a terra, mudamos para a 62, também asfaltada, que nos leva até a rodovia 40, a mais famosa e emblemática da Patagônia. Por ela seguimos até Bariloche, sempre no asfalto. A rodovia 40, ou ruta 40, é a estrada que liga a Argentina de norte a sul, sempre ao lado dos Andes. Já percorremos vários trechos dela na região de Salta e Mendoza. Mais tarde, quando voltarmos do casamento na Ilha do Mel, vamos percorrê-la até o sul do país. Aí sim virão os trechos de terra, pois ela ainda não foi asfaltada na sua totalidade.



Mas, voltando à nossa travessia patagônica de agora, há vários outros caminhos na região, inclusive algumas rotas mais curtas, mas todos de terra. Mal consigo imaginar as belezas de cada uma dessas estradas, mas o fato é que agora estamos com tempo contado e o asfalto é nossa melhor e mais rápida opção. Uma rápida pesquisa nos fez achar o único lugar para dormirmos no caminho, bem no meio do país: Los Altares. Uma vilazinha que mal se percebe da estrada e onde há um posto afiliado à ACA, o Automovel Clube Argentino. Ali há um camping e uma pequena pousada. Passou a ser nosso objetivo do dia.

Cenário da estrada cortando as longas extensões patagônicas, do interior rumo aos Andes, na Argentina

Cenário da estrada cortando as longas extensões patagônicas, do interior rumo aos Andes, na Argentina


Logo que deixamos Gaiman a estrada já ficou deserta. Uma hora dirigindo e dá para contar nos dedos o número de carros que cruzamos. Típico das estradas patagônicas. Outra coisa bem típica, e isso em todas as estradas do país, são altares ao Gauchito Gil, o santo gaúcho mais popular na Argentina. A gente já percebe de longe, aquele monte de pequenas bandeiras vermelhas ao lado da estrada. E não tem nada a ver com o MST ou com o PT. É apenas mais uma homenagem ao santo protetor. Ele também está presente nas estradas aqui, mesmo que não haja movimento de carros. Para nós, depois de tanto dirigirmos nas estradas hermanas, já passou a fazer parte do nosso cotidiano.

Altar para Gauchito Gil, tradição nas estradas argentinas (entre Gaiman e Los Altares, na Patagônia)

Altar para Gauchito Gil, tradição nas estradas argentinas (entre Gaiman e Los Altares, na Patagônia)


Por fim, a paisagem patagônica típica: uma planície infinita, levemente ondulada, coberta por vegetação baixa. Longas, quase intermináveis retas e um horizonte sem fim. Ausência de cidades, casas ou carros. Essa é a Patagônia. E então, no meio daquela vastidão toda, um acidente geográfico. Pode ser um vale, uma montanha, um rochedo. Como está no meio dessa planície sem fim, esse acidente geográfico ganha ainda mais destaque, fica soberano no meio de uma paisagem em que nada rivaliza com ele, pelo menos até onde os olhos alcançam. E olha que os olhos alcançam longe!

O belo cenário da região de Los Altares, no interior da Patagônia, na Argentina

O belo cenário da região de Los Altares, no interior da Patagônia, na Argentina


O belo cenário da região de Los Altares, no interior da Patagônia, na Argentina

O belo cenário da região de Los Altares, no interior da Patagônia, na Argentina


Bom, foram horas dirigindo assim, sem nenhum contato com a civilização (exceto pela própria estrada) até que os enormes rochedos que deram o nome à região de Los Altares apareceram no horizonte. Outra meia hora dirigindo e lá chegamos, a Fiona ávida por combustível e nós por um lugar para dormir. O cenário era de uma beleza magnífica, principalmente depois de 100 quilômetros de “nada”. O cara do posto feliz em nos receber, raros que são os clientes por aqui. Hoje, por sinal, além de nós um grupo de motoqueiros. Celular ou internet, nem pensar. Cartão de crédito? Tá brincando? Tem de ter dinheiro vivo mesmo! Serve para o quarto, para o diesel e para o bife de lomo!

