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Batismo e Bolívia - Blog do Rodrigo - 1000 dias

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Batismo e Bolívia

Bolívia, Monteagudo

Pássaro dá rasante no Chaco paraguaio

Pássaro dá rasante no Chaco paraguaio


Nossa intenção hoje era entrar fundo na Bolívia. Para isso, teríamos de começar cedo, voltar os 20 km de terra para La Patria, seguir os 120 km de asfalto até a fronteira, fazer as devidas aduanas e seguir o mais longe possível em direção à Sucre, nosso primeiro objetivo no país andino.

O sol iluminou nosso chalé logo pela manhã, no Parque Ten. Agripino Enciso, em La Patria - Paraguai

O sol iluminou nosso chalé logo pela manhã, no Parque Ten. Agripino Enciso, em La Patria - Paraguai


Começamos bem. Acordamos com a claridade entrando no quarto, levantamos e preparamos um sadio café da manhã de banana amassada com granola. Cumprimos o ritual de empacotar tudo na Fiona e fomos para a casa da administração nos despedir do Cristóbal, o simpático guarda-parque, e da Bartola, sua curiosa ajudante. Tiramos algumas fotos e botamos o pé na estrada.

Banana com granola de café da manhã, no Parque Ten. Agripino Enciso, em La Patria - Paraguai

Banana com granola de café da manhã, no Parque Ten. Agripino Enciso, em La Patria - Paraguai


O trecho até La Patria e de lá até a fronteira seguiu sem sobressaltos. Apenas algumas paradas para tentar fotografar alguns dos milhares de pássaros que vimos pelo Chaco paraguaio. Aí chegamos no posto de controle do exército onde também correu tudo bem. Até ficamos amigos dos recrutas. Finalmente, estávamos na fronteira, a Bolívia ali do lado e só faltando o posto da aduana paraguaia.

A Fiona ao lado de um 'Palo Borracho', no Parque Ten. Agripino Enciso, em La Patria - Paraguai

A Fiona ao lado de um "Palo Borracho", no Parque Ten. Agripino Enciso, em La Patria - Paraguai


Bom, aí faltava ainda o batismo da propina. Tínhamos passados incólumes pelo Paraguai até agora mas... O oficial olhou nossos passaportes, reclamou que não havia o selo de saída e que aquilo era um "problema". Segundo ele, esse selo se consegue em Estigarribia, 200 km para trás, cem deles em péssimo estado. Sem muita paciência para negociar ou chorar, já ofereci o resto dos guaranis que tínhamos, mais uns reais também. Os dois oficiais envolvidos na "negociação" não poderiam ser mais típicos, saídos de algum filme americano sobre a polícia mexicana.

Se vêem pássaros à todo momento no Chaco paraguaio

Se vêem pássaros à todo momento no Chaco paraguaio


Bom...superada essa pequena "barreira", já fui conversar com o oficial boliviano, que ficava ali do lado mesmo. Aí foi bem fácil e direto: fizemos o documento da Fiona, que agora tem uma personalidade boliviana, e seguimos viagem dentro de território boliviano. Nosso vigésimo-primeiro país e o sétimo da Fiona. Estrada de terra agora, ao lado de outra já pronta para ser asfaltada, mas com obras paradas há um ano. Cinquenta quilômetros de "nada" depois, chegamos à adunana boliviana. Foi aí que tivemos nossos passaportes carimbados. O oficial, figura rara, reclamou um pouco da falta de visto de saída paraguaio, mas não encrencou. E assim pudemos seguir viagem Bolívia adentro, agora os três devidamente regularizados e documentados.

Se vêem pássaros à todo momento no Chaco paraguaio

Se vêem pássaros à todo momento no Chaco paraguaio


Foram outros 60 km de terra para chegarmos ao asfalto e à cidade de Villamontes. Aí entramos em busca de bancos com ATM e nos surpreendemos positivamente com a estrutura da cidade. Tudo asfaltado e muito arrumado. Bem diferente da Bolívia que conheci há mais de 20 anos. Bem, sacamos os bolivianos (um real = 4,25 bolivianos) e seguimos rumo ao norte, pela estrada de asfalto que segue até Santa Cruz de La Sierra, a pouco mais de 400 km.

Deixando o Paraguai e chegando à Bolívia!

Deixando o Paraguai e chegando à Bolívia!


