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Guadeloupe

Guadalupe, Grande Anse, Parc National de Guadeloupe, Pointe-à-Pitre

Cara de Bahia, mas é a praia de Grande Anse, em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe

Cara de Bahia, mas é a praia de Grande Anse, em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe


Tecnicamente, voltamos à Europa (e portanto, deixamos A América!). Tudo aqui, dentro do Caribe, com um voo de 20 minutos. Saímos de Antígua e chegamos à Guadalupe (em francês: “Guadeloupe”). A primeira, uma ex-colônia inglesa, hoje país independente dentro da comunidade do Commonwealth (o que significa que a Rainha ainda é a Chefe de Estado da ilha). A segunda, uma ex-colônia francesa, já há bastante tempo transformada em “departamento” (o equivalente ao que chamamos de “estado”, no Brasil, ou de “província”, na Argentina). Ou seja, Guadalupe, juridicamente, é um estado francês, como qualquer outro lá na Europa, como a Bretanha, a Alsácia ou qualquer outro. Elege seus deputados e senador, vota para presidente.

Chegamos na França! (no aeroporto internacional de Guadalupe, no Caribe)

Chegamos na França! (no aeroporto internacional de Guadalupe, no Caribe)


Essa diferença é fruto das distintas políticas de emancipação de suas ex-colônias das duas grandes potências colonialistas de outrora. A Inglaterra, quando percebia que o negócio começava a esquentar em alguma colônia, corria lá e “concedia” a independência, mas tentando manter o país em sua comunidade (a tal Commonwealth), o que lhe trazia vantagens comerciais. Já a França, dizia a sua colônia: ”Mas vocês não são colônia, vocês são a própria França!”. Essa tática funcionou bem aqui no Caribe e América do Sul. Hoje, além de Guadalupe, temos Martinica e Guiana Francesa como departamentos franceses na região. A Europa em plena América. Mas, em alguns lugares, essa mudança de nome não funcionou bem não, e acabou gerando sangrentas guerras de libertação. O melhor exemplo é o caso da Argélia.

Parece a Serra da Mantiqueira, mas é a Cascade aux Ecrevisse, no Parque Nacional em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe

Parece a Serra da Mantiqueira, mas é a Cascade aux Ecrevisse, no Parque Nacional em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe


A gente sente essa mudança de continente logo que chegamos à ilha. Foi muito similar ao que sentimos quando entramos na Guiana Francesa. Lá, saímos da doce bagunça do Amapá para entrarmos numa “Amazônia arrumadinha”. Aqui, saímos da bagunça caribenha de Antígua para entrar no “Caribe arrumadinho” de Guadalupe, com organização europeia. Percebemos isso no aeroporto, no porte das estradas, no padrão de sinalização e por aí vai.

Mata tropical no Parque Nacional em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe

Mata tropical no Parque Nacional em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe


Outra mudança que logo percebemos, essa mais pelos ouvidos do que pelos olhos, é a língua. E não falo apenas da mudança do inglês para o francês. É a atitude, mesmo. Nos países de língua espanhola, obviamente falávamos seu idioma. Mas se quiséssemos, poderíamos nos virar no inglês mesmo. Nos países de língua holandesa, então, era só inglês! Mas aqui, que nada! É raro encontrar alguém que faça o mínimo esforço em falar inglês. É até mais fácil falar espanhol, pois se encontram muitos imigrantes de países de fala espanhola. Então, o negócio foi desenferrujar meu francês mesmo, Algumas vezes, muito divertido, outras, bastante aflitivo, pela falta de vocabulário. A Ana até se impressionou com a velocidade que falo. Mas eu sei muito bem o tanto que “não estou falando”! Para complicar, a não ser que eu peça expressamente, meus interlocutores falam rapidamente, como seu eu fosse francês nativo. A técnica é pescar palavras-chave e, com muita agilidade, deduzir o significado e sentido do que dizem...

Delicioso banho de cachoeira na Cascade aux Ecrevisse, no Parque Nacional em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe

Delicioso banho de cachoeira na Cascade aux Ecrevisse, no Parque Nacional em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe


Nós chegamos cedinho no aeroporto, vindos de Antígua, e passamos acelerados pela alfândega, uma olhadinha rápida nos passaportes e aquele carimbo mágico que nos dá o direito de entrar no país. Acho que foi a fronteira mais expedita que já passamos! Um pouco depois já estávamos de carro alugado dirigindo pelas autoestradas da ilha. Pois é, nossa primeira autoestrada numa dessas pequenas ilhas caribenhas, chique demais!


Nosso roteiro planejado para os 4 dias em Guadalupe

No próximo post vou falar um pouco da geografia interessante da ilha, mas Guadalupe tem o formato de uma borboleta de asas abertas. A capital, Ponte-à-Pitre e o aeroporto ficam quase no centro, no “encontro das asas”. Nós seguimos diretamente para a “asa” oeste, chamada de “Basse Terre”. “Basse” só no nome, pois é aí que estão as montanhas de Guadalupe. Além de montanhas, muita mata tropical, rios, cachoeiras e praias mais selvagens.