Deixando Los Altares, no interior da Patagônia, rumo a Bariloche, nos Andes, Argentina

Deixando Los Altares, no interior da Patagônia, rumo a Bariloche, nos Andes, Argentina


Deixando Los Altares, no interior da Patagônia, rumo a Bariloche, nos Andes, Argentina

Deixando Los Altares, no interior da Patagônia, rumo a Bariloche, nos Andes, Argentina


De noite, um céu estrelado que pouca gente conhece, digno dos céus que vimos a bordo do Sea Spirit, em alto-mar. Pela manhã, uma serenidade quase celestial, o barulho do rio ecoando nos grandes paredões que nos cercam. A vontade é de passar mais um dia por aqui, caminhar e explorar um pouco, sentir a calma que flutua sobre Los Altares. Esse foi um dos últimos refúgios dos índios tehuelches na guerra de conquista e extermínio que o governo central moveu contra eles no final do séc. XIX. Hoje, os poucos habitantes daqui são seus descendentes, ainda habilidosos para trabalhar com a pedra e a madeira, alegria do punhado de turistas que passam por aqui e compram artesanato.

Deixando Los Altares, no interior da Patagônia, rumo a Bariloche, nos Andes, Argentina

Deixando Los Altares, no interior da Patagônia, rumo a Bariloche, nos Andes, Argentina


Mas tínhamos de seguir em frente. Com os rochedos de Los Altares sumindo no nosso retrovisor, estávamos novamente no meio do nada. Depois, um rio aqui, um vale ali, outra pedra ali. Até que, no horizonte, montanhas começaram a aparecer. Montanhas de verdade, com “m” maiúsculo. Eram os Andes. Imperiais, como sempre. Antes deles, picos menores, a cordilheira pré-andina. Chegávamos à ruta 40.

Deixando Los Altares, no interior da Patagônia, rumo a Bariloche, nos Andes, Argentina

Deixando Los Altares, no interior da Patagônia, rumo a Bariloche, nos Andes, Argentina


Daqui para o norte. Estrada lindíssima, passando por lagos azuis, florestas bem verdes, vales quase encantados, montanhas nevadas ao fundo. Agora sim, estamos na Patagônia Andina, região de Bariloche. A cada curva, mais um cartão postal. Não é a toa que a ruta 40 tem a fama que tem. Passamos por Esquiel, também de origem galesa e El Bolsón, coração da Patagônia hippie e alternativa. Quando estivermos indo para o sul, em pouco mais de uma semana, vamos passar com calma por aqui. Hoje, foi só de passagem, fotos e muita inspiração só da janela do carro. Nosso objetivo era mesmo Bariloche. E aí chegamos, ainda com tempo de luz para achar um hotel, dar uma boa volta pela cidade e nos encontrar com a Rowan, que chega bem de noite. Fica para o próximo post...

Chegando a bela região de Bariloche, nos Andes argentinos

Chegando a bela região de Bariloche, nos Andes argentinos

Argentina, Los Altares, Estrada, Patagônia

Veja todas as fotos do dia!

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Comentários (2)

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  • 15/12/2014 | 16:07 por Sheila Moralles

    Pois é...o seu e o da Ana tbm, que nos abandonou no meio do caminho hauahauahua

    Viciei de um jeito nesse blog que passava o dia inteiro aqui lendo, vendo as fotos e assistindo os videos! Por falar nisso adorei a entrevista de vocês para aquele programa "Diálogo com Edmo Bernardes"...

    Pois é perdeu de me contratar hehe. Mas a vaga de super fã estou preenchendo rs!

    Resposta:
    Oi Sheila

    Espero que a Ana também termine os relatos dela, pois eu adoro lê-los! Vídeos, se tudo der certo, ainda vamos editar um monte. Temos muito material por aqui. Mas por enquanto, estou concentrado em terminar os meus posts. Ainda tem 4 meses de relatos pela frente, então acho que vc ainda vai se divertir muito (espero!)

    Um grande abraço para vc!

  • 11/12/2014 | 11:35 por Sheila Moralles

    Não acredito que alcancei seus posts!!! Comecei a ler esse ano o blog e já cheguei aqui....hauahuahu

    Não posso ficar sem os posts de vocês, bora trabalhar hehehe....


    Resposta:
    Oi Sheila

    Nós também não acreditamos, hehehe! Tudo apenas nesse ano? Os da Ana também? Se eu soubesse disso antes, tinha contratado você para ir corrigindo os erros de português e de digitação, hehehe.


    Então, já tem vários posts novos de Bariloche! E muitos por vir, também!

    Beijos

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