O que não fizemos em Villamonte foi abastecer. Cobram o dobro do preço de carros estrangeiros. Ao invés de 3,6 bolivianos, são 7,2 bolivianos (mesmo assim, ainda mais barato que no Brasil, porque daria algo como 1,6 reais o litro). O próximo posto ficava a mais de 100 quilômetros adiante, mas paramos numa cidadezinha antes, onde vendem diesel na rua, em pequenos galões. A simpática Eloisa nos vendeu 15 litros por 5 bolivianos/l. Bem melhor que no posto, hehehe!

Comprando combustível num pequeno pueblo na Bolívia com a Eloísa

Comprando combustível num pequeno pueblo na Bolívia com a Eloísa


Já com diesel no tanque, fomos enfrentando os vários pedágios de 10 bolivianos pela estrada até Camiri,a próxima cidade grande onde havia uma "gasolinera". Aí enchemos o tanque a partimos para a última etapa da longa viagem de hoje: Mais uns 30 km de asfalto e então viramos à esquerda, na pequena estrada que leva à Sucre. Mas Sucre estava muito longe, muito além de onde poderíamos chegar hoje. Nosso objetivo passou a ser a cidade de Monteagudo, onde encontraríamos hoteis para passar a noite.

Viajando durante a tarde em estrada boliviana

Viajando durante a tarde em estrada boliviana


Estrada de terra que subia sem parar, saíndo dos 700 metros para chegar perto dos 1.800, atravessando incríveis canyons por entre grandes paredões. Seguíamos ao lado de precipícios e a paisagem era absolutamente magnífica! Pena que a luz do dia já terminava, o que não permitiu boas fotos. Depois, para minha surpresa e tristeza, a estrada voltou a baixar, chegando aos 1.200 metros. Estou o tempo todo com o altímetro na mão, torcendo para chegar logo aos 2, 3, 4 mil metros!!! Mas não seria hoje... Já era noite quando chegamos a cidade de Monteagudos. Pois é, quem diria, nosso primeiro dia na Bolívia e já estamos dirigindo de noite em estradas de terra...

Paisagem montanhosa no caminho para Monteagudo

Paisagem montanhosa no caminho para Monteagudo


De novo, nos surpreendemos com o movimento e estrutura da cidade. Entre vários hotéis, ficamos no Residencial San José. Muito jóia! Um lugar onde raríssimos turistas estrangeiros chegam, mas que tem intensa vida própria. Aparentemente, estávamos no meio do nada, a meio caminho do altiplano. Mas no meio do nada tem essa cidade, uns 10 mil habitantes, ainda bem autêntica pela falta de turistas. Muito legal!

Luz do sol atravessa nuvens no fim de tarde à caminho de Monteagudo - Bolívia

Luz do sol atravessa nuvens no fim de tarde à caminho de Monteagudo - Bolívia


Muito bem instalados, finalmente fomos cuidar do estômago que roncava, cansado de pãp preto, queijo, frutas e bolachas. Queria comida!!! E aí, de volta à Bolívia 20 anos depois, só poderia querer comer uma coisa: pollo con papas fritas, por supuesto! E para beber? Paseña!!! Delícia de cerveja! Delícia de frango, preparado na brasa. Suculento mesmo. Para nós então, famintos... a melhor refeição do mundo! E assim terminou nosso primeiro dia na Bolívia, que havia começado no Paraguai: de barriga cheia, paseña na cabeça e uma deliciosa cama para dormir. Amanhã, Sucre, já aos 3 mil metros!

Bolívia, Monteagudo,

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Aduanas

Comentários (1)

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  • 28/07/2011 | 02:33 por px

    uy se me olvido avisarles eso del sello del pasaporte!!!, nosotros paramos en ese pueblo 200 km antes porque vimos la oficina de migracion y pasamos a preguntar, y nos dijeron que ahi debiamos sellar el pasaporte... bueno, para la otra sera!, saludos!

    Resposta:
    Olá Pablo
    Pois é ... eu vi o tal lugar também, mas naquela hora estávamos seguindo o carro de um brasileiro, que nos levava a um restaurante. E aí, acabamos seguindo viagem até o Parque Ten Agripino Enciso. No dia seguinte, quando chegamos à fronteira, estávamos na mão do oficial. Voltar 200 km, 100 deles em péssimo estado, nem pensar!
    Mas, no fim, deu tudo certo
    Um grande abraço aos amigos viajantes!

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