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La bacteria peruana - Blog da Ana - 1000 dias

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La bacteria peruana

Peru, Puerto Maldonado, Cusco

As famosas construções Incas, com encaixe perfeito de pedras, em Cusco, no Peru

As famosas construções Incas, com encaixe perfeito de pedras, em Cusco, no Peru


Demos uma volta na praça principal e almoçamos em uma das mais concorridas padarias e lanchonetes da cidade. Se passaram umas duas horas e minha sorte mudou. Comecei a passar mau e é claro que o Ro já culpou a garrafada da Dona Elsa. Eu só pensava na maionese do almoço de ontem. Fato é que a minha imunidade estava baixa e o meu sistema digestivo super frágil depois de 4 dias tomando amoxicilina para a pneumonia. Se foi a maionese ou a garrafada já não importava, logo percebi que nada que eu comesse iria parar no meu estômago, nem água! Fiquei algumas horas entre o banheiro e a cama passando muito mau, vomitando e num piriri danado. Foi quando vi que só iria piorar... Logo tive que tomar a decisão: vamos para o hospital.

O hospital que atendeu a Ana em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

O hospital que atendeu a Ana em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


Eram perto das 23h quando chegamos à emergência do Hospital Santa Rosa. O hospital estava em greve e apenas um médico e duas enfermeiras atendiam as emergências que chegavam. Esperei quase uma hora, consultei, mediram febre, anotaram o meu histórico e sem melhora resolveram logo me colocar no soro. O primeiro soro na veia a gente nunca esquece, não é mesmo? O que eu não imaginava é que iria ficar ali por 24 horas! Dormi no hospital... mas tão entregue que nem vi o tempo passar naquela maca dura e gelada.

A Ana descansa em leito de hospital em Puerto Maldonado, no Peru

A Ana descansa em leito de hospital em Puerto Maldonado, no Peru


A cada turno mudava o médico e mudavam as informações que davam ao Rodrigo. Mudaram a minha medicação, retiraram a amoxicilina e sabe Deus o que me deram. O Rodrigo, coitado, fez um tour por todas as farmácias da cidade, pois tudo o que é usado no paciente, como tubos, agulhas, micropore e o próprio soro, devem ser comprados e fornecidos pelos pacientes. Depois da alta também é cobrado um valor pela consulta médica, exames e internação. Tudo num preço super acessível, bem coerente com a estrutura precária e o serviço prestado. Sorte que não tive que usar muito o banheiro que nem assento não tinha no vaso, ah, e detalhe, eles não forneciam nem o papel higiênico. Mas quando estamos mal nem é isso que interessa... só queremos melhorar.

Uma das muitas farmácias visitadas pelo Rodrigo em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

Uma das muitas farmácias visitadas pelo Rodrigo em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


Fato foi que mesmo sem comer nada eu fui reidratando e depois das 24 horas o Rodrigo fez questão de me tirar dali. Negociou com a médica que ele mais confiou, que me indicou tomar pedialite (soro oral) e alguns lactobacilos para reconstituir a flora do sistema digestivo.

Um dos muitos exames feitos pela Ana durante sua estadia no hospital de Puerto Maldonado, no Peru

Um dos muitos exames feitos pela Ana durante sua estadia no hospital de Puerto Maldonado, no Peru


O Ro já queria ir embora, não aguentava mais ficar em Puerto Maldonado, mas eu ainda não poderia viajar, principalmente considerando que a nossa próxima parada seria Cuzco, lugar com melhor infraestrutura, mas que está a 3.600m de altitude! A médica proibiu que pegássemos estrada ainda hoje... e nem precisava dizer, eu estava muito fraca, sem condições. Ficamos mais um dia no Wasaí Lodge, eu a base de bactrin, tomando muito soro, bolachinhas água e sal e até uma canja de galinha, aqui chamada de dieta de pollo.

Chegando ao ponto mais alto da estrada, na subida dos Andes na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru

Chegando ao ponto mais alto da estrada, na subida dos Andes na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru


Fizemos uma tentativa de viagem para Cuzco no dia seguinte, eu me sentia um pouco melhor, o Ro precisava sair dali e ainda por cima o lodge já não teria vaga para nós. Andamos uns 20km e não rolou, comecei a enjoar, passar mal e voltamos. Tentativa abortada. Tivemos que nos hospedar em um outro hotel por mais uma noite. Passamos o dia lá, descansando, trabalhando nos posts e a noite ainda arrisquei uma saída para tomar uma sopinha de aspargos em um dos restaurantes bacanas da cidade, o Burgo´s Restaurante.

O rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

O rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


A noite seguinte já foi em Cuzco, depois de uma viagem incrível da Amazônia aos Andes que conto aqui. Na chegada um parto para achar uma pousada com estacionamento. Na falta de uma paramos perto da Plaza San Francisco, pousada de um lado, estacionamento de outro. Ainda tive forças para carregar mala e cuia para a pousada, tomar uma sopa de verduras e cama! Acordei bem no dia seguinte, mas não demorou para logo passar mal e cair de febre novamente, 38 a 39 graus de febre o dia todo de cama. Voltou o piriri e a fraqueza. Não sabemos se foi pela sopa, o mais provável é que tenha sido a reação do organismo pela mudança de altitude, menos oxigênio e maior necessidade de adaptação e produção de glóbulos vermelhos para o corpo.