Refrescando-se na cachoeira de Cascade aux Ecrevisse, no Parque Nacional em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe

Refrescando-se na cachoeira de Cascade aux Ecrevisse, no Parque Nacional em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe


Para proteger toda essa natureza, foi criado um parque, o “Parc National de la Guadeloupe”. Uma estrada corta o parque em dois, a “Route de La Traversée”, e foi por ela que seguimos, nosso primeiro contato com a natureza exuberante dessa parte da ilha. Seguindo no sentido leste-oeste, logo chegamos à bela cachoeira conhecida como “Cascade aux Ecrevisses”, um convite irrecusável para um banho refrescante. Foi a primeira das muitas cachoeiras que devemos encontrar nessas ilhas daqui para o sul, até Santa Lucia, cada vez mais “tropicais”!

Chegando ao mar do Caribe logo após atravessar o Parque Nacional em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe

Chegando ao mar do Caribe logo após atravessar o Parque Nacional em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe


Seguindo adiante, muita mata, alguma chuva e mirantes prejudicados pela presença de neblina. Não demorou muito e estávamos já na costa oeste de Basse Terre, nosso primeiro contato de verdade com o litoral franco-caribenho. Começamos seguindo para o sul, até uma região transformada em parque em homenagem ao lendário documentarista Jacques Costeau. O velho lobo do mar uma vez afirmou que ali era um dos melhores pontos de mergulho do mundo! E olha que ele mergulhou por todos os sete mares e oceanos da Terra!

Cara de Bahia, mas é a praia de Grande Anse, em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe

Cara de Bahia, mas é a praia de Grande Anse, em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe


Mesmo apesar dessa afirmação um tanto patriótica, estávamos mais para praia do que para mergulho e resolvemos seguir para o norte, até Grande Anse, considerada por muitos a mais bela praia de Guadalupe.

As águas tranquilas e calmas da praia de Grande Anse, em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe

As águas tranquilas e calmas da praia de Grande Anse, em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe


Bom, não sabemos se é a mais bela, mas que é linda, isso é! Ela nos lembrou muito as praias de Ubatuba, com o mata chegando até a praia de areias grossas e amareladas, inclinada para entrar no mar. Mas duas coisas davam um toque “especial”. Primeiro, a presença de muitos coqueiro, conferindo um certo “ar baiano”. E a segunda, a incrível transparência da água. Mas, ao invés do tradicional azul caribenho, a cor era verde mesmo, como no litoral norte de São Paulo e região de Paraty.

Praia de Grande Anse, em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe. Uma mistura de Bahia com litoral norte de São Paulo. Uma beleza!

Praia de Grande Anse, em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe. Uma mistura de Bahia com litoral norte de São Paulo. Uma beleza!


Nessa época do ano, está bem tranquila, quase sem turistas. Resolvemos ficar por ali mesmo, acomodados numa das muitas sombras da praia, antes de encontrar algum hotel para nós. Foi só no fim de tarde que fizemos o esforço supremo de sair da praia para achar um hotel. Hotel não, que isso é coisa rara por aqui. Fomos a um “gite”, a maneira mais comum de hospedagem no mundo francês. São pequenos chalés que são alugados quase sempre por semana. Tem cozinha completa, mas sem serviços de hotel, como limpeza ou café da manhã. Muitos deles não aceitam hóspedes para ficar pouco tempo. Querem, no mínimo, três ou quatro dias. Mas, nessa época de baixa temporada, feles ficam mais “maleáveis”.

Praia de Grande Anse, em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe. Uma mistura de Bahia com litoral norte de São Paulo. Uma beleza!

Praia de Grande Anse, em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe. Uma mistura de Bahia com litoral norte de São Paulo. Uma beleza!


Enfim, encontramos um gite bem simpático para nós e fomos ao mercado comprar suprimentos. Por “suprimentos”, leia-se “queijos, vinho e pães”! Assim, de noite, pudemos celebrar em grande estilo, com vinho e queijos nacionais, nossa chegada à Europa, à França e à exuberante Guadalupe!

Lanche de queijos e vinho, enquanto trabalhamos um pouco em Grande Anse, em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe

Lanche de queijos e vinho, enquanto trabalhamos um pouco em Grande Anse, em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe

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Os Incríveis Chutes du Carbet

Comentários (2)

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  • 20/06/2012 | 23:51 por Dona Helen

    A Chiquita Bacana da Martinica o fez esquecer o dia 20?
    Bela viagem a de vocês! Mm

    Resposta:
    Não esqueci não!

    Pode checar o email!

    Beijos e saudades!

  • 14/06/2012 | 21:19 por Rosa e Roberto

    Estamos amando o passeio por Guadeloupe e ficamos com água na boca com os queijos "ncaionais". Vocês mergulharam aí?
    Bjs e saudades

    Resposta:
    Olá casal!

    Realmente, os queijos e vinhos nacionais daqui são ótimos, hehehe

    Nós não mergulhamos aqui não, apesar da vontade. Acabamos decidindo pelas montanhas, cachoeiras e praias. O Cousteau não vai nos perdoar...

    Abs

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