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Escalando no Potrero Chico - Blog do Rodrigo - 1000 dias

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Escalando no Potrero Chico

México, Potrero Chico

Escalador enfrenta os paredões de Potrero Chico, no nordeste do México

Escalador enfrenta os paredões de Potrero Chico, no nordeste do México


Deixamos a cidade de Monterrey para trás, tomando o rumo noroeste, em direção ao Potrero Chico. A indicação foi do Jeremy, o dono do apartamento que ficamos lá em Boulder, no Colorado. Ele é um entusiasta e praticante da escalada em rocha e quando soube que passaríamos na região de Monterrey, foi enfático: “Vocês têm de ir ao Potrero Chico. É um dos melhores pontos para se escalar no mundo!”. Vivendo e aprendendo...

Chegando à Potrero Chico, no nordeste do México

Chegando à Potrero Chico, no nordeste do México


Por aqui, estudando com mais cuidado as possibilidades ao redor da cidade, descobrimos que seria possível ficar semanas explorando as montanhas, para todos os lados. Mas muitos dos programas são melhor aproveitados no verão, já que hã rios ou cachoeiras. Ao final, optamos mesmo pelo Potrero. Afinal, fizemos um curso de escalada antes da viagem e quase não tivemos a chance de praticar de verdade. A última vez foi lá em Passa e Fica, na fronteira de Paraíba e Rio Grande do Norte. Já estava mais do que na hora de desenferrujarmos o equilíbrio e a força nos dedos , além d enfrentarmos a vertigem e nossos medos primitivos.

As enormes paredes de Potrero Chico, no nordeste do México

As enormes paredes de Potrero Chico, no nordeste do México


São centenas de rotas de escalada nas paredes e encostas de Potrero Chico, no nordeste do México

São centenas de rotas de escalada nas paredes e encostas de Potrero Chico, no nordeste do México


A viagem é curta, cerca de uma hora, por estradas cada vez mais secundárias. Uma delícia deixar os engarrafamentos para trás e chegar numa estrada vazia! Era o meio da tarde quando chegamos ao Potrero, enormes montanhas de pedra repleta de paredões e encostas, belíssimos de longe, amedrontadores para olhos destreinados, mas hipnóticos para amantes das escaladas. Essas paredes possuem mais de quinhentas rotas catalogadas, algumas com poucas dezenas de metros e propícias à iniciantes do esporte e outras que seguem até o cume da montanha, mais de quinhentos metros de paredes e que exigem muita técnica e sangue frio para serem vencidas.

Caminhando pelo parque de Potrero Chico, no nordeste do México

Caminhando pelo parque de Potrero Chico, no nordeste do México


Caminhando pelo parque de Potrero Chico, no nordeste do México

Caminhando pelo parque de Potrero Chico, no nordeste do México


O local explodiu para o turismo alguns anos atrás, mas a situação de violência no México alardeada pela imprensa acabou por afastar boa parte dos visitantes e hoje o movimento é bem mais tranquilo. Mas quem vem, não se arrepende. Muitos ficam semanas ou até meses a fio, escalando seis dias por semana, sem repetir caminhos ou rotas e descansando no sétimo, regra de ouro no esporte. As acomodações não são caras e há também vários campings. Como o esporte quase não requer gastos depois que se tenha o equipamento, os alpinistas acabam vivendo seu sonho de vida: compras no supermercado para a semana, camping pagando 5 dólares por dia e escaladas o dia inteiro. Passam um mês inteiro praticamente sem gastar e fazendo o que mais gostam. Na verdade, o maior gasto acaba sendo a cerveja no fim do dia, outra regra de ouro para a maioria dos praticantes.

A região de Potrero Chico, no nordeste do México

A região de Potrero Chico, no nordeste do México


Após um dia de escaladas turistas voltam para seus acampamentos e pousadas em Potrero Chico, no nordeste do México

Após um dia de escaladas turistas voltam para seus acampamentos e pousadas em Potrero Chico, no nordeste do México


Ontem, chegamos meio tarde para escalar, mas conseguimos deixar tudo acertado para o dia de hoje. Conseguimos um guia, o Edgar, que vai forneceria equipamento (sapatos, cadeirinhas, capacetes e, claro, a corda!) e levaria sua simpática namorada alemã, a Mili, para o auxiliar. Entre a barraca e um quarto grande com camas limpas e um descontão, ficamos com o segundo, a um quilômetro da entrada do parque. Tudo acertado, pudemos seguir para o parque para aproveitar as últimas horas do dia, admirando tanto a paisagem exuberante como os escaladores que enfrentavam as paredes de pedra. Dezenas deles, felizes da vida, cada dupla ou grupo em sua parede. Com tantas possibilidades e níveis de dificuldade, realmente é fácil entender porque eles gostam tanto daqui.

Nosso guia Edgard faz a segurança de sua namorada Mili em Potrero Chico, no nordeste do México

Nosso guia Edgard faz a segurança de sua namorada Mili em Potrero Chico, no nordeste do México


A Mili coloca a corda guia para nós, em parede de Potrero Chico, no nordeste do México

A Mili coloca a corda guia para nós, em parede de Potrero Chico, no nordeste do México


A noite, longe das luzes de cidades e no meios de enormes torres de pedra iluminadas pelo luar foi bem especial. Jantar caseiro na pousada mesmo, muitos alpinistas disputando a cozinha para fazer as próprias refeições, todo mundo na maior social. Fizemos a nossa também (a social, pois a refeição foi comprada!) e fomos para a cama pois o dia de hoje começaria cedo.

Fiona estacionada em frente ao local da nossa primeira escalada, em Potrero Chico, no nordeste do México

Fiona estacionada em frente ao local da nossa primeira escalada, em Potrero Chico, no nordeste do México


A Ana enfrenta a nossa primeira parede do dia, em Potrero Chico, no nordeste do México

A Ana enfrenta a nossa primeira parede do dia, em Potrero Chico, no nordeste do México


E começou mesmo, com sanduíches preparados ontem e pegando o guia e sua assistente no camping deles para, juntos, irmos ao parque. O Edgard já mora aqui há muito tempo e é profundo conhecedor das centenas de rotas. Já tinha escolhido aonde nos levar, paredes um pouco mais fáceis para alpinistas pouco experientes (nós!).

A Ana chega ao topo da primeira escalada em Potrero Chico, no nordeste do México

A Ana chega ao topo da primeira escalada em Potrero Chico, no nordeste do México


Subindo nossa primeira parede em Potrero Chico, no nordeste do México

Subindo nossa primeira parede em Potrero Chico, no nordeste do México


Ele mesmo, ficou o tempo todo na tranquilidade. Mostrava a rota para a Mili e ela subia, abrindo a via para nós e colocando a corda guia. Embaixo, o Edgard fazia a segurança. Colocada a corda, a Ana partia antes, muito corajosa e desbravadora, eu embaixo tirando fotos. Ela subiu com muito mais tranquilidade que eu esperava, ainda mais que a parede era bem inclinada, o que até nos atemorizou um pouco no início. Mas era só começar a subir que o temor passava e as velhas habilidades renasciam.

Olhando para baixo, do ponto mais alto da nossa primeira escalada do dia em Potrero Chico, no nordeste do México. A Fiona ficou pequenininha!

Olhando para baixo, do ponto mais alto da nossa primeira escalada do dia em Potrero Chico, no nordeste do México. A Fiona ficou pequenininha!


Observando a Mili abrir a via para nós, em Potrero Chico, no nordeste do México

Observando a Mili abrir a via para nós, em Potrero Chico, no nordeste do México


A primeira parede, mais de vinte metros de altura, subimos ainda na sombra. O frio entorpece as mão e dificulta a subida, pois sem sensibilidade, não sentimos bem as agarras. Mas com esforço, mas meu do que da Ana, chegamos lá em cima, um de cada vez. Uma deliciosa sensação de vitória que há muito não sentíamos.

A Ana pronta para a segunda parede em Potrero Chico, no nordeste do México

A Ana pronta para a segunda parede em Potrero Chico, no nordeste do México


A Ana negocia com a parede na nossa segunda via em Potrero Chico, no nordeste do México

A Ana negocia com a parede na nossa segunda via em Potrero Chico, no nordeste do México


Na segunda subida, outra vez um pouco mais de 20 metros, havia até um trecho na diagonal. Outra vez a Mili colocou as cordas e depois, o Edgard nos deu segurança. Sem o frio para atrapalhar, já foi bem mais fácil. Estávamos melhorando! A vontade era passar uma semana por ali e ficar craque no esporte. Não pode haver melhor lugar para treinar! Mas já era meio-dia e tínhamos uma longa viagem pela frente.

Outros escaladores enfrentam parede em Potrero Chico, no nordeste do México

Outros escaladores enfrentam parede em Potrero Chico, no nordeste do México


Com nosso guia Edgard e sua namorada alemã, a Mili, em Potrero Chico, no nordeste do México

Com nosso guia Edgard e sua namorada alemã, a Mili, em Potrero Chico, no nordeste do México


Deixamos o Potrero super felizes de termos passado e por lá e, principalmente, por termos escalado um pouco. Graças ao Jeremy, que nos deu a ideia, e ao Edgard e à Mili, que nos guiaram e ajudaram. Mas também ficamos muito felizes conosco mesmo. Nossa iniciativa e insistência em enfrentar nossos medos, inércia e preguiça foram recompensados de uma maneira maravilhosa. Sinal de que, quando a oportunidade aparecer, não podemos deixar passar. E não deixaremos!

Chegando ao alto da segunda escalada do dia em Potrero Chico, no nordeste do México

Chegando ao alto da segunda escalada do dia em Potrero Chico, no nordeste do México

México, Potrero Chico, Parque

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Comentários (1)

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  • 16/02/2015 | 17:22 por Marcos

    Boa tarde, estou colhendo informações a respeito do roteiro Brasil até o México, você tem alguma planilha de custos, principalmente os passeios?
    Obrigado
    Marcos

    Resposta:
    Oi Marcos

    Infelizmente, não temos essa planilha organizada. Teria sido uma ótima ideia, mesmo. As informações estão espalhadas pelos posts que fizemos, mas muitas vezes não colocamos os preços, pois esse não era o nosso foco.

    Espero poder te ajudar de alguma outra maneira. Essa é uma viagem que vale muito a pena!

    Um abraço

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