A noite cai na Plaza de Armas, em Cusco, no Peru

A noite cai na Plaza de Armas, em Cusco, no Peru


A partir daqui parei com todos os remédios halopáticos e segui apenas com a medicação homeopática que já estava tomando com a orientação da minha médica particular preferida, mamãe! Segui tomando o Rhus Tox e soro oral, mais os cuidados do Ro, dieta de pollo no jantar e até que enfim a febre baixou.

Mais um exame da Ana, dessa vez em Cusco, no Peru

Mais um exame da Ana, dessa vez em Cusco, no Peru


O dia seguinte passei sem febre, até saímos no final do dia para dar uma caminhada rápida, fomos à Plaza de Armas e jantamos na Cantina Italiana, brochetas de pollo y papas cocidas. Finalmente sinto que estou melhorando! Resolvi fazer exames no Laboratório El Sol no dia seguinte, precisava descobrir que praga era essa que não me deixava! Fiz uma massagem inca com a Jesica em um dos mercadinhos ali do lado. Em Cusco você encontra dezenas de meninas oferecendo massagem, algumas delas tem até “serviço especial” depois das 23h. O Ro conseguiu agilizar a compra dos nossos tickets para Machu Picchu no Ministério da Cultura e cortou o cabelo. Sara, a farmacêutica lá do laboratório conseguiu agilizar o resultado dos exames, que infelizmente se mostraram meio ruins, ainda tenho a infecção, só estou melhorando por que depois de uma semana, com a ajuda da homeopatia, meu corpo começou a reagir sozinho! Tanto estou reagindo que hoje resolvi testar meus limites e comi um bife de alpaca, com zero de gordura e colesterol, e batatas cozidas. Hummm! Preciso ficar forte, logo logo o Gustavo chega e teremos muitas aventuras por aí!

A noite cai na Plaza de Armas, em Cusco, no Peru

A noite cai na Plaza de Armas, em Cusco, no Peru


Bem, agora já é o dia 25, há 9 dias estou lutando contra essa porcaria de doença e parece que finalmente vou ganhar! Saímos para uma caminhada no centro histórico, trocamos alguns tickets para Machu Picchu no Ministério da Cultura, e conseguimos já comprar as passagens de trem na Peru Rail. Tudo pronto para Machu Picchu! Almoçamos em um restaurante thai na Plaza de Armas, sem temperos, comi sanduíche de frango e passei bem! Saiu o resultado do anti-biograma e consegui logo descobrir qual seria o medicamento que mataria de vez a bactéria. E adivinhem se não era o bom e velho ciprofloxacino? Mesmo amigo que me salvou de uma bactéria peruana em Huaráz a mais de um ano atrás. Mesmo bem, minha homeopata mamãe me indicou tomar o remédio, já que vou abusar nas montanhas incas daqui pra frente. Amanhã o Gustavo chega e começam as nossas explorações pela região de Cuzco e o Vale Sagrado. É a minha prova de fogo! E depois dessa tenho certeza que essas bactérias peruanas não me pegam mais!

Peru, Puerto Maldonado, Cusco, Amazônia, floresta, Amazônia Peruana, Saúde do Viajante, Doença, Hospital no Peru

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Interoceânica Sur, da Amazônia aos Andes

Blog do Rodrigo O movimentado porto de Iquitos, na beira do rio Amazonas, no Peru (foto de Julho de 1990)

A Volta ao Brasil Pelo Rio Amazonas (1990)

Comentários (2)

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  • 28/07/2014 | 20:47 por Mário e Carmen

    Ana e Rodrigo,
    Assim como vocês eu e Carmen também gostamos muito de aventuras. Já fizemos duas Expedições pela América do Sul, partindo de Fortaleza-CE, cujos relatos estão no nosso humilde site www.mcexpedition.simplesite.com.br . No momento estamos preparando a nossa próxima Expedição que terá início em 10/11 próximo e seguiremos em direção a Punta del Leste, Ushuaia, Atacama, Titicaca(Copacabana) , entrando no Brasil por Corumba e retornando a Fortaleza-CE. Esta Expedição faz parte do Projeto Extremos da América do Sul, que pretendemos realizar seguindo um roteiro muito parecido com o que vocês fizeram. Pretendo, se vocês permitirem, continuar mantendo contato para trocarmos informações a respeito do nosso projeto.

    Resposta:
    Olá Mário! Olá Carmen! Muito bacana o site de vocês! Estamos à disposição para o que precisarem, podemos manter contato através deste canal, via email ou facebook. Vamos ficar de olho na expedição de vocês! Saudações aventureiras!

  • 19/07/2014 | 18:46 por Day Marques

    Menina! Que sufoco hein! Me coloquei em seu lugar e senti um desespero! Não é nada fácil quando passamos mal e ainda por cima longe de casa. Mas que bom que deu tudo certo!! :D

    Grande abraço, muita saúde e ótimas aventuras!!

    Resposta:
    Obrigada Day! Na hora nem o desespero bate, estamos tão acabados que só conseguimos pensar que precisamos melhorar! Rs! Seguimos fortes! Beijos